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	<title>TERRAVIVA Rio + 20 &#187; Featured</title>
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		<title>Falta uma estratégia para enfrentar a “crise civilizatória”</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jun 2012 13:16:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Mario Osava

RIO DE JANEIRO, 23 junho (TerraViva)  A Conferencia Global para os Assentamentos Humanos (Habitat II), em Istambul há 16 anos, foi das mais abertas à participação da sociedade civil, senão a campeã. Acolheu num grosso volume conclusivo milhares de  propostas e recomendações dos participantes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Mario Osava</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 23 junho (TerraViva)  A Conferencia Global para os Assentamentos Humanos (Habitat II), em Istambul há 16 anos, foi das mais abertas à participação da sociedade civil, senão a campeã. Acolheu num grosso volume conclusivo milhares de  propostas e recomendações dos participantes.</p>
<p><span id="more-1751"></span></p>
<p>Estava fadado ao esquecimento. “Faltou estratégia”, avaliou Jaime Lerner, certificado como grande urbanista pela inovadora gestão de Curitiba décadas atrás.</p>
<p><div id="attachment_1752" class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Sociedade-civil.jpg"><img class=" wp-image-1752 " title="Sociedade civil" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Sociedade-civil.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Sociedade civil: desejo de soluções rápidas para demandas complexas. Crédito: Ana Libisch</p></div>
<p>A Rio+20, pela via oposta, terminou também sem permitir que se vislumbre uma estratégia para desarmar a armadilha em que se meteu a humanidade. Propostas das ONGs foram excluídas. Mas poderia a conferencia governamental, com 99 por cento de países capitalistas, digerir as teses anticapitalistas do fórum não governamental ?</p>
<p>A Declaração Final da Cúpula dos Povos na Rio+20 assume o “desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo”, em que “o povo organizado e mobilizado” é a única forma capaz de “libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro”.</p>
<p>A principal contribuição dessa Conferencia sobre Desenvolvimento Sustentável pode ser um choque de realismo como estímulo a uma reflexão, a partir do reconhecimento de realidades ignoradas tanto na pretensão de se apontar “O futuro que queremos” no documento oficial, como na de reunir uma “Cúpula dos Povos” no Aterro do Flamengo, sugerindo uma hierarquia rejeitada por esses mesmos “povos” quando se reúnem no Forum Social Mundial.</p>
<p>Essa busca de novos caminhos já começou. Um movimento lançado neste sábado no Rio de Janeiro, o Rio+20+1 dia ou “Day After”, pretende construir uma proposta de “Um novo Contrato Social para o século XXI”, atualizando idéias do pensador Jean Jacques Rousseau, cujo tricentenário se comemora este ano.</p>
<p>A iniciativa, idealizada pelo diretor executivo da UNITAR (Instituto da ONU para Formação Profissional e Pesquisa), Carlos Lopes, foi inaugurada com a presença do presidente do Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC), Rajendra Pachauri, e do economista do ecodesenvolvimento, Ignacy Sachs, entre outros.</p>
<p>Há um certo consenso sobre a necessidade de um novo padrão de produção e consumo. Mas seguem indefinidos tal paradigma e o como alcançá-lo, temas de discórdia inevitável. Ninguém, mesmo entre os anticapitalistas da “Cúpula”, fala em revolução social.</p>
<p>O impasse evidenciado pela Rio+20 põe em cheque concepções voluntaristas. Muitos cobram liderança com “ousadia, coragem de estadistas” aos atuais ocupantes do poder, como forma de resolver a “crise civilizatória” em que se combinam crises variadas como a ambiental, a econômica, a social e ética. Acaso queremos a volta dos déspotas esclarecidos ?</p>
<p>O impeachment do presidente paraguaio, Fernando Lugo, coincidindo com a Rio+20, deixa claro que governantes também têm seus limites. Devem responder aos interesses reais da sociedade nacional e à correlação de forças, que se expressam no poder político e econômico, não nas pesquisas de opinião em que uma maioria diz ter preocupações ambientais.</p>
<p>A ausência de Barack Obama na Rio+20 se atribuiu aos riscos que o mais poderoso homem da Terra enfrenta nas eleições de novembro próximo. Assumir compromissos ambientais ameaçaria sua reeleição.</p>
<p>O descompasso entre a dinâmica política de curto prazo e o longo prazo das questões ambientais seria outro obstáculo ao equacionamento dos desafios. Mas está fora de cogitação alongar os mandatos e exemplos recentes mostram a crescente intolerância com a longevidade no poder.</p>
<p>Uma nova institucionalidade parece indispensável para enfrentar ameaças à humanidade, como as mudanças climáticas, a redução da biodiversidade e da disponibilidade de água potável, a acidificação dos oceanos e a desertificação.</p>
<p>A conferência do Rio debilitou o multilateralismo, acatando a tese americana a favor de iniciativas nacionais, contra acordos globais vinculantes, concluiu a ex ministra Marina Silva. A ONU foi “capturada por interesses corporativos”, segundo muitos outros ativistas.</p>
<p>Nesse quadro, não parece prometedor criar uma nova agencia para temas ambientais na ONU, a exemplo da Organização Mundial de Saúde ou do Comercio, principal proposta para uma governança necessária nessa área.</p>
<p>Também não se avançou na questão do financiamento do desenvolvimento sustentável. A proposta de países emergentes pela criação de um fundo de 30 bilhões de dólares foi vetada, principalmente pelos Estados Unidos.</p>
<p>Mas na reunião das 20 maiores economias, nesta mesma semana no México, se aprovou um aporte de 456 bilhões de dólares para o Fundo Monetário Internacional, dos quais 75 bilhões oferecidos pelos emergentes do BRICS (Brasil, Russia, India, China e África do Sul), numa clara indicação de que a prioridade é “salvar os bancos”, se queixam os ativistas.</p>
<p>Diante dessa complexidade dos problemas globais são inócuas manifestações tautológicas de que precisamos de novos paradigmas de consumo. Há medidas de evidente eficácia, como a eliminação dos subsídios aos combustíveis fósseis, que somavam 409 bilhões de dólares no ano passado, segundo a Agencia Internacional de Energia. A tendência é de subir para 660 bilhões em 2020. Por que não se consegue sequer reduzir esse incentivo à destruição da vida, como se tem conseguido em relação ao tabaco?</p>
<p>Outra ação de resultados significativos, tanto ambientais como sociais e de saúde, é disseminar fogões eficientes a lenha, já desenvolvidos, ou mesmo substituir esse combustível ainda usado por três bilhões de pessoas no mundo.</p>
<p>Falta ao “povo organizado”, na verdade dividido em ONGs, sindicatos, movimentos sociais e entidades variadas com seus objetivos específicos, uma estratégia comum para tornar políticas públicas as experiências eficientes na área socioambiental e influir nas decisões nacionais e mundiais determinantes para o destino da humanidade.</p>
<p>Os caminhos para uma eficácia política, reprovada ou descartada a via partidária, deveriam aparentemente merecer uma maior reflexão por parte dos militantes. (TerraViva)</p>
<p>(FIM/2012)</p>
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		<title>Weak Rio+20 Agreement Anticipates New Noah’s Ark</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jun 2012 02:21:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Civil Society]]></category>
		<category><![CDATA[Climate Change]]></category>
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		<description><![CDATA[The downpour that fell Friday in this Brazilian city was nature’s warning to the heads of state meeting at the Rio+20 summit. The generation of Noe (Noah), an environmentalist’s son who will be born a month from now, will have to save biodiversity that is more complex than that of his Biblical namesake.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fabiana Frayssinet</p>
<p>RIO DE JANEIRO, Jun 22 (TerraViva) &#8211; The downpour that fell Friday in this Brazilian city was nature’s warning to the heads of state meeting at the Rio+20 summit. The generation of Noe (Noah), an environmentalist’s son who will be born a month from now, will have to save biodiversity that is more complex than that of his Biblical namesake.</p>
<p><span id="more-1736"></span></p>
<div id="attachment_1737" class="wp-caption alignright" style="width: 385px"><img class="size-full wp-image-1737" title="Maureen Santos is working for a better world for her unborn son Noe (Noah). Credit: Fabiana Frayssinet/IPS" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Noahs-ark.jpg" alt="" width="375" height="500" /><p class="wp-caption-text">Maureen Santos is working for a better world for her unborn son Noe (Noah). Credit: Fabiana Frayssinet/IPS</p></div>
<p>“It was really heavy rainfall, and we were worried,” Maureen Santos told IPS. She is an activist with FASE, one of the Brazilian groups that organised the People’s Summit, held parallel since Jun. 15 to the U.N. Conference on Sustainable Development, or Rio+20.</p>
<p>In Rio de Janeiro, like in other cities around the world, this kind of unusually heavy rainfall is causing environmental tragedies like flooding, destruction of homes, and deaths in at-risk areas like hillsides and lowlands. Scientists say it is one of the effects of climate change.</p>
<p>“We were worried about the people camping here, and about the final assembly, which was held outside. But although that was the reason for the delay of the assembly, we had a shining closing session,” Santos said.</p>
<p>The activist is pregnant. In one month she will give birth to her first son, Noe (which is Noah in Portuguese).</p>
<p>The activist hopes her son will not have to suffer such destructive downpours like the ones that are forecast unless urgent action against climate change is taken, and that a kind of modern-day Noah’s ark will not have to be resorted to in order to salvage millions of endangered species.</p>
<p>“We might not see it, but we want the future to be different for him,” Santos told IPS in an interview given under a giant globe representing planet Earth.</p>
<p>“A world where we share common goods, nature does not have a price, the economy serves the people and is based on local trade, the crazy traffic in cities is reduced, there is less pollution and disease, and people are not as selfish,” she said.</p>
<p>The young expectant mother hopes this will be brought about by global demonstrations like the ones that the People’s Summit decided to promote.</p>
<p>Santos’ hopes for her son echo what was expressed in the People’s Summit’s final assembly for “social and environmental justice,” which brought together peasant, indigenous, black, student and faith-based movements, among others.</p>
<p>The assembly said the heads of state meeting over the last three days at Rio+20 “demonstrated irresponsibility towards the future of the planet and promoted their own government’s interests.”</p>
<p>The activists say the majority of the governments form part of the “new capitalist economy,” dominated by multilateral financial institutions, coalitions at their service like the G8 most powerful countries and the G20 industrialised and emerging economies, and a United Nations “taken over” by corporate interests.</p>
<p>“As the (global economic) crisis is aggravated, more corporations are encroaching on the rights of the people, democracy and nature, kidnapping the shared goods of humanity to save the economic and financial system,” the assembly’s final declaration says.</p>
<p>The assembly decided to hold worldwide demonstrations to combat “the current phase of capitalism, which is the green economy” and the new “financialisation” of the carbon and biodiversity markets.</p>
<p>They also committed to fighting for a solidarity economy, a clean energy mix, organic family agriculture, food sovereignty, decent, healthy work, access to all rights for everyone, better distribution of wealth, and the fight against racism and other forms of intolerance.</p>
<p>“It is clear that our document has more proposals and solutions than the official one,” said Santos.</p>
<p>The assembly ended with a “mystical” ceremony in which a group of women dressed up as “indignant jaguars” chanted slogans like “Mother Earth is outraged/Nothing happened in the official summit.”</p>
<p>Marcelo Durao, with Brazil’s Landless Movement and the international small farmers’ movement Via Campesina, told IPS that the official document was “a mere formality… adopted by corporations, which expresses little concern for the (planet’s) people.”</p>
<p>Darci Frigo with Terra de Direitos (Land of Rights), a Brazilian NGO, said “We confirmed that the official summit was a huge failure because the document approved significantly diluted the proposals and left it clear that it is just a first step for them, which confirms that in the last 20 years since the 1992 Earth Summit (in Rio de Janeiro) little progress was made in the fight against poverty and other causes that are generating environmental and economic crises,” she said.</p>
<p>Frigo was on the committee that delivered the final declaration of the People’s Summit to U.N. Secretary-General Ban Ki-moon.<br />
“<br />
Ban only admitted that there were discrepancies over the concept of the “green economy” and “he was impacted by our position on the green economy as a false mechanism and solution for the problems of humanity,” Frigo told IPS.</p>
<p>The People’s Summit organisers said the debates there were positive, and praised the new method established to make the conclusions of the different thematic groups and seminars converge in plenary assemblies.</p>
<p>But they played down the problems of organisation at an event that mobilised some 14,000 people from across the globe, such as changes of venues for the debates, and difficulties in access to food and lodging for participants and in centralising the information to be made available to the press.</p>
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		<title>Belo Monte, referencia internacional do movimento contra barragens</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jun 2012 22:33:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Mario Osava
RIO DE JANEIRO, 22 junho (TerraViva) - O moçambicano Jeremias Vunjanhe conseguiu, na caótica Cúpula dos Povos, encontrar os ativistas do Movimento Xingu Vivo que denunciavam a criminalização dos seus ativistas pela policia de Altamira, no interior do Pará.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Mario Osava</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 22 junho (TerraViva) &#8211; O moçambicano Jeremias Vunjanhe conseguiu, na caótica Cúpula dos Povos, encontrar os ativistas do Movimento Xingu Vivo que denunciavam a criminalização dos seus ativistas pela policia de Altamira, no interior do Pará.</p>
<p><span id="more-1716"></span></p>
<p>Vunjanhe tornou-se conhecido no encontro da sociedade civil da conferencia Rio+20, ao ser deportado no dia 12 de junho, quando desembarcava no aeroporto internacional de Guarulhos. Barrado pela Policia Federal, teve seu passaporte retido e devolvido “três horas depois já dentro do avião” de regresso a Moçambique, contou a TerraViva.</p>
<div id="attachment_1722" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Belo-Monte-Manifestação-Photo-credit-Atossa-Soltani-Amazon-Watch-Spectral-Q.jpg"><img class="size-medium wp-image-1722" title="Belo Monte - Manifestação - Photo credit Atossa Soltani Amazon Watch  Spectral Q" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Belo-Monte-Manifestação-Photo-credit-Atossa-Soltani-Amazon-Watch-Spectral-Q-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Manifestação contra a construção de Belo Monte.</p></div>
<p>O carimbo no seu passaporte diz que foi “Impedido” de entrar no país porque “consta no SINPI”, siglas de Sistema Nacional de Procurados e Impedidos, apesar de ter um visto de entrada concedido pelo consulado brasileiro em Maputo.</p>
<p>A solidariedade de 80 organizações e negociações com a chancelaria brasileira permitiram que viesse ao Brasil com novo visto. Recebido com festas no Aeroporto do Galeão dia 18, participou dos últimos quatro dias da Cúpula dos Povos, onde trouxe denuncias sobre violências da brasileira Vale contra os desalojados por suas atividades mineiras em Moçambique.</p>
<p>Membro da ONG Justiça Ambiental, denunciou também a ameaça que representa a hidrelétrica de Mphanda Nkuwa, que a Camargo Correia, uma das grandes empreiteiras brasileiras, construirá no Rio Zambeze, em sociedade com duas empresas locais, com investimentos previstos de 2,4 bilhões de dólares.</p>
<p>Daí seu interesse em estabelecer uma troca de informações e experiências com o Xingu Vivo, também procurado por Güven Eken, diretor-executivo da ONG Doga Denergi, da Turquia.</p>
<p>Represas atingem povos em todo o mundo, “a solução tem que ser global”, disse Eken, pregando “união para defender os rios”. Enquanto Belo Monte ameaça a Amazônia, a hidrelétrica Ilisu, no Rio Tigre, ameaça a Mesopotâmia, berço da civilização, salientou.</p>
<p>O encontro foi convocado pelo Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS) para informar sobre os interrogatórios a que a Delegacia de Altamira está submetendo participantes da manifestação do dia 16, no âmbito do Xingu+23, uma serie de atos de protesto contra Belo Monte na própria região, durante a semana passada.</p>
<p>No dia 16 manifestantes cavaram uma vala numa das ensacadeiras, para deixar escorrer a água, num gesto simbólico em favor do livre fluxo do Rio Xingu. Após o ato, alguns índios invadiram escritórios da Norte Energia, consórcio que constrói a usina, danificando equipamentos e instalações.</p>
<p>Estão tentando criminalizar a resistência ao “monstro Belo Monte”, quando os culpados pela violência são o próprio Governo Federal, o Poder Judiciário e o consórcio construtor, que violam a legislação, impondo uma licença de implantação da hidrelétrica, sem que as condicionantes estabelecidas com base nos estudos de impacto ambiental tenham sido cumpridas, protestou Antonia Melo, líder do Movimento.</p>
<p>Só os atingidos são criminalizados, enquanto se privatiza um bem público como o rio, a Norte Energia, “maior latifundiária da região”, tem propriedades legalizadas em três municípios e os pequenos agricultores nunca recebem seus títulos de propriedade, são desalojados sem indenização, enfatizou Ana Laíde Barbosa, do Conselho Indigenista Missionário de Altamira.</p>
<p>O governo e as empresas implantaram um clima de “terror jurídico” na região para “imobilizar a luta” conta Belo Monte e “calar ativistas”, opinou o advogado Sergio Martins, da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, que presta assistência aos ativistas.</p>
<p>A repercussão dos fatos envolvendo Belo Monte, com personalidades conhecidas em todo o mundo aderindo ao movimento contra a hidrelétrica, tornou esse empreendimento uma referencia internacional dos atingidos por barragens. (TerraViva)</p>
<p>(FIM/2012)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Prepare-se para um mundo de nove bilhões</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jun 2012 20:08:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com a população mundial ameaçando explodir – dos sete bilhões atuais para mais de nove bilhões até meados do século –, o aumento acentuado de seres humanos não significa apenas cidades superlotadas, mas também uma demanda crescente por alimentos, água, energia e abrigo, prenunciando implicações devastadoras para um futuro sustentável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Thalif Deen</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 21 de junho (IPS/TerraViva) Com a população mundial ameaçando explodir – dos sete bilhões atuais para mais de nove bilhões até meados do século –, o aumento acentuado de seres humanos não significa apenas cidades superlotadas, mas também uma demanda crescente por alimentos, água, energia e abrigo, prenunciando implicações devastadoras para um futuro sustentável.<span id="more-1630"></span></p>
<p><div id="attachment_1631" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/UNFPA_thalif2.jpg"><img class="size-medium wp-image-1631" title="UNFPA_thalif" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/UNFPA_thalif2-300x246.jpg" alt="" width="300" height="246" /></a><p class="wp-caption-text">Os esforços para promover o desenvolvimento sustentável que não abordam a dinâmica das populações continuarão a fracassar. Foto: Fahim Siddiqi/IPS</p></div>
<p>O século 21 é um período crítico para as pessoas e o planeta, com tendências demográficas e de consumo que impõem enormes desafios para um mundo finito, adverte um novo relatório divulgado na cúpula Rio+20, no dia 21, pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).</p>
<p>Apropriadamente intitulado <em>Assuntos da População para o Desenvolvimento Sustentável</em>, o relatório sublinha a importância da dinâmica populacional na agenda do desenvolvimento sustentável, algo &#8220;que foi perdido nas últimas décadas&#8221;.</p>
<p>O relatório propõe políticas concretas centradas nas pessoas e baseadas em direitos para tratar de questões que o mundo enfrenta de uma forma ampla no Século 21.</p>
<p>Em entrevista ao TerraViva, o diretor executivo do UNFPA, Babatunde Osotimehin, disse que melhorar o bem-estar da humanidade, agora e no futuro, exige, acima de tudo, uma mudança real e imediata para uma produção sustentável e um consumo equilibrado – a marca da economia verde.</p>
<p>&#8220;Em todos os lugares, mas especialmente nas economias emergentes, milhões de pessoas estão se tornando consumidores mais ricos de bens e serviços, aumentando assim a pressão sobre os recursos naturais. Padrões sustentáveis de consumo, possibilitados em parte por tecnologias apropriadas, são, portanto, urgentes&#8221;, advertiu.</p>
<p>Osotimehin observou que novas dinâmicas populacionais globais apresentam muitos desafios, mas também oferecem oportunidades para garantir um futuro sustentável. Mudanças demográficas, como a tendência de viver em cidades, podem reduzir a pressão sobre o meio ambiente reduzindo o consumo de recursos.</p>
<p>&#8220;Desacelerar o crescimento da população pode ter um impacto positivo sobre a sustentabilidade ambiental no longo prazo. Isto também dará mais tempo para as nações se adaptarem às mudanças no ambiente. No entanto, isso só pode ocorrer se as mulheres tiverem o direito, o poder e os meios para decidir livremente quantos filhos ter e quando&#8221;, enfatizou.</p>
<p>O relatório diz que mais de dois terços dos governos dos 48 países menos desenvolvidos (PMD) têm manifestado grandes preocupações com o crescimento populacional, alta fertilidade e rápida urbanização.</p>
<p>Para inserir a agenda populacional novamente na discussão do desenvolvimento sustentável, há a necessidade de se reconhecer que a dinâmica de populações tem uma influência significativa sobre o desenvolvimento sustentável, que esforços para promover o desenvolvimento sustentável que não abordam a dinâmica populacional têm falhado e continuarão a fracassar, e que dinâmica populacional não é destino.</p>
<p>Entretanto, a mudança é possível por meio de um conjunto de políticas que respeitem os direitos e liberdades humanas, e contribuam para a redução da fertilidade, nomeadamente o acesso aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva, educação além do nível primário, e o empoderamento das mulheres.</p>
<p>Osotimehin ressaltou que os governos também precisam integrar as tendências demográficas e projeções futuras em suas estratégias e políticas de desenvolvimento. &#8220;Os investimentos que são construídos sobre, e aproveitam, a evolução demográfica podem ajudar a transformar a população em um capital humano rico que pode impulsionar o desenvolvimento sustentável&#8221;, opinou.</p>
<p>&#8220;Planejar para mudanças projetadas no tamanho da população em tendências como o envelhecimento, migração e urbanização é uma condição indispensável para estratégias sustentáveis de desenvolvimento rural, urbano e nacional, bem como os esforços significativos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas&#8221;, concluiu. (FIM/2012)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Impedindo um tsunami no Himalaia</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jun 2012 20:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Julio Godoy</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 21 de junho (TerraViva) Chewang Norphel é um herói improvável. Ele é um homem modesto, pequeno, quieto e pensativo, que não checa sua imagem cada vez que passa por um espelho. Há alguns anos, seus vizinhos até pensaram que ele era louco.<span id="more-1633"></span></p>
<p>Agora, Norphel, um engenheiro civil  indiano que trabalha para o departamento de Desenvolvimento Rural (DRD) de Jammu Kashmir, em Ladakh, no Himalaia, é cumprimentado pelas mesmas pessoas que não o consideravam como um benfeitor. Durante a sua longa carreira no DRD, Norphel veio a perceber que a água que flui a partir das geleiras do Himalaia para baixo das montanhas estava mudando seus padrões, tornando-se erráticos. Em uma região onde quase nunca chove, e onde a população depende 100% da água das geleiras para irrigar as plantações de trigo e legumes, estes novos padrões irregulares de fluxo eram dramáticos.</p>
<p><div id="attachment_1634" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/glacial_lake11.jpg"><img class="size-medium wp-image-1634" title="glacial_lake1" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/glacial_lake11-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">O lago glacial Tso Rolpa, na região central do Nepal, tem crescido devido ao rápido derretimento da neve com o aquecimento global. Foto: Kishor Rimal/IPS</p></div>
<p>No final da década de 1980, Norphel projetou geleiras artificiais nos lados das montanhas perto de Ladakh, que seriam expostas à luz solar direta. Tanques colocados ao lado dos leitos dos rios, ligados a eles por canais, serviriam como reservatórios de água doce durante a primavera e o verão, e em seguida, congelariam durante o inverno, para serem liberados novamente quando necessário. A princípio, os vizinhos pensaram que os engenheiros haviam enlouquecido.</p>
<p>No entanto, quando a primavera e o verão chegaram e os reservatórios derretidos  forneceram um fluxo constante de água para a agricultura, a genialidade de Norphel foi finalmente reconhecida. Agora ele é conhecido como &#8220;o homem do gelo&#8221;, e saudado com gratidão pelos agricultores locais. A história de Norphel é um dos exemplos mais vívidos de como as pessoas estão lidando com as mudanças climáticas no Himalaia, e ao mesmo tempo, tornando possível o desenvolvimento sustentável.</p>
<p>A história é contada no documentário <em>Revealed: Himalayan Meltdown</em>, que foi apresentado no dia 20, no Rio de Janeiro, como um evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. &#8220;Estou feliz que minha ideia foi aceita pelas pessoas, e está servindo para ajudá-los agora&#8221;, Norphel afirma no filme. A mudança climática e o aquecimento global causados pelo homem estão colocando em risco as vidas de milhões de pessoas no Paquistão, Índia, Butão, Nepal, Bangladesh e China – pessoas que não emitem quase nenhum gás de efeito estufa, e não pode pagar por soluções caras.</p>
<p>Os impactos do derretimento do Himalaia são múltiplos. Embora os campos de trigo de Ladakh sofram com os fluxos erráticos de água glacial na primavera e verão, outras regiões são confrontadas com a possibilidade de que o derretimento provoque uma enchente devastadora. Este é o caso de um novo lago chamado Thortormi no reino do Butão, na encosta sul da Montanha Table, perto da fronteira com o Tibete. Ele é formado a partir de água que flui para baixo a partir do derretimento da geleira Thortormi, que até alguns meses atrás foi mantida no lugar apenas por uma represa de moraina, um material constituído por restos de rochas e lama.</p>
<p>As populações locais temem que o lago recém-nascido extravase seus limites, destruindo a moraina, e provocando o que os cientistas chamam de enchentes por explosão de lago glacial, ou GLOF na sigla em inglês, que são tsunamis mortíferos que fluem montanha abaixo. Um tsunami desse tipo já aconteceu em 1994, matando pelo menos 21 pessoas e destruindo plantações e aldeias. Com o apoio técnico e financeiro de organizações internacionais como a Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), entre outros, as populações locais transformaram a moraina em uma barragem adequada.</p>
<p>Para fazer isso, cerca de 350 moradores locais, incluindo mulheres e adolescentes, trabalharam em condições extremamente difíceis para transportar ferramentas, pedras e outros materiais de construção até a montanha, cinco mil metros acima. O documentário mostra o grupo de trabalho até os joelhos em água glacial, carregando pedras e lama para refazer a represa. O lago Thortormi é um dos 24 lagos glaciais butaneses considerados instáveis. O país tem 2.674 desses lagos glaciais. No filme, Pradeep Mool, um engenheiro do Centro Internacional para Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), sediado em Katmandu, Nepal, disse que, &#8220;graças a imagens de satélite, é possível identificar as geleiras mais perigosas. Contudo, é impossível dizer quando ou onde uma catástrofe vai acontecer&#8221;. Envolverde/IPS</p>
<p>(FIM/2012)</p>
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		<title>Asia Battered by Worsening Natural Disasters</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jun 2012 19:46:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[By Amantha Perera RIO DE JANEIRO, Jun 22 (TerraViva) Last year was a particularly bad one for Asian countries facing nature&#8217;s wrath. Of the 14.9 million people who were displaced by natural disasters in 2011, 89 percent lived in Asia, according to a new report released here by the International Displacement Monitoring Centre and the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>By Amantha Perera</p>
<p>RIO DE JANEIRO, Jun 22 (TerraViva) Last year was a particularly bad one for Asian countries facing nature&#8217;s wrath.<span id="more-1686"></span></p>
<p><div id="attachment_1687" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/floods_500.jpg"><img class="size-full wp-image-1687" title="A bus navigates rushing floodwaters in Batticaloa, a town in eastern Sri Lanka, during the January 2011 floods. Credit: Courtesy of Sarvodaya" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/floods_500.jpg" alt="" width="500" height="423" /></a><p class="wp-caption-text">A bus navigates rushing floodwaters in Batticaloa, a town in eastern Sri Lanka, during the January 2011 floods. Credit: Courtesy of Sarvodaya</p></div>
<p>Of the 14.9 million people who were displaced by natural disasters in 2011, 89 percent lived in Asia, according to a <a href="http://www.nrc.no/?did=9656553">new report</a> released here by the International Displacement Monitoring Centre and the Norwegian Refugee Council (NRC).</p>
<p>The report, titled &#8220;Global Estimates 2011, Peoples Displaced by Natural Disasters&#8221;, said that the bulk of the displacements were the results of floods or storms. But even in previous years, Asia has claimed the number one spot in terms of the number of people forced to flee their homes due to natural disasters.</p>
<p>China and Thailand had the largest number of people displaced by extreme weather events, primarily due to recurring disasters. Over 4.5 million were displaced in China alone.</p>
<p>However, Sri Lanka, with an overall population of just over 20 million, saw the largest per capita displacements, with floods between January and February displacing three percent of the entire population, or 685,000 persons.</p>
<p>Most of those displacements occurred in the eastern and northeastern regions of the island, which are also some of the poorest areas.</p>
<p>Ponnanbalam Thanesveran, the top government official for the remote village of Verugal in eastern Trincomalee District, experienced firsthand the details of the disaster.</p>
<p>Between January and February of 2011, the eastern region of Sri Lanka received a year&#8217;s worth of rain in one month. Thanesveran&#8217;s office was cut off for over two weeks, during which time he used a boat to get to his office and get around his small constituency.</p>
<p>&#8220;I might be the first Sri Lankan government official who carried out his duties from a boat, wearing a life jacket and shorts,&#8221; he told TerraViva.</p>
<p>The floods destroyed the entire rice harvest in Verugal. According to figures released later by the government, around 20 percent of the overall harvest was wiped out.</p>
<p>The report had more bad news. It said that changing climate patterns that have altered rainfall patterns combined with growing populations were likely to increase the vulnerabilities of Asian populations living at risk of natural disasters.</p>
<p>In Sri Lanka, weather experts warn that while the number of days of precipitation has gone down, the shorter rains have increased in intensity, leading to frequent flash floods.</p>
<p>&#8220;The (other) problem is that most of the people who get affected in areas like Verugal are the poorest. One blow like last year&#8217;s floods and it will take years for some of them to recover,&#8221; Thanesveran said.</p>
<p>At the release of the report, officials said that the inability of poor villagers and farmers to cope with such disasters needs to be taken into consideration at negotiations like those which just concluded in Rio.</p>
<p>&#8220;The international community must ensure that vulnerable communities are prepared to respond and able to find sustainable solutions as they recover from such life-changing events,&#8221; NRC&#8217;s Secretary General Elisabeth Rasmusson said.</p>
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		<title>Promised Green Economy Was a Fake, Say Activists</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jun 2012 15:46:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[By Thalif Deen RIO DE JANEIRO, Jun 22 (TerraViva) When the Rio+20 summit on sustainable development ended Friday, there were winners and losers – mostly losers. The United Nations and the host country Brazil – along with big business – put a positive spin on the outcome of the conference, a follow-up to the 1992 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>By Thalif Deen</p>
<p>RIO DE JANEIRO, Jun 22 (TerraViva) When the Rio+20 summit on sustainable development ended Friday, there were winners and losers – mostly losers.<span id="more-1674"></span></p>
<p><div id="attachment_1675" class="wp-caption alignright" style="width: 238px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/gro_harlem_350.jpg"><img class="size-full wp-image-1675" title="The omission of reproductive rights is a step backwards from previous agreements, said Gro Harlem Brundtland. UN Photo/Mark Garten" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/gro_harlem_350.jpg" alt="" width="228" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">The omission of reproductive rights is a step backwards from previous agreements, said Gro Harlem Brundtland. UN Photo/Mark Garten</p></div>
<p>The United Nations and the host country Brazil – along with big business – put a positive spin on the outcome of the conference, a follow-up to the 1992 Earth Summit.</p>
<p>It was another historic document that will change the world, they claimed.</p>
<p>But most non-governmental organisations (NGOs), civil society representatives and women activists expressed disappointment and outrage over the final blueprint, titled &#8220;The Future We Want&#8221;, which was approved by world leaders Friday.</p>
<p>The comparison with the 1992 Agenda 21 was inevitable.</p>
<p>Anita Nayar of the Manila-based Development Alternatives with Women for a New Era (DAWN) told IPS that in the historic agreement adopted in 1992, there were around 170 references to gender and an entire chapter on women.</p>
<p>In the latest version of &#8220;The Future We Want&#8221;, there are only around 50, and these have been watered down and were used as negotiating chips by states, she said.</p>
<p>&#8220;It is not a simple matter of gender mentions either, but rather there is clearly an unwillingness by some states to agree on concrete actions and an overall weakening of internationally agreed commitments on gender equality and women&#8217;s empowerment,&#8221; Nayar added.</p>
<p>She said while human rights is generally affirmed in the context of sexual and reproductive health, the specific omission of reproductive rights is glaring.</p>
<p>Equally critical was Gro Harlem Brundtland, a former prime minister of Norway and chair of the Brundtland Commission (named after her) which brought the concept of sustainable development to global attention 25 years ago.</p>
<p>&#8220;The Rio+20 declaration does not do enough to set humanity on a sustainable path, decades after it was agreed that this is essential for both people and the planet. I understand the frustration in Rio today,&#8221; she said in a statement released Thursday.</p>
<p>Brundtland, who is a member of a group called The Elders, said, &#8220;We can no longer assume that our collective actions will not trigger tipping points, as environmental thresholds are breached, risking irreversible damage to both ecosystems and human communities. These are the facts – but they have been lost in the final document.</p>
<p>&#8220;Also regrettable is the omission of reproductive rights – which is a step backwards from previous agreements. However – with this imperfect text, we have to move forward. There is no alternative,&#8221; she said.</p>
<p>The reactions from groups at the grassroots level were mostly negative.</p>
<p>&#8220;I haven&#8217;t seen this much fake green covering since last St Patrick&#8217;s day. The document does not come close to the future we really want and that&#8217;s because it was written with the interests of the few rather than the many in mind,&#8221; <em> </em>said Nathan Thanki of Earth<strong>, </strong>one of the protesting youth leaders who occupied the plenary entrance at the Rio+20 site on Thursday.</p>
<p>Noelene Nabulivou, Women&#8217;s Action for Change, Fiji, told IPS, &#8220;As an activist from Pacific I see clearly the catastrophic impacts of climate change, biodiversity loss and sea level rise. Rio+20 does not do justice to the immediacy and severity of this global problem.&#8221;</p>
<p>Nicole Bidegain of GEO-ICAE, Uruguay said, &#8220;The green economy simply reinforces the current model of development, based on overconsumption and production. The same financial mechanisms that caused multiple crises since 2008 are being promoted, but this time to commodify nature. There is enough evidence on the negative impacts of the financialisation of nature on women&#8217;s rights and livelihoods. &#8220;</p>
<p>She said the private sector as a source of finance is prioritised over public financing. &#8220;This is ironic as the private sector is concerned with maximising profit in the short term, not with long-term investments needed to transition to genuine people-centred sustainable development.&#8221;</p>
<p>Monica Novillo, Coordinadora de la Mujer, Bolivia, said, &#8220;I came to Rio+20 with high expectations that governments would build on the landmark resolution on sexual and reproductive health and rights for youth and adolescents adopted at the 45th Commission on Population Development.&#8221;</p>
<p>She said Brazil played a key role in creating this outcome, &#8220;so I expected that they would strongly defend these fundamental rights at Rio+20 against a minority of conservative governments.&#8221;</p>
<p>While the Cairo and Beijing agendas (on population and women) were reaffirmed at Rio+20, it is high time that these agreements are fully implemented, she added.</p>
<p>DAWN&#8217;s Gita Sen regretted that Rio+20 had virtually buried reproductive rights.</p>
<p>She told IPS, &#8220;Reproductive rights has been traded away. It is very clear in this outcome document that there is a continuing war on women&#8217;s human rights launched by the Holy See (Vatican) along with some very conservative governments.&#8221;</p>
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		<title>Rio+20: The Rift Between Hope and Power</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jun 2012 08:09:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[At the demonstrations in the streets of Rio de Janeiro and the colourful People’s Summit, civil society activists brainstormed together, chanted slogans and railed against nearly everything. Meanwhile, in Riocentro, hours upon hours elapsed in dull deliberations and speeches by government officials that seemed as if they had been penned by the same ghost writer. Fresh air was exchanged for drab three-piece suits, perhaps explaining [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>At the demonstrations in the streets of Rio de Janeiro and the colourful People’s Summit, civil society activists brainstormed together, chanted slogans and railed against nearly everything.<span id="more-1641"></span></p>
<p><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/tvrio2022jun_Page_01_Image_0001.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1642" title="tvrio2022jun_Page_01_Image_0001" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/tvrio2022jun_Page_01_Image_0001-300x179.jpg" alt="" width="300" height="179" /></a>Meanwhile, in Riocentro, hours upon hours elapsed in dull deliberations and speeches by government officials that seemed as if they had been penned by the same ghost writer. Fresh air was exchanged for drab three-piece suits, perhaps explaining the lack of courage to forge a less grey future.</p>
<p>Rio+20 may pass into history as emblematic of the vast gulf between the cries in the streets and the uninspired language of the conference’s final outcome document.</p>
<p>But it is not the end of the road, not for the United Nations or for civil society.</p>
<p>The world body’s own secretary-general characterised the document as “timid”, and activist movements understand that much work remains unfinished.</p>
<p>For 2014, Sustainable Development Goals need to be defined &#8211; ones that are far more audacious than the “unanimous” document signed in Rio.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Refugiados por catástrofes climáticas</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jun 2012 01:28:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fabíola Ortiz]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Fabíola Ortiz

RIO DE JANEIRO, 21 Junho (TerraViva) – O êxodo de populações da Somália para o Quênia ou Etiópia de finais de 2010 e ao longo de 2011 aponta para a discussão de uma nova preocupação mundial: os refugiados climáticos que se veem obrigados a deslocar-se para países vizinhos após serem atingidos por extremos do clima.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fabíola Ortiz</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 21 Junho (TerraViva) – O êxodo de populações da Somália para o Quênia ou Etiópia de finais de 2010 e ao longo de 2011 aponta para a discussão de uma nova preocupação mundial: os refugiados climáticos que se veem obrigados a deslocar-se para países vizinhos após serem atingidos por extremos do clima.</p>
<p><span id="more-1616"></span></p>
<p>Este deslocamento em massa em alguns países africanos, em especial do leste do continente, é ocasionado por longos períodos de seca somado aos conflitos armados que existem na região.</p>
<p><div id="attachment_1626" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Refugiados-família2.jpg"><img class="size-medium wp-image-1626" title="Refugiados - família" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Refugiados-família2-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Crianças refugiadas no leste da África. Crédito: Acnur</p></div>
<p>Este tema tem sido motivo de preocupação para o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), que aproveitou a Conferência Rio+20 para lançar, nesta quinta-feira, dia 21 de junho, o relatório “Mudanças climáticas, vulnerabilidade e mobilidade humana”.</p>
<p>O estudo se baseia no relato de 150 refugiados do Leste da África e avalia as tendências globais para o deslocamento forçado e suas relações com mudanças climáticas e desastres naturais.</p>
<p>O relatório foi realizado pelo ACNUR em parceria com o Instituto para Meio Ambiente e Segurança Humana da Universidade das Nações Unidas com o apoio da London School of Economics e a Universidade de Bonn, na Alemanha.</p>
<p>Segundo o reitor da Universidade da ONU, Konrad Osterwalder, “o relatório dá destaque à importância para a necessidade de compreender as experiências reais de pessoas vulneráveis que sofrem com os estresses ambientais”.</p>
<p>O alto comissário para Refugiados, Antonio Guterres, reconheceu que o relatório vem a confirmar relatos de refugiados que sofrem com extremos climáticos há alguns anos.</p>
<p>“Os refugiados fazem de tudo para continuar vivendo em suas casas e em suas terras, mas quando as suas colheitas já não rendem, seus estoques de alimentos e cultivos já não garantem a subsistência, eles não tem outra alternativa que não se mudar”, afirmou Guterres.</p>
<p><div id="attachment_1625" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Refugiados-Seca2.jpg"><img class="size-medium wp-image-1625" title="Refugiados Seca" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Refugiados-Seca2-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Desde os anos 1950 que chove cada vez menos no leste da África. Crédito: Acnur</p></div>
<p>“Estou convencido que as mudanças no clima irão piorar ainda mais as crises de deslocamentos no mundo. É muito importante que o mundo ajude a reagir e a dar respostas a estes desafios”, anunciou em Guterres.</p>
<p>De acordo com o porta-voz do ACNUR no Brasil, Luiz Fernando Godinho, ainda não há uma definição técnica sobre o termo ‘refugiado climático’, mas admite que, de fato, cada vez mais pessoas se deslocam no mundo em decorrência de fenômenos associados ao clima. E à medida que avançam os impactos ambientais, o número de deslocados só tende a piorar.</p>
<p>“O ACNUR fez um apelo na Rio+20 para que estejamos atentos para a existência de refugiados que se deslocam por força de mudanças extremas do clima. Não há por parte da comunidade internacional um conjunto de medidas e convenções para dar garantias a essas pessoas que se movem por desastres naturais”, disse Godinho à IPS.</p>
<p>Existem no mundo 15 milhões de refugiados, dos quais 10 milhões estão sob o mandato das Nações Unidas. No entanto, não é possível saber quantos destes foram deslocados por força de catástrofes naturais.</p>
<p>Apenas a Somália, o terceiro maior país em número de refugiados tem hoje 1.1 milhão de refugiados, três vezes mais que em 2004. O país sofre com conflitos armados, mas também com crises associadas à seca e à fome. (TerraViva/FIM)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Agroecology Proves Cheap and Efficient on Brazilian Farm</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 22:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fabiana Frayssinet SEROPEDICA, Brazil, Jun 21 (TerraViva) – An agroecological farm outside of Rio de Janeiro is a testing ground for scientists and agronomists in Brazil, who have worked there for two decades to show that it is possible to produce a wide range of natural agricultural products in a cheap, efficient way that harms [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fabiana Frayssinet</p>
<p>SEROPEDICA, Brazil, Jun 21 (TerraViva) – An agroecological farm outside of Rio de Janeiro is a testing ground for scientists and agronomists in Brazil, who have worked there for two decades to show that it is possible to produce a wide range of natural agricultural products in a cheap, efficient way that harms neither the environment nor human health.</p>
<p><span id="more-1578"></span></p>
<p><div id="attachment_1579" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1579" title="Everything produced on the Haciendita KM 47 is “ecologically correct and very tasty.” Credit: Fabiana Frayssinet/TerraViva" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Brazil-farm-small.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Everything produced on the Haciendita KM 47 is “ecologically correct and very tasty.” Credit: Fabiana Frayssinet/TerraViva</p></div>
<p>The Integrated Agroecological Production System, better known as the “Haciendita agroecologica KM 47” or “Kilometre 47 agroecological farm”, covers 60 hectares of land in the municipality of Seropedica, 47 km from Rio de Janeiro.</p>
<p>Researchers from EMBRAPA, the government’s agricultural research agency, the Federal Rural University of Rio de Janeiro and other government institutions have been carrying out field studies in agroecology on the farm since 1993.</p>
<p>The farm integrates chemical-free agricultural and livestock production, based on crop diversification, and the main target beneficiaries of the research are family farmers, who account for 75 percent of the labour force in the Brazilian countryside.</p>
<p>“Ecological agriculture seeks to some extent to reproduce the conditions of the natural environment, and in a natural environment, what ensures dynamic equilibrium is the biodiversity of species,” EMBRAPA agronomist Ernani Jardim told TerraViva.</p>
<p>“When that diversity is reduced, it opens the door to the emergence of some pest or disease or environmental condition that causes an imbalance,” he added.</p>
<p>Biodiversity and sustainable water and soil management have transformed the landscape of grasslands here into an oasis where 50 kinds of plants are grown, including fruit trees, vegetables, cereals and forage crops.</p>
<p>The farm, a green paradise in a degraded portion of the Baixada Fluminense or Fluminense Lowlands – a region sometimes considered to be part of the Rio de Janeiro greater metropolitan area – also has sections devoted to the severely threatened Mata Atlântica or Atlantic Forest ecosystem, and a botanical garden.</p>
<p>Organic fertiliser is also made here, using vegetable waste and manure from cows that produce organic milk.</p>
<p>Net earnings of 30,000 dollars a year were obtained from just one hectare, said Alessandra Carvalho, another EMBRAPA researcher.</p>
<p>Prevention is emphasised in the fight against pests and diseases. Pest-resistant species are planted, the best production periods are chosen for planting, crops are diversified, and the water used for irrigation is monitored to avoid fungus.</p>
<p>“Natural enemies” are also used, such as traps for harmful insects, botanical extracts, or, in extreme cases, substances that are permitted in organic agriculture.</p>
<p>Mulch is used to repel pests and prevent erosion and weeds.</p>
<p>The dairy station is also organic. Homeopathic remedies are used instead of antibiotics and parasiticides, and the barns have good ventilation and receive sunlight. The aim is “the animal’s welfare,” because if livestock are treated well they fall sick less frequently, said Mónica Florio, a veterinarian with the agricultural company of the state of Rio de Janeiro, PESAGRO.</p>
<p>The veterinarian said that in just one year, the health of the cows improved, and parasitic infections and reproductive problems were brought under control.</p>
<p>Production was “excellent” – between 13 and 14 litres per animal, she added. And it was not necessary to buy animal feed, because the cows are fed on grass or forage grown on the farm.</p>
<p>On another section of the farm, Daniel Caravalho, a researcher at the Federal Rural University of Rio de Janeiro, is developing solar energy and irrigation systems based on simple technologies that use anything from bamboo to old washing machine parts.</p>
<p>A table with snacks and juice prepared using organic vegetables, fruit and milk is the best way to sum up the ecofarm’s success.</p>
<p>“Is it just ecologically correct, or is it tasty as well?” Argentine journalist Laura Chertkoff asked TerraViva, to which this journalist responded: “Ecologically correct and very tasty.”</p>
<p>* This story was originally published by IPS TerraViva.</p>
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		<title>Red protest against the green economy</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 20:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[RIO DE JANEIRO, Jun 20 (TerraViva) Members of unions and the Landless Movement (MST) dominated the parade of nations, covering with red the Avenida Rio Branco, in the center of Rio de Janeiro, with at least 50,000 people protesting against the green economy.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>By Mario Osava</p>
<p>RIO DE JANEIRO, Jun 20 (TerraViva) Members of unions and the Landless Movement (MST) dominated the parade of nations, covering with red the Avenida Rio Branco, in the center of Rio de Janeiro, with at least 50,000 people protesting against the green economy.<span id="more-1487"></span></p>
<p>The Central Workers Union (CUT) brought about 8,000 protesters, according to its national secretary of communications Rosani Bertoti, a family farmer from Xanxerê, in the west of Santa Catarina. &#8220;80 buses came only from the state of Rio de Janeiro,&#8221; he said.</p>
<p>Green economy is just a facade, &#8220;it solves nothing&#8221; in respect to what matters to workers: decent employment, collective bargaining rights, autonomous organization, equal wages for men and women and the end the slave labor, she declared, minimizing critics from activists who accuse the CUT of joining forces with the government.</p>
<p><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/marcha-vermelha.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1564" title="marcha vermelha" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/marcha-vermelha-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>The General Workers Union (UGT) and the Central of Workers of Brazil (CTB) also mobilized many affiliates, but the largest group was without doubt the rural workers of MST, with thousands of flags and red caps.</p>
<p>A new cycle of robbery is what the green economy announces and the perpetrators of environmental destruction &#8220;have first and last name,&#8221; the multinational companies such as Bunge, Monsanto, Syngenta and Shell, spoke João Pedro Stédile, one of the coordinators of the MST. &#8220;Since 1989 did not such a crowd take to the streets to say enough is enough&#8221;, a sign that &#8220;people are starting to walk with their own legs,&#8221; he concluded.</p>
<p>He criticized president Dilma Rousseff for offering 20 billion reais (10 billion U.S. dollars) to the International Monetary Fund &#8220;to save European banks&#8221;, instead of allocating this money to education and health of Brazilians.</p>
<p>Divina Rodrigues, 48 years and four children, came with another 150 peasants of Alto do Parnaiba in western Minas Gerais, where many have been living in tents for several years waiting for land reform. She herself lived for four years in one of nine camps in the region, with 30 other families. The People&#8217;s Summit is important to encourage the fight that goes on, she said.</p>
<p>At least six cars with loudspeakers divided auditory attention of protesters along the Avenida Rio Branco with some percussion groups, as the drumbeat of the World Movement of Women and a small percussion section of a samba school that accompanied the &#8220;tank of bread,&#8221; a miniature tank covered with flatbread, to advocate redirecting military expenditures to sustainable development projects.</p>
<p>The slogans and speeches repeated the condemnation of &#8220;green capitalism&#8221;, the commoditization of nature, life and women, American imperialism and transnational corporations. &#8220;The water has no owner&#8221; reflected the fears expressed in various discussions that the green economy will lead to a widespread privatization of water resources.</p>
<p>A group jumped on the street screaming &#8220;who does not jump is a ruralist&#8221;, protesting against the agribusiness sector that wants to relax the Forest Code, while another group repeated a typical thought of military paranoia: &#8220;In the Brazilian Amazon there is no room for foreign NGOs.&#8221;</p>
<p>Amid the mass of workers mobilized by unions, a wide variety of activists, nationalities and ways of manifestation colored the march organized by the People&#8217;s Summit, the gathering of civil society in the Rio+20 Conference.</p>
<p>The Chilean educator David Órdenes led youth from Latin American countries that are part of the Collective Cultural Diversity. Children and adolescents are mobilized in defense of common goods of nature, cultural and biological diversity threatened by neoliberalism, he explained to TerraViva.</p>
<p>A group of 30 activists came from El Salvador to exchange experiences with other countries and protest against the green economy that is nothing more than the &#8220;recycling of capitalism,&#8221; said Angel Ibarra, who believes in a &#8220;revolution of the people.&#8221; ALBA, Bolivarian Alliance for the Americas, the Union of South American Nations, the indigenous struggles and the defense of the Cuban revolution are a sample of how the process is moving forward, though slowly, he said.</p>
<p>Women from various African countries, displaying placards saying &#8220;Africa is not for sale&#8221;, the Mujeres de la Matria Latinoamericana (Mumala) of Argentina, who struggle against all gender violence, a Haitian who condemned the presence of UN peacekeepers as &#8220;a military occupation to recolonise Haiti&#8221;, and a representative of the Paraguayan peasant movement speaking of &#8220;mourning&#8221; in his country for the murder of at least 18 farmers, formed the Babel of militant paraders.</p>
<p>Numerous public servants, asking for the valorization of their work, and university strikers emphasized the character of the union march, which added a new enemy to capitalism and imperialism: the green economy.</p>
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		<title>Indígenas querem cultura como pilar da sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 19:55:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Clarinha Glock
 RIO DE JANEIRO, 21 junho (TerraViva) - Uma comitiva de 25 indígenas do Brasil, Filipinas, Estados Unidos, Guatemala, Argentina e México chamou a atenção dos participantes da Rio+20.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Clarinha Glock</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 21 junho (TerraViva) &#8211; Uma comitiva de 25 indígenas do Brasil, Filipinas, Estados Unidos, Guatemala, Argentina e México chamou a atenção dos participantes da Rio+20. Com suas músicas e gritos, pinturas e roupas típicas, eles se reuniram perto das bandeiras símbolos do evento, no Riocentro, para entregar a Declaração da Kari-Oca 2 aos representantes do Brasil e das Nações Unidas. Outros 400 indígenas não puderam entrar – ficaram retidos na barreira de soldados, a poucos metros da entrada do principal pavilhão. A aldeia instalada em Jacarepaguá reuniu cerca de 600 indígenas de quase todo o mundo que analisaram a situação dos povos desde a Rio 92.</p>
<p><span id="more-1546"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_1550" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Marcos-Terena-e-Gilberto-Carvalho.jpg"><img class="size-full wp-image-1550" title="Marcos Terena e Gilberto Carvalho" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Marcos-Terena-e-Gilberto-Carvalho.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Marcos Terena e Gilberto Carvalho: reconhecimento dos direitos indígenas. Crédito: Clarinha Glock</p></div>
<p>“Estamos conscientes da história de massacre dos povos indígenas no Brasil e sabemos de nossa dívida com os índios”, falou o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, que recebeu o documento em nome da presidenta Dilma Rousseff. Carvalho acompanhou parte da caminhada. “Não há como não se comprometer. Deus e a Mãe Terra abençoe todos vocês”, falou, pouco antes de entrar no Riocentro para a cerimônia de entrega da Declaração a Nikhil Seth, diretor para Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Foi um encontro amigável, de boas intenções, em que as denúncias de violações dos direitos dos indígenas, presente durante todos os dias da Rio+20 nas discussões da Kari-Oca e da Cúpula dos Povos, foi apresentada na Declaração e através de depoimentos emocionados como o de Tom Goldtooth, em nome dos povos Navajo e Dakota, dos Estados Unidos: “Este documento representa o espírito de nossos ancestrais, dos que não estão aqui porque não puderam vir, e das gerações futuras”, anunciou Goldtooth. Berenice Sanches Nahua, do México, reiterou que a economia verde não pode ser encarada como uma solução, se é a causa do problema, e o REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) é o coração da economia verde. “Na prática, esperamos que o governo brasileiro estabeleça uma política de participação indígena, porque mostramos essa capacidade aqui”, disse o líder brasileiro Marcos Terena a Terraviva, pouco antes de encontrar o representante da ONU.</p>
<p>Em seu discurso, Terena ressaltou que a Declaração tem recomendações simples. “Convidamos toda a sociedade civil a proteger e a promover os nossos direitos&#8230; em harmonia com a Natureza, solidariedade, coletividade, e valores, como cuidar e compartilhar. Se a ONU quer criar um mundo justo, precisa ouvir a voz indígena sobre equilíbrio e sustentabilidade. Nesse sentido, nossa recomendação para a Rio 20 é a inclusão da cultura como quarto pilar do desenvolvimento sustentável”, afirmou Terena. E finalizou com um pedido: três minutos para falar na Conferência. “Acreditamos que em três minutos podemos ajudar a fazer uma nova Nações Unidas”.</p>
<p>Em nome do Secretário Geral das Nações Unidas, Nikhil Seth disse que a ONU vai fazer todo o possível para encorajar os governos a respeitarem e honrarem a cultura e as tradições, a terra e a espiritualidade dos povos indígenas. Segundo Seth, o documento final reconhece explicitamente os direitos dos indígenas e a ONU vai fazer “todo o possível para respeitar e honrar os resultados da Rio+20”. Seth prometeu repassar ao secretariado o pedido de Terena para falar na plenária. Ao final, o líder espiritual que abriu a Kari-Oca há uma semana fez uma reza simbólica e Terena convidou para o encerramento do fogo sagrado marcado para as 13h do dia 22, data de encerramento da Conferência.  (TerraViva)</p>
<p>(FIM/2012)</p>
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		<title>Epic Theatre in Rio, Says Greenpeace&#8217;s Naidoo</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 19:50:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[By Amantha Perera RIO DE JANEIRO, Jun 21 (TerraViva) The outcome of Rio+20 was dismissed as a &#8220;complete failure&#8221; for its lack of specific targets and deadlines by Kumi Naidoo, the executive director of Greenpeace. Greenpeace has been one of the most vocal critics of the outcome of months of discussions on the final declaration [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>By Amantha Perera</p>
<p>RIO DE JANEIRO, Jun 21 (TerraViva) The outcome of Rio+20 was dismissed as a &#8220;complete failure&#8221; for its lack of specific targets and deadlines by Kumi Naidoo, the executive director of Greenpeace.<span id="more-1545"></span></p>
<p><div id="attachment_1547" class="wp-caption alignright" style="width: 242px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Kumi_Naidoo_350.jpg"><img class="size-full wp-image-1547 " title="&quot;The bottom line is that on all fundamental things on environment and climate, things are extremely dire,&quot; said Greenpeace head Kumi Naidoo. Credit: Amantha Perera/IPS" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Kumi_Naidoo_350.jpg" alt="" width="232" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;The bottom line is that on all fundamental things on environment and climate, things are extremely dire,&#8221; said Greenpeace head Kumi Naidoo. Credit: Amantha Perera/IPS</p></div>
<p>Greenpeace has been one of the most vocal critics of the outcome of months of discussions on the final declaration at the Rio summit on sustainable development, which has increasingly come under fire by civil society as a sellout.</p>
<p>&#8220;There is a lot of spin and theatre to show that the outcome here has been a success,&#8221; Naidoo said June 21, one day before the summit officially ends.</p>
<p>&#8220;Are there specific benchmarks, are there specific resources (committed)?&#8221; he asked. &#8220;The reality is that there is a complete failure in that regard.&#8221;</p>
<p>Naidoo acknowledged that there were major disagreements among negotiating countries, but addsed that this will not be emphasised in official recaps of the summit. &#8220;They were under pressure to put on a nice face and say it was success.&#8221;</p>
<p>The Greenpeace head said that the full failure of the outcome should not be put entirely on Brazil, but added that the host nation should accept some blame for its efforts to secure a consensus, no matter how weak.</p>
<p>&#8220;Many governments have complained how hard Brazil was pushing to get any agreement at any cost,&#8221; he said, adding that the final result was a document with the lowest possible ambition. He also blamed richer nations for defending their own narrow interests.</p>
<p>Some U.N. officials who have been monitoring the negotiating process also said that there was pressure. One told TerraViva that many countries agree the declaration does not offer solutions to the dire crises currently faced by humanity, but were unlikely to say so publicly.</p>
<p>Naidoo stressed that a declaration lacking specific targets will fail to halt worsening problems like climate change, loss of biodiversity and deforestation.</p>
<p>&#8220;The bottom line is that on all fundamental things on environment and climate, things are extremely dire. All the signs are that time is running out. Within the context of lack of specific commitments with appropriate resources, we declare the outcome as an epic failure,&#8221; Naidoo said.</p>
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		<title>Pegada humana supera os limites da Terra</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 19:25:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Thalif Deen]]></category>

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		<description><![CDATA[RIO DE JANEIRO, 20 de junho (Terra Viva) O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, apresentou um cenário assustador para o futuro não muito distante a mais de cem líderes mundiais presentes na abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro no dia 20.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Thalif Deen</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 20 de junho (Terra Viva) O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, apresentou um cenário assustador para o futuro não muito distante a mais de cem líderes mundiais presentes na abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro no dia 20.<span id="more-1475"></span></p>
<div id="attachment_1478" class="wp-caption alignright" style="width: 360px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/ban_in_rio_3503.jpg"><img class="size-full wp-image-1478" title="ban_in_rio_350" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/ban_in_rio_3503.jpg" alt="" width="350" height="232" /></a><p class="wp-caption-text">Secretário-geral Ban Ki-moon bate o martelo para marcar a abertura oficial da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Foto: UN Photo/Mark Garten</p></div>
<p>Ele destacou três tendências perigosas: muita disputa política, graves problemas econômicos e ampliação das desigualdades sociais. Ban colocou a Rio +20 em um contexto sombrio ao observar que 20 anos atrás, durante a Cúpula da Terra de 1992, havia 5,5 bilhões de pessoas no mundo. &#8220;Agora, são mais de sete bilhões. E até 2030, precisaremos de 50% mais alimentos, 45% mais energia e 30% mais de água, apenas para continuar a viver como fazemos hoje&#8221;,</p>
<p>Sem sombra de dúvida, advertiu, &#8220;entramos numa nova era&#8230; Até mesmo uma nova época geológica, onde a atividade humana está alterando fundamentalmente a dinâmica da Terra&#8221;. Nossa presença global ultrapassou os limites do nosso planeta, ressaltou.</p>
<p>No dia 19, os delegados de 191 países aprovaram um plano para o desenvolvimento sustentável, intitulado <em>O Futuro que Queremos</em>, que deverá ser aprovado pelos líderes mundiais no dia 22. Contudo, a pergunta permanece: como é que este modelo será dotado de recursos e de uma estrutura institucional? Numa coletiva para a imprensa no início do dia, Ban admitiu que teria preferido um plano de ação mais ambicioso para o futuro. &#8220;Eu sei que alguns Estados-membros tinham esperança de ter um documento final mais ousado e ambicioso. Eu também espero que tenhamos um documento final mais ambicioso&#8221;, declarou.</p>
<p>&#8220;Mas vocês também devem entender que as negociações têm sido muito, muito difíceis, e muito lentas, por causa de todos os interesses e ideias conflitantes&#8221;, ponderou Ban, acrescentando que “alguns apresentaram (muitas) ações audaciosas e de grande alcance, enquanto alguns países também tinham os seus próprios pontos de vista e interesses. Então vocês devem entender que este é o resultado de um processo muito longo e delicado de negociação. &#8221;</p>
<p>Dirigindo-se aos líderes mundiais, Ban disse: &#8220;vamos acompanhar a Rio +20, com compromisso e ação. Agora é a hora de agir&#8221;. E enfatizou que &#8220;não vamos pedir aos nossos filhos e netos para convocar uma Rio+40 ou Rio+60. Agora é a hora de ficar acima de estreitos interesses nacionais, e olhar além dos interesses deste ou daquele grupo. É hora de agir com uma visão mais ampla e de longo prazo. Aqui, na Rio +20, podemos assumir o controle do futuro que queremos&#8221;. Envolverde/IPS</p>
<p>(FIM/2012)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>TerraViva, a testemunha inconveniente</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 19:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Cúpula da Terra de 1992 foi um dos grandes momentos de otimismo coletivo. Maurice Strong, do Canadá, que fundou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), conseguiu avançar em três frentes simultâneas. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Roberto Savio*</p>
<p>A Cúpula da Terra de 1992 foi um dos grandes momentos de otimismo coletivo. Maurice Strong, do Canadá, que fundou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), conseguiu avançar em três frentes simultâneas. <span id="more-1480"></span></p>
<p>Em primeiro lugar, como de rigor, foi convocar os chefes de Estado. Em segundo, algo inédito, foi conseguir a participação das grandes empresas, com a criação do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, porque sem um compromisso do setor privado, teria sido mais difícil chegar a um acordo global sobre o clima. Mas o terceiro foi o mais revolucionário: pela primeira vez, uma conferência das Nações Unidas ia abrir as suas portas para a sociedade civil.</p>
<p><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/tvrio20_20jun_Page_16_Image_00012.jpg"><img class="size-full wp-image-1481 aligncenter" title="tvrio20_20jun_Page_16_Image_0001" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/tvrio20_20jun_Page_16_Image_00012.jpg" alt="" width="450" height="279" /></a>Até o Rio, apenas organizações não governamentais internacionais que tinham <em>status</em> consultivo junto ao Conselho Econômico e Social (cerca de 800 na época) podiam participar. Mais de três mil representantes da sociedade civil, muitos nos níveis local e nacional, estiveram presentes na Cúpula da Terra. Obviamente, a reação de muitos governos foi negativa, e eles conseguiram fazer as ONGs se reunirem em seu próprio fórum paralelo e simultâneo, enquanto apenas alguns representantes participaram da assembléia de delegados. Desde então, esse tem sido o espaço definido para a sociedade civil.</p>
<p>A IPS tem feito a cobertura de questões ambientais desde que foi fundada, em 1964, e possui um alto grau de credibilidade. Eu era diretor-geral na época, e eu fui falar com Strong para ajudá-lo a ver que duas reuniões simultâneas realizadas a 40 quilômetros de distância uma da outra certamente não representavam o que ele desejava. Eu, então, apresentei a ele a ideia de que a IPS poderia produzir um jornal diário sobre a Conferência e que, distribuído em ambos os encontros, poderia servir como uma ferramenta de comunicação e participação.</p>
<p>Mas eu queria ter certeza de que a IPS poderia cobrir a conferência e distribuir o jornal. Strong apoiou a ideia, mas me avisou que, se qualquer país protestasse, apenas o secretário-geral da ONU, Boutros Boutros-Ghali, poderia salvar-me de ser expulso, já que somente os estados-membros podem fazer circular material impresso durante uma conferência. Boutros-Ghali, um mestre da diplomacia e de frases enigmáticas, não me deu uma garantia definitiva. Mas eu entendi que ele era a favor da iniciativa, desde que não fizéssemos nada que fosse condenável. Durante a conferência, ele ignorou os protestos de vários países contra a presença de um participante não governamental.</p>
<p>Foi assim que o TerraViva saiu pela primeira vez, com uma edição em espanhol de 20 a 56 páginas (compreensível para falantes de português), e uma edição em inglês com 12 a 14 páginas. Foi como montar um jornal real, e para o IPS foi uma experiência nova e criativa, que deu à luz um grupo de profissionais de alto nível. Desde 1992, o TerraViva foi produzido nas conferências da ONU e outros eventos importantes, que acabaram por incluir encontros da sociedade civil como o Fórum Social Mundial.</p>
<p>O TerraViva tem desempenhado um papel sem precedentes no reforço da democracia e transparência nas reuniões intergovernamentais. Diplomatas agem sob instruções de seus governos, e quando eles têm diferenças com outros diplomatas, essas diferenças não se confundem com questões pessoais fora da reunião. Mas quando o TerraViva informou que algum delegado teve uma atitude que a sociedade civil não aceitou, os participantes do fórum das ONGs procuraram o delegado em questão e discutiram com ele ou ela, mesmo no quarto de hotel dele ou dela.</p>
<p>Os diplomatas tiveram assim que pagar um preço pessoal anteriormente desconhecido, e foram obrigados a informar os seus governos quando uma determinada posição não teve o apoio da sociedade civil. Infelizmente, temos provas muito abundantes de que os governos nem sempre ouvem as vozes de seus eleitores.</p>
<p>No <em>front</em> climático, após 20 anos de voltas e reviravoltas, estamos retornando ao Rio com grandes expectativas. Mas perdemos um tempo precioso, durante o qual a deterioração do planeta acelerou e se tornou mais evidente. Ao mesmo tempo, o público tornou-se mais ecologicamente consciente do que nunca. Se a Rio+20 não produzir resultados significativos e concretos, a falta de democracia no sistema político ficará evidente. E o TerraViva, mais uma vez, está aqui para gerar a participação e conscientização – pilares fundamentais da democracia.</p>
<p><em>* <strong>Roberto Savio</strong> é presidente emérito da IPS, e foi editor do TerraViva produzido na Cúpula da Terra de 1992.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Megacidades enfrentam escolhas de vida ou morte</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 19:22:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Climate Change]]></category>
		<category><![CDATA[Environment]]></category>
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		<category><![CDATA[Julio Godoy]]></category>

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		<description><![CDATA[RIO DE JANEIRO, 20 de junho (TerraViva) O clichê de que cúpulas gigantescas como a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, são "grandes demais para ter sucesso" também pode ser aplicado para as megalópoles dos nossos dias, tais como o Rio de Janeiro: elas são simplesmente grandes demais para se tornarem verdes e sustentáveis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Análise de Julio Godoy</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 20 de junho (TerraViva) O clichê de que cúpulas gigantescas como a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, são &#8220;grandes demais para ter sucesso&#8221; também pode ser aplicado para as megalópoles dos nossos dias, tais como o Rio de Janeiro: elas são simplesmente grandes demais para se tornarem verdes e sustentáveis.<span id="more-1483"></span></p>
<p><div id="attachment_1485" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/manila3.jpg"><img class="size-full wp-image-1485" title="manila" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/manila3.jpg" alt="" width="500" height="357" /></a><p class="wp-caption-text">Barracos perto de cursos de água são uma visão comum em Manila. Foto: Kara Santos/IPS</p></div>
<p>E ainda assim, este é precisamente o compromisso assumido pelos prefeitos das 59 maiores cidades do mundo, reunidas no chamado grupo C-40. Em um evento paralelo durante a Rio+20, os prefeitos do grupo C-40 lembraram que os maiores centros urbanos do mundo têm &#8220;o potencial de reduzir as suas emissões anuais de gases de efeito estufa em mais de um bilhão de toneladas até 2030&#8243;, uma quantidade equivalente às emissões anuais de México e Canadá juntos. Agora, os prefeitos querem reduzir as emissões em 45% até 2030.</p>
<p>Atenção para a palavra &#8220;potencial&#8221; – onipresente nestes dias de admissões humildes de bem conhecidos dados científicos sobre catástrofes concretas, e promessas vagas para enfrentar os problemas em algum momento no futuro. Na verdade, megalópoles em todo o mundo, do Rio de Janeiro à Cidade do México, de Tóquio a Xangai, têm um vasto potencial para reduzir sua poluição, porque elas são grandes poluidoras em primeiro lugar. Uma megalópole por si só constitui um desperdício sem sentido de energia, humana ou não.</p>
<p>Para mudar isso, as cidades precisam lançar uma revolução improvável e possivelmente pouco popular, que poderia afetar praticamente todos os aspectos da vida, dos transportes e a gestão de resíduos, até a geração e o consumo de eletricidade, o abastecimento de alimentos e a gestão populacional. Para uma tal revolução ter sucesso, as cidades deveriam parar de atrair populações rurais em busca de uma vida melhor nos grandes centros urbanos. Se a revolução fosse bem-sucedida, as megalópoles se tornariam capitais de países de contos de fadas, algo improvável de se tornar realidade em nossas vidas.</p>
<p>Vamos começar com o transporte. É sabido que a atividade de transporte é responsável por 13% de todos os gases de efeito estufa gerados pelo homem, e por 23% do dióxido de carbono (CO2) do mundo, provenientes da combustão de combustíveis fósseis. A dependência do petróleo é de assustadores 95%, sendo o setor responsável por 60% do consumo total de petróleo. Para reduzir a sua quota de poluição, as cidades teriam de oferecer transporte público eficiente e, simultaneamente, desencorajar o uso de automóveis particulares, aumentando substancialmente a tributação e os preços dos combustíveis, e limitando o acesso aos centros urbanos.</p>
<p>As cidades teriam de incentivar o uso de bicicletas, aumentar significativamente a eficiência de motores de combustão para reduzir os gases de escape e garantir a segurança para os usuários do transporte público, especialmente nos países em desenvolvimento. Hoje, o crime é um importante fator desestimulante para os cidadãos, particularmente as mulheres, usarem o transporte público.</p>
<p>Seria um eufemismo chamar esse conjunto de metas algo difícil de alcançar, caro, e muito provavelmente impopular. Mas isso é só o começo da lista de coisas a fazer para administrações e planejadores urbanos.</p>
<p>Embora o aquecimento não seja um problema grave nas cidades tropicais, ele o é em países com invernos frios. Nesses locais, otimizar o isolamento térmico dos edifícios é uma obrigação, e também é ter sistemas de condicionamento de ar mais eficientes durante os verões quentes. Isto requer enormes investimentos privados, que precisam do apoio de agências estatais de crédito, e cortes de impostos para torná-los atraentes para os cidadãos. Edifícios-modelo com emissões zero já existem em alguns países industrializados &#8211; mas eles são modelos, ainda estão muito longe de se tornarem o padrão da política habitacional.</p>
<p>Além disso, as cidades terão de depender cada vez mais em fontes renováveis – sol, vento, biomassa. Elas devem desencorajar resíduos, especialmente plástico, alumínio e outros compostos não degradáveis. Quando os resíduos são inevitáveis, eles deve ser reciclados. Cidades terão de usar fontes locais e regionais de alimentos para reduzir ainda mais as emissões dos transportes. E assim por diante &#8230;</p>
<p>Como já mencionado, a cidade sustentável do futuro não apenas deveria desencorajar a migração vinda do campo, como também teria que incentivar o retorno para as áreas rurais para reduzir a sua própria população. Em outras palavras, a cidade sustentável do futuro teria que espelhar o país sustentável do futuro, que oferece oportunidades para populações em áreas rurais, cruzadas por mais por ferrovias do que por rodovias, o país verde e socialmente justo de nossos sonhos.</p>
<p>Esse país não está logo ali na esquina, e certamente não se tornará possível por meio dessas conferências gigantescas, como a Rio+20. Esse país, os cidadãos terão de construir por conta própria. Envolverde/IPS</p>
<p>(FIM 2012)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Sustainable&#8221; Development Locks Out Indigenous People</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 17:08:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[By Amantha Perera RIO DE JANEIRO, Jun 21 (TerraViva) He was on a flight to the biggest international summit on environment in a decade when Kenyan indigenous rights activist Peter Kitelo&#8217;s attention was suddenly drawn to a government advertisement. It called for national and international investors to put funds into &#8220;forest development&#8221;. Kitelo could not [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>By Amantha Perera</p>
<p>RIO DE JANEIRO, Jun 21 (TerraViva) He was on a flight to the biggest international summit on environment in a decade when Kenyan indigenous rights activist Peter Kitelo&#8217;s attention was suddenly drawn to a government advertisement.<span id="more-1536"></span></p>
<p><div id="attachment_1537" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Indonesia11_500.jpg"><img class="size-full wp-image-1537" title="Indigenous tribes like these on the remote Indonesian island of Lombok increasingly face danger due to development. Credit: Amantha Perera/IPS" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Indonesia11_500.jpg" alt="" width="500" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Indigenous tribes like these on the remote Indonesian island of Lombok are increasingly threatened by development. Credit: Amantha Perera/IPS</p></div>
<p>It called for national and international investors to put funds into &#8220;forest development&#8221;. Kitelo could not escape the irony. Here he was, on route to the Rio+20 U.N. Conference on Sustainable Development, and he was looking at yet another assault on the livelihoods and very existence of indigenous communities.</p>
<p>&#8220;Sustainable development is not really sustaining my people,&#8221; Kitelo told TerraViva in Rio.</p>
<p>He said that forest communities like his and in other East African countries such as Uganda and Tanzania are discriminated against by central governments and policy-makers who determine the future of their native lands.</p>
<p>&#8220;We are being left out, no one talks to the right people in our communities,&#8221; he said.</p>
<p>When plans are laid for land development, they are advertised in newspapers and other media, to which native tribes hardly have access. Only when the plans are reaching their final stage will officials come and hold short meetings in villages, which Kitelo says are more an effort to satisfy donor requirements than a genuine effort at engagement.</p>
<p>&#8220;Then, even before we know it, our land is not ours anymore,&#8221; he said.</p>
<p>Kitelo cited the example of forest development for tourism. The concept talks about preserving the forests, but in the process prevents his people from using the forest. &#8220;The whole concept of forest conservation does not allow human interaction, but that is what my people have been doing for generations,&#8221; he said.</p>
<p>The Kenyan experience is hardly unique. All over the world, indigenous communities complain that they are being left out of the decision-making processes on their own land.</p>
<p>Laura George, from the Amerindian Peoples&#8217; Association of Guyana, told TerraViva that when new land laws were to be introduced in June 2009, there were no consultations with the indigenous people at all. A year later, a final document was produced.</p>
<p>Government officials attending the Rio conference held a side event and claimed that indigenous populations were in fact consulted.</p>
<p>&#8220;When I informed them they weren&#8217;t, the officials were not happy, but that is the truth,&#8221; George told TerraViva.</p>
<p>This type of discrimination can lead to indigenous communities losing their way of life completely.</p>
<p>&#8220;While governments are coming to Rio to talk about sustainable development, in my country, Peru, the pressure is growing day by day from policies of the national government that seek to open up our remote forest territories to transnational companies through road infrastructure projects,&#8221; said Robert Guimaraes Vasquez of the Shipibo people in the Peruvian Amazon.</p>
<p>Activists said that even in Rio, indigenous groups faced discrimination, with logistics preventing them from gathering together.</p>
<p>&#8220;One group is here, another group is 40 km away. How can we form a common front? We are so far apart here,&#8221; George said.</p>
<p>Still, conferences like Rio+20 do offer at least small avenues where indigenous groups can bring their problems to a wider and influential audience.</p>
<p>George and Kitelo both told TerraViva that if governments remain deaf to their concerns, they will seek action within international bodies.</p>
<p>&#8220;That could be our last resort,&#8221; George said.</p>
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		<title>Las otras voces de Río+20</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 06:12:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Fabiana Frayssinet

RÍO DE JANEIRO, 21 jun (TerraViva) En las manifestaciones que marcaron la jornada inaugural de Río+20, el desagrado general con el resultado de la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Desarrollo Sostenible se abrió en un abanico de reclamos, expresividad y culturas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fabiana Frayssinet</p>
<p>RÍO DE JANEIRO, 21 jun (TerraViva) En las manifestaciones que marcaron la jornada inaugural de Río+20, el desagrado general con el resultado de la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Desarrollo Sostenible se abrió en un abanico de reclamos, expresividad y culturas.<span id="more-1491"></span><strong>Viudas cariocas</strong></p>
<p>En medio de la variedad cromática de una manifestación interétnica, un grupo de mujeres llama la atención por sus vestidos y anteojos negros. Lloran desconsoladamente sobre un ataúd cerrado donde hace poco agonizó el muerto que todas comparten. ¿Quién murió? les pregunta TerraViva. “La política ambiental”, responden a coro.</p>
<p><div id="attachment_1492" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/7410688548_f1ce6dd3bf_o.jpg"><img class="size-full wp-image-1492" title="7410688548_f1ce6dd3bf_o" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/7410688548_f1ce6dd3bf_o.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Indígenas xavante organizaron su protesta en Río de Janeiro. Crédito: Fabiana Frayssinet/IPS</p></div>
<p>Son empleadas del gobierno de Brasil que decidieron con humor negro expresar su repudio por una muerte que, como agravante, consideran violenta. “El asesino fue el poder económico, esa fórmula de desarrollo que Brasil y otros países aplican a costa del ambiente, y que ha destruido la política ambiental, las poblaciones tradicionales, los bosques, la pesca artesanal&#8221;.</p>
<p><strong>Grito de guerra contra mercaderes de la naturaleza</strong></p>
<p>La ciudad gris con edificios altos y  pocos árboles contrasta con los atuendos, plumajes y pinturas coloridas de un grupo de indígenas del norteño estado de Acre. Pero si no se detiene la devastación de su medio, la selva amazónica, no faltará mucho para que el paisaje urbano desolador se reitere en sus tierras.</p>
<p>“El gobierno brasileño quiere vender nuestra naturaleza y tierras, nuestra floresta. Está acabando con los ríos, los animales, con el pueblo de la selva”, dijo a TerraVivqa el indígena Jaminawá Junikuin.</p>
<p>Los nativos presentaron en la Cumbre de los Pueblos el documento “El Acre que los mercaderes de la naturaleza esconden”, una denuncia contra la destrucción ambiental en ese estado brasileño.</p>
<p><strong>Un tanque que mata el hambre</strong></p>
<p>Un tanque cubierto de panes avanza amenazante entre los manifestantes. Pero su cañón tiene un blanco altruista: matar el hambre del mundo.</p>
<p>El “tanque de pan” es la alegoría escogida por la Campaña por el Desarme, un movimiento apoyado por el no gubernamental World Future Council, que fue mostrado en la &#8220;favela&#8221; de Santa Marta el martes 19, también hace parte de la marcha que busca mostrar la importancia de invertir en alimentos y no en armas.</p>
<p>“Todo el dinero invertido por los gobiernos en guerra podría destinarse a alimentos y combatir el hambre&#8221;, dice Paulo Otaviano a TerraViva.</p>
<p><strong>La carrera de los nativos xavante</strong></p>
<p>Una veintena de indígenas xavante, que corrían en sentido contrario de la marcha cargando troncos bajo sus brazos, asustaron a algunos desprevenidos citadinos. Pero mayor es el temor de esos nativos del occidental estado de Mato Grosso al ver desaparecer sus bosques a un ritmo más vertiginoso que su tradicional “carrera de troncos”.</p>
<p>Uno de los ancianos de la aldea Marãiwatsédé, Luiz Tero, denunció a TerraViva que los hacendados están “robando sus tierras”.</p>
<p>Francisco Tererico, más joven, explicó que los hacendados llevaron enfermedades, como la diarrea, y plantan soja donde ellos plantaban maíz, entre otros cultivos que son la base de su alimentación.</p>
<p>Detrás de los indígenas que bailan y entonan cánticos, una torre gigante y espejada, la Manhattan Tower, sede de grandes empresas, se muestra como la fantasía ilusoria de un mundo nuevo. (FIN/2012)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dinheiro para a mobilidade sustentável</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 01:10:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Fabíola Ortiz
RIO DE JANEIRO, 20 Junho (TerraViva) – O conjunto dos oito maiores bancos de desenvolvimento do mundo anunciaram, nesta quarta-feira, dia 20 de junho, um investimento inédito de U$S 175 bilhões em projetos de sistemas de transportes sustentáveis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fabíola Ortiz<br /> RIO DE JANEIRO, 20 Junho (TerraViva) – O conjunto dos oito maiores bancos de desenvolvimento do mundo anunciaram, nesta quarta-feira, dia 20 de junho, um investimento inédito de U$S 175 bilhões em projetos de sistemas de transportes sustentáveis.<br /> O compromisso firmado durante a Rio+20 tem como meta priorizar projetos de mobilidade nos países em desenvolvimento ao longo de uma década. O setor de transportes é uma das principais fontes de emissão de gases de efeito estufa no mundo, resultado de décadas de um planejamento urbano centrado na mobilidade através de carros particulares em detrimento do transporte público.<br /> O congestionamento, a poluição atmosférica, os acidentes de trânsito e os efeitos das mudanças climáticas podem gerar prejuízos anuais de 5% a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) dos países.</p>
<p><span id="more-1450"></span></p>
<p>“Pela primeira vez, organismos multilaterais oferecem ajuda para investir na área de mobilidade em países em desenvolvimento. É uma iniciativa pioneira que substitui a visão de desenvolvimento tradicional que investia em rodovias em prol de um desenvolvimento social e equitativo. A comunidade internacional nunca tinha se comprometido em investir recursos deste porte”, disse à IPS Ramon Cruz, gerente executivo do programa de sustentabilidade do Instituto para Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP, na sigla em inglês).</p>
<p>Os compromissos voluntários são resultado da campanha ‘Parceria sobre Transportes Sustentável de Baixo Carbono’ (SloCaT, em inglês), através de uma pareceria internacional que reúne o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), organizações não governamentais como o ITDP, empresas e bancos de desenvolvimento multilateral (MDBs).<br /> A campanha SLoCaT foi criada em 2009 para defender o transporte sustentável de baixo carbono. No total, foram assumidos 16 compromissos voluntários sobre o transporte sustentável por 13 organizações. Na lista das instituições financeiras estão o Banco Asiático de Desenvolvimento, o Banco Africano, assim como o Banco Interamericano, o Banco Mundial e o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento.</p>
<p><div id="attachment_1451" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Mobilidade.jpg"><img class="size-medium wp-image-1451" title="Mobilidade" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Mobilidade-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Modelos inovadores de transporte podem ser mais sustentáveis. Crédito: IPS/TerraViva</p></div>
<p>“Só o Banco Asiático, na última década, realizou 80% de seus investimentos em rodovias e apenas 2% para transporte sustentável. A grande novidade é que estes bancos estão enfocando no transporte público e de massa ”, argumentou Ramon Cruz.<br /> Segundo o gerente do ITDP, um dos grandes desafios para a economia verde é promover uma mobilidade integrada com sistemas de transporte intermodal com corredores de ônibus (BRT – Bus Rapid Transit) e sistemas intermodais de transporte interligando trens, metrô e ciclovias, especialmente nas economias emergentes.</p>
<p>“Esta é uma forma eficiente se um país quer reduzir as suas emissões de carbono e contribuir para evitar as mudanças climáticas. Pensar num mundo mais sustentável é preciso pensar nos centros urbanos”, destacou Cruz.</p>
<p>Nas cidades, a maior parte das viagens diárias de seus moradores é de 2 km e podem ser perfeitamente feitas em bicicleta. “As cidades devem incluir o pedestre. A gente quer uma cidade que o pedestre possa desfrutar”, salientou.</p>
<p>Ramon Cruz defende ainda que os centros urbanos tracem estratégias de mobilidade a partir de suas demandas e carências.<br /> O rápido ritmo de urbanização do mundo inteiro está transformando o setor de transportes. Enquanto a América Latina é uma região altamente urbanizada, as cidades da África e especialmente da Ásia continuam a explodir em tamanho e em adensamento urbano.</p>
<p>A previsão, segundo a SloCaT, é de que somente China e Índia incluirão 500 milhões de pessoas à sua população urbana nos próximos 20 anos. Essa expansão exigirá sistemas de transportes que possam prevenir ou controlar os padrões de expansão desordenada e o congestionamento e garantir um acesso adequado a bens e serviços.</p>
<p>&#8220;Este enorme compromisso com relação aos transportes é uma importante contribuição para colocar em funcionamento esforços colaborativos de financiamento de longo prazo e podem ajudar a uma implementação eficaz e mensurável das metas de desenvolvimento sustentável&#8221;, afirmou Brice Lalonde, um dos dois coordenadores executivos da Conferência Rio+20. (TerraViva)<br /> (FIM/2012)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Presidenta Dilma critica países ricos por falta de recursos para a economia verde</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2012 22:11:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Fabíola Ortiz
RIO DE JANEIRO, 20 Junho (TerraViva) – A presidente do Brasil Dilma Rousseff, país anfitrião da Conferência, defendeu o princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas entre países ricos e em desenvolvimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fabíola Ortiz</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 20 Junho (TerraViva) – No primeiro dia da Rio+20 com a participação dos chefes de Estado e de Governos após uma semana de duras negociações entre as delegações internacionais, a presidente do Brasil Dilma Rousseff, país anfitrião da Conferência, defendeu o princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas entre países ricos e em desenvolvimento.</p>
<p><span id="more-1423"></span></p>
<p>Dilma Rousseff discursou na cerimônia de abertura no Riocentro, no final da tarde desta quarta-feira, 20 de junho, e criticou a retirada da proposta de criação de um fundo de U$S 30 bilhões para financiar a transição dos países para uma economia verde.</p>
<div id="attachment_1424" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Dilma.jpg"><img class="size-medium wp-image-1424" title="Dilma" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Dilma-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">A presidenta Dilma Roussef na abertura oficial da Conferência Rio+20. Crédito:Fábio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil</p></div>
<p>“A transferência das indústrias poluentes do norte para o sul do mundo, deixou uma conta pesada socioambiental para o mundo em desenvolvimento. A proposta do fundo para mitigar as ações ainda não se materializou nos níveis prometidos e necessários a apesar do esforço de algumas nações. Na construção do desenvolvimento sustentável, os Estados tem responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, declarou Rouseff.</p>
<p>A versão final do documento ‘O Futuro que Queremos’ foi aprovada por consenso, na tarde desta terça-feira, 19 de junho, pelos negociadores dos 193 países, um dia antes da vinda dos dirigentes mundiais. Contudo, o documento que foi enviado para aprovação dos líderes deixa de fora o fundo bilionário proposto pelo G77 e não define metas tangíveis de desenvolvimento sustentável para substituir as Metas do Milênio que expiram em 2015.</p>
<p><strong>Crise afeta cooperação entre países</strong></p>
<p>A crise afetou o compromisso de países na área da solidariedade e da cooperação internacional. Dessa forma, a presidente brasileira admitiu que o compromisso para assegurar recursos foi afetado pelo abalo econômico.</p>
<p>“Nesse momento, o mundo atravessa os efeitos da mais grave crise econômica e financeira mundial. As importantes economias registram crescimento muito lento ou estão em retrocesso e sofrem cortes nas suas contas públicas. A disposição política para acordos vinculantes ficou muito fragilizada. Não podemos deixar isso acontecer. Essa conferência é prova de que deve ser grande nossa vontade de acordar”, declarou Rousseff.</p>
<p>Ainda que as Metas de Desenvolvimento Sustentáveis – conhecidas como SDGs na sigla em inglês, <em>Sustainable Development Goals </em>– não tenham sido definidas, a versão final do documento da Rio+20 enviada à cúpula de alto nível da Conferência conseguiu traçar o “mapa do caminho” para levar a definição dos SDGs, avaliaram os negociadores da delegação brasileira.</p>
<p>“Precisamos de uma nova visão futura para consolidar as metas de desenvolvimento sustentável. O desenvolvimento sustentável é a melhor resposta para a mudança do clima. Isso demanda um maior esforço e comprometimento dos países ricos para o esforço global. O custo da inação será maior que as medidas necessárias”, argumentou a presidente.</p>
<p>Segundo defendeu Dilma Rousseff, a tarefa imposta aos líderes mundiais na Rio+20 é desencadear um “movimento de renovação de ideias e processos para enfrentar os dias difíceis que vivem a maior parte da população”.</p>
<p>A Rio+20 deve gerar objetivos firmes, avaliou a presidente. A erradicação da pobreza no mundo se tornou o “maior desafio global” que o planeta enfrenta.</p>
<p>O texto final da Rio+20 aprovado representa um consenso e foi resultado de um “grande esforço” brasileiro de conciliação.</p>
<p>Quando o Brasil assumiu a liderança nas negociações, no último fim de semana, pois o prazo para um consenso se encerrou no último dia 15 de junho, documento final tinha apenas 40% do texto acordado. Após uma madrugada de negociações, a versão final ficou mais enxuta com 49 páginas e 283 parágrafos.</p>
<p><strong>Marco de um novo multilateralismo</strong></p>
<p>O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, avaliou o consenso alcançado pelos negociadores como uma “vitória do novo multilateralismo”.</p>
<p>Segundo Patriota, o documento mostra uma “visão do desenvolvimento sustentável” para o futuro com uma abordagem tridimensional dos pilares ambientais, sociais e econômicos.</p>
<p>Patriota admitiu não ter sido fácil driblar as tensões e divergências entre os negociadores e destacou que o fato de se chegar a um consenso já representa um resultado satisfatório da conferência.</p>
<p>“Enfrentamos dificuldades para fechar o texto. Temos um texto de consensos que apontam direções. O papel do Brasil como anfitrião era o de buscar o consenso”, argumentou o ministro.</p>
<p>O princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, defendido por Dilma Rousseff foi resultado de uma “longa batalha”, admitiu Patriota.</p>
<p>O fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a sua elevação a um status de agência da ONU, um dos pontos de discórdia entre os países, é mencionado na versão final mas sem definição que tipo de <em>upgrade</em> terá.</p>
<p>“Sobre o debate de governança do desenvolvimento sustentável, o fortalecimento do PNUMA sempre foi um assunto polêmico e nunca teve consenso. Daqui saem recomendações para a Assembleia Geral da ONU votar”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.</p>
<p>Dentre as recomendações, a composição do conselho executivo do PNUMA passará a ser universal e não terá apenas 52 membros como atualmente. O orçamento também deverá ser aumentado.</p>
<p>Uma das negociações mais difíceis foi obter uma definição da chamada ‘economia verde’, reconheceram os negociadores brasileiros.</p>
<p>“A economia verde era um debate sensível e não havia clareza sobre o conceito. O texto sai com um consenso admitindo que neste caminho de desenvolvimento sustentável, a economia verde é um instrumento para a concepção dos SDGs”, declarou a ministra Teixeira.</p>
<p><strong>Versão criticada por ONGs</strong></p>
<p>A versão final é criticada por membros da sociedade civil que veem o documento com “profunda decepção”. Esta é a análise do diretor executivo de conservação da Rede WWF Internacional, Lasse Gustavsson, em entrevista exclusiva à IPS.</p>
<p>“É extremamente decepcionante. Tivemos os melhores diplomatas do mundo discutindo um documento que não se compromete com quase nada. Foi uma negociação absolutamente burocrática”, criticou Gustavsson.</p>
<p>“Agora precisamos que os chefes de Estado e de Governo venham à Conferência para resgatar o documento final. A Rio+20 ficará na história como a Conferência que favoreceu o aumento da pobreza, a degradação do meio ambiente e o aumento de conflitos. Não há visão, dinheiro nem compromissos”, enfatizou o diretor do WWF. (IPS/TerraViva)</p>
<p>(FIM/2012)</p>
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		<title>Resultados sombrios no Rio sem novos financiamentos</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2012 21:53:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[RIO DE JANEIRO, 19 de junho (TerraViva) Em meio a raiva, recriminações e acusações de "táticas de mão pesada", os negociadores finalmente aprovaram um plano de ação global para o desenvolvimento sustentável, depois de longas maratonas de debates, em mais de seis dias cansativos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Thalif Deen</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 19 de junho (TerraViva) Em meio a raiva, recriminações e acusações de &#8220;táticas de mão pesada&#8221;, os negociadores finalmente aprovaram um plano de ação global para o desenvolvimento sustentável, depois de longas maratonas de debates, em mais de seis dias cansativos.<span id="more-1388"></span></p>
<p><div id="attachment_1390" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/somalia_drought3.jpg"><img class="size-full wp-image-1390" title="somalia_drought" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/somalia_drought3.jpg" alt="" width="500" height="281" /></a><p class="wp-caption-text">Crianças afetadas pela seca formam fila para receber alimentos em Mogadíscio. Os pobres são os mais afetados pelas mudanças climáticas e outros problemas. Foto: Abdurrahman Warsameh/IPS</p></div>
<p>A proposta de um fundo global de US$ 30 bilhões para o desenvolvimento sustentável, iniciada pelos países em desenvolvimento, foi derrubada antes mesmo de sair do chão. Os Estados Unidos e os 27 membros da União Europeia (UE) se recusaram a aprovar a proposta, deixando em dúvida sobre como um projeto ambicioso para o desenvolvimento sustentável, intitulado <em>O Futuro que Queremos</em>, deve ser financiado ao longo da próxima década.</p>
<p>&#8220;Sem compromissos de financiamento, o resultado da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, pode repetir documentos anteriores sobre o tema, anunciados com muito alarde e com um grande custo pelos líderes mundiais,&#8221; afirmou ao TerraViva o embaixador Palitha Kohona, representante permanente do Sri Lanka na Organização das Nações Unidas (ONU). O financiamento é essencial para a maioria dos países em desenvolvimento poderem implementar as elevadas aspirações expressas no documento final de 49 páginas.</p>
<p>&#8220;Se os países em desenvolvimento não estiverem incluídos, o documento final continuará a ser uma lista piedosa de sonhos não realizados. O futuro que todos nós queremos deve ser um futuro que todos nós podemos ter &#8220;, ressaltou Kohona, ex-chefe da Seção de Tratados da ONU, que tem acompanhado de perto as negociações tanto da Rio+20 como da politicamente desastrosa conferência sobre mudança climática em Copenhague em 2009. Mas nem tudo está perdido, de acordo com Martin Khor, diretor executivo do South Centre, um &#8220;think tank&#8221; para nações em desenvolvimento sediado em Genebra. &#8220;O documento é bastante justo e equilibrado, dado o atual estado negativo de cooperação internacional para o desenvolvimento&#8221;, ponderou.</p>
<p>Khor disse ao TerraViva que pelo menos o documento final reafirmou os princípios do Rio, incluindo as responsabilidades comuns mas diferenciadas, o que é precioso para os países em desenvolvimento, por representar a equidade na partilha dos custos da mudança para uma economia ecológica. &#8220;Até quase o último dia, parecia que alguns países desenvolvidos se recusariam até mesmo a reafirmar o que foi definido no Rio há 20 anos&#8221;, observou. É um triste estado de coisas, lamentou, que uma reafirmação da conferência anterior, que em épocas anteriores teria sido automática, agora seja considerado um sucesso da Rio+20. &#8220;A falha é que não há nenhum compromisso por parte do Norte industrializado para um novo financiamento ou para a transferência concreta de tecnologia&#8221;, acrescentou.</p>
<p>No entanto, o Grupo de 77 (G-77), bloco de países em desenvolvimento mais a China, conseguiu obter uma decisão para iniciar um processo na Assembléia Geral da ONU, para considerar um novo mecanismo financeiro e de tecnologia. Contudo, realmente vai ser uma luta dura configurá-los. &#8220;A crise econômica mundial lançou uma sombra sobre a Rio+20. No entanto, o G-77 obtive uma vitória ao ter a maioria de seus problemas aceitos no documento&#8221;, destacou Khor. &#8220;Acreditamos que o texto contém um alto volume de ação. E, se esta ação for implementada, e se as medidas de acompanhamento forem adotadas, ele vai realmente fazer uma diferença tremenda para gerar uma mudança global positiva&#8221;, indicou.</p>
<p>Claro, acrescentou Khor, este documento é o produto de intensas e prolongadas negociações. E, portanto, é um texto de compromisso. &#8220;Como todas as negociações, há alguns países que acham que o texto poderia ser mais ambicioso. Ou outros que sentem que suas próprias propostas poderiam ser melhor refletidas. Enquanto outros ainda podem preferir ter sua própria linguagem. Entretanto, vamos ser claros: negociações multilaterais exigem dar e receber&#8221;, opinou.</p>
<p>Meena Raman, especialista em negociação da Third World Network sediada na Malásia afirmou que &#8220;o documento final não tem a ambição necessária para salvar o planeta, ou os pobres, mas isso não nos levou para trás, sobretudo levando em conta os nossos receios iniciais de que a Rio+20 poderia ser a Rio-40”. &#8220;Esse resultado acanhado sinaliza uma falta de coragem política, liderança e compromisso dos países desenvolvidos e aqueles que fazem campanha para o futuro que realmente queremos teremos de redobrar os nossos esforços&#8221;, completou.</p>
<p>Kohona enfatizou que &#8220;não vai ser inteligente disfarçar má vontade com uma terminologia inteligente. Nós todos sabemos como os países doadores mobilizaram grandes fundos num prazo muito curto para lidar com a crise financeira pela qual eles próprios eram os responsáveis&#8221;. &#8220;O meio ambiente pode estar chegando a um nível de crise muito mais grave&#8221;, alertou. Envolverde/IPS</p>
<p>(FIM/2012)</p>
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		<title>A diretriz do Rio é decepcionante, dizem grupos da sociedade civil</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2012 21:46:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[RIO DE JANEIRO, 19 de junho (TerraViva) "Muito decepcionante" é a forma como empresas e organizações não governamentais descreveram, hoje, as negociações intergovernamentais formais na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Stephen Leahy</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 19 de junho (TerraViva) &#8220;Muito decepcionante&#8221; é a forma como empresas e organizações não governamentais descreveram, hoje, as negociações intergovernamentais formais na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.<span id="more-1378"></span></p>
<p>Depois de dois anos, negociadores de mais de 190 nações concordaram com um documento de 49 páginas destinado a ser o roteiro para essa transformação. Ele será apresentado aos chefes de Estado no Rio de Janeiro, na abertura da reunião de alto nível da cúpula, no dia 20. Funcionários da ONU disseram que era altamente improvável que qualquer mudança seja feita. O documento deixa de fora o fundo de US$ 30 bilhões para financiar a transição para uma economia verde proposto pelo Grupo dos 77 (G-77), bloco de nações em desenvolvimento mais a China, e não define Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (SDGs) tangíveis para substituir as Metas do Milênio, que expiram em 2015.</p>
<p>&#8220;Isso é extremamente decepcionante&#8230;. Não há visão, não há dinheiro e realmente não há compromissos aqui&#8221;, disse Lasse Gustavsson, chefe internacional da delegação para a Rio+20 do World Wildlife Fund (WWF). &#8220;A Rio +20 deveria ter sido sobre a vida, sobre o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos. Deveria ter sido sobre florestas, rios, lagos, oceanos dos quais todos nós estamos dependendo para a nossa segurança de alimentos, água e energia&#8221;, declarou ao TerraViva.</p>
<p>A conferência foi um contraste gritante com a emocionante atmosfera de &#8220;vamos mudar o mundo&#8221; da primeira Cúpula da Terra em 1992, disse Robert Engleman do Worldwatch Institute, um &#8220;think tank&#8221; ambiental internacional. Enquanto o documento de forma geral re-confirma compromissos passados ​​de uma forma muito passiva, há uma nova confirmação a respeito da importância da preservação de sementes tradicionais, e a consideração sobre fortalecer o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), afirmou ao TerraViva.</p>
<p>&#8220;Este documento é uma grande decepção, não há ambição e pouca referência aos desafios planetários que enfrentamos&#8221;, disse Kiara Worth, representando o grupo Crianças e Jovens na Rio +20. &#8220;As vozes da sociedade civil e as futuras gerações não serão ouvidas. Devemos chamar este evento de &#8216;Rio menos 20&#8242; porque estamos indo para trás&#8221;, declarou ao TerraViva.</p>
<p>Steven Wilson do International Council for Science, uma organização não governamental que representa organismos científicos nacionais e uniões científicas internacionais, observou que &#8220;a evidência científica é clara. Nós vamos precisar de um esforço global em ciência e tecnologia para atender o maior desafio que a humanidade já enfrentou, e eu não entendo porque não há uma seção no documento sobre a ciência. Isto passa uma mensagem muito infeliz&#8221;.</p>
<p>Jeffery Huffines da Civicus World Alliance for Citizen Participation, organização com sede em Joahnnesburgo, na África do Sul, opinou que &#8220;nós temos um sistema econômico fundamentalmente falho e nós da sociedade civil esperávamos que os governos do mundo reconhecessem essa realidade, mas eles não fizeram isso.&#8221; Em vez disso, há 49 páginas de conceitos, sem quaisquer compromissos ou meios para avançar com estes conceitos. O papel da participação da sociedade civil tem sido limitado. &#8220;Precisamos de uma tomada de decisões mais democrática, e não menos&#8221;, enfatizou. Envolverde/IPS</p>
<p>(FIM/2012)</p>
<p><div id="attachment_1382" class="wp-caption alignright" style="width: 610px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Rio-Civil-Society-final1.jpg"><img class="size-full wp-image-1382" title="Rio-Civil-Society-final" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Rio-Civil-Society-final1.jpg" alt="" width="600" height="324" /></a><p class="wp-caption-text">Um cartaz em uma parede no Riocentro. Grupos da sociedade civil dizem que estão &quot;muito decepcionados&quot; com as negociações formais na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Foto: Stephen Leahy/IPS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Setor financeiro abre as portas para o capital natural</title>
		<link>http://www.ips.org/TV/rio20/setor-financeiro-abre-as-portas-para-o-capital-natural-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2012 20:49:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Fabiana Frayssinet]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fabiana Frayssinet

 RIO DE JANEIRO, 20 junho (TerraViva) - Diretores do setor financeiro de todo o mundo assumiram o compromisso de incorporar o conceito do “capital natural” em seus produtos e serviços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fabiana Frayssinet</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 20 junho (TerraViva) &#8211; Diretores do setor financeiro de todo o mundo assumiram o compromisso de incorporar o conceito do “capital natural” em seus produtos e serviços, para defender um patrimônio que, segundo interpretam, tem que ter um preço para impedir maior devastação.</p>
<p><span id="more-1392"></span></p>
<p>A Declaração do Capital Natural foi assinada por 37 máximos representantes de instituições bancárias, de seguros e de investimentos de 13 países, durante o Fórum Corporativo Sustentável, promovido pelas Nações Unidas como uma das atividades paralelas à Rio+20.</p>
<p>A declaração sobre o capital natural é promovida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e pela Global Canopy Programme.</p>
<p>O objetivo é entender e fazer entender que “ativos” como a água, o ar, o solo e as florestas são um “capital fundamental”, e como eles afetam os negócios das empresas, explicou a TerraViva Roberta Simonetti, coordenadora do Programa de Financiamento Sustentável da FGV.</p>
<p>Em uma segunda instância as instituições se propõem a implantar uma metodologia para incorporar estes ativos nos produtos e serviços. Depois será preciso estabelecer como refletir o impacto nos informes de risco e, finalmente, como contabilizá-lo, detalhou.</p>
<div id="attachment_1393" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Roberta_Simonetti.jpg"><img class="size-medium wp-image-1393" title="Roberta_Simonetti" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Roberta_Simonetti-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Roberta Simonetti, da FGV: é preciso incorporar o valor do capital natural</p></div>
<p>Simonetti recordou que o termo “capital natural” foi “emprestado” do mundo econômico, afirmando que, da mesma forma que um investidor quer preservar seu patrimônio e viver do ganho que este lhe gera, o desafio é não depredar recursos naturais para obter um benefício disso. “O que propomos é construir coletivamente uma metodologia que ainda não foi criada. Contudo, ao aderir à declaração reconheço a importância do capital natural, reconheço que tentarei entender os riscos, como me impactam, como informá-lo e como calculá-lo”, resumiu Simonetti.</p>
<p>Simonetti destacou que há empresas que já avaliam ecologicamente seus negócios, por seu próprio interesse empresarial. “O ideal seria que todos fôssemos altruístas, que reconhecêssemos que estamos usando mais do que devemos, dilapidando o patrimônio do planeta, que aceitássemos que não queremos aumentar a produção”. Porém, existem interesses diversos e isso não é possível, ponderou.</p>
<p>Por outro lado, prevalece o conceito empresarial. A especialista deu o exemplo de uma empresa de bebidas em uma região onde não há disponibilidade hídrica, e por isso não pode continuar seu negócio</p>
<p>A única alternativa para continuá-lo será pensar em como colaborar para manter os mananciais e o patrimônio hídrico, indicou. No entanto, organizações sociais participantes da Cúpula dos Povos criticam este modelo.</p>
<p>Especialistas como Larissa Packer, da organização Terra de Direitos, temem que, ao se atribuir um valor financeiro a um recurso natural, em lugar de cumprir sua função de conservar a natureza, se estimule a depredação porque, segundo essa lógica, quanto mais escasso um bem mais ele vale.</p>
<p>Simonetti, por seu lado, considerou “mal-entendido” esse conceito. “Não é vender a natureza. É entender que, como um serviço ecossistêmico, tem um valor e que, por exemplo, se um fazendeiro conservar a floresta, tem que ter uma compensação para sobreviver sem cortá-la”, argumentou a especialista da FGV.</p>
<p>Em entrevista à TerraViva, Marcelo Cardoso, vice-presidente da Natura, uma multinacional brasileira de cosméticos, pioneira na produção sustentável no país, considera necessário e importante a discussão, mas tem reparos.</p>
<div id="attachment_1395" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Capital-Natural1.jpg"><img class="size-medium wp-image-1395" title="Capital Natural" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Capital-Natural1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Conhecimentos tradicionais precisam fazer parte do preço. Crédito: Fabíola Ortiz.</p></div>
<p>“Como os recursos naturais são um bem comum, me parece fundamental a valorização dos serviços ambientais e dos ecossistemas. Entretanto, me parece que ainda temos que discutir limites e marcos legais”, alertou. Nesse sentido, Cardoso entende a preocupação das organizações sociais sobre esses ativos.</p>
<p>“Existem sistemas como água, como a questão dos resíduos, que se não colocarmos limites claros à utilização, à necessidade de buscar ciclos fechados, à necessidade de sistemas fechados de água, e se só for feita uma avaliação sobre os serviços ambientais e seu uso, terminaremos criando mais devastação e destruição do que o que queremos construir”, ressaltou.</p>
<p>Ricardo Villaveces, da Confederação Cafeeira da Colômbia, que também participou do Fórum, afirmou à TerraViva que aprova a decisão. “Na medida em que os ativos ambientais tenham valor, tudo o que vamos cuidar vamos conservar mas também vamos nos beneficiar deles, porque parte da questão é que é preciso obter uma renda pelos serviços ambientais”, enfatizou. . (TerraViva)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(FIM/2012)</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Além da Rio+20: juntos por um futuro sustentável</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2012 17:22:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agriculture]]></category>
		<category><![CDATA[Analysis]]></category>
		<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Food Security]]></category>
		<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[economía verde]]></category>
		<category><![CDATA[FAO]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Graziano*

 RIO DE JANEIRO, 18 junho (TerraViva) - As declarações finais da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano de 1972 e a ECO-92 puseram o ser humano no centro do desenvolvimento sustentável. No entanto, até hoje, mais de 900 milhões de pessoas ainda passam fome.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por José Graziano*</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 18 junho (TerraViva) &#8211; As declarações finais da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano de 1972 e a ECO-92 puseram o ser humano no centro do desenvolvimento sustentável. No entanto, até hoje, mais de 900 milhões de pessoas ainda passam fome.</p>
<p><span id="more-1011"></span></p>
<p>Populações pobres pelo mundo afora, especialmente nas áreas rurais, são as mais atingidas pela crise de comida, climática, financeira, econômica, social e energética que o mundo enfrenta hoje.</p>
<p><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/José-Graziano.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1302" title="José Graziano" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/José-Graziano-300x178.jpg" alt="José Graziano" width="300" height="178" /></a></p>
<p>Não podemos falar em desenvolvimento sustentável enquanto aproximadamente uma em cada sete pessoas – crianças, mulheres e homens – ficam para trás, vítimas de desnutrição. Seria uma contradição em termos.</p>
<p>A Fome e a pobreza extrema também excluem a possibilidade de um verdadeiro desenvolvimento sustentável porque os miseráveis precisam usar os recursos naturais disponíveis para conseguir comida. Para eles, suprir suas necessidades básicas é a principal primordial de cada dia – planejar para o futuro é um luxo que eles não têm.</p>
<p>Paradoxalmente, mais de 70 por cento das pessoas que passam fome no mundo dependem diretamente da agricultura, caça e pesca para sobreviver. Portanto, suas escolhas diárias ajudam a determinar como os recursos naturais do mundo são administrados.</p>
<p>Não podemos esperar que o agricultor pobre não corte uma árvore se essa é sua única fonte de energia; não podemos pedir para o pescador artesanal deixar de pescar durante o período do defeso se essa é a única maneira de alimentar sua família.</p>
<p><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Claudius-graziano2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1310" title="Claudius graziano" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Claudius-graziano2-300x218.jpg" alt="" width="300" height="218" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A fome coloca em movimento um ciclo vicioso que reduz a produtividade, aprofunda a pobreza, desacelera o desenvolvimento econômico, promove a degradação dos recursos e a violência.</p>
<p>A fome e a disputa por recursos naturais são fatores de conflitos que, mesmo quando são internos, tem impactos que frequentemente ultrapassam as fronteiras dos países. Então, há também uma ligação direta entre a segurança alimentar e segurança nacional e regional.</p>
<p>A busca da segurança alimentar pode ser o fio condutor que liga os diferentes desafios que o mundo enfrenta e ajudar a construir um futuro mais sustentável.</p>
<p>Na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, temos uma oportunidade de ouro para explorar a convergência entre as agendas da segurança alimentar  e a sustentabilidade para assegurar que isso aconteça.</p>
<p>Ambos requerem mudanças para modelos de produção e consumo mais sustentáveis.</p>
<p>Para alimentar uma população mundial que superará a marca de nove bilhões de pessoas em 2050, a FAO prevê a necessidade de aumentar a produção agrícola em pelo menos 60 por cento. Para isso, precisamos produzir mais alimentos ao mesmo tempo em que conservamos o meio ambiente.</p>
<p>Mas mesmo com práticas mais sustentáveis, a pressão sobre nossos recursos naturais será extrema. Então, também temos que mudar a maneira que nos alimentamos, adotando dietas mais saudáveis e reduzindo o desperdício e perda de alimentos: todo ano, entre a colheita e o consumo, jogamos fora 1,3 bilhão de toneladas de alimentos.</p>
<p>No entanto, mesmo se aumentarmos a produção agrícola em 60 por cento até 2050, o mundo ainda terá 300 milhões de pessoas com fome daqui a quatro décadas porque, como as centenas de milhões de subnutridos hoje, eles continuarão sem os meios para ter acesso à comida que necessitam.</p>
<p>Para eles, a segurança alimentar não é um problema de produção insuficiente, é uma questão de acesso inadequado.</p>
<p>Para tirar esses milhões de pessoas da insegurança alimentar precisamos investir na criação de melhores empregos, pagar melhores salários, dar-lhes maior acesso a ativos produtivos – especialmente terra e água -  e distribuindo renda de forma mais justa e equitativa.</p>
<p>Precisamos trazê-los para dentro da sociedade, complementando o apoio aos pequenos agricultores com oportunidades de geração de renda, com o fortalecimento das redes de proteção social, mutirões de trabalho e programas de transferência de renda, que contribuam ao fortalecimento de circuitos locais de produção e consumo para dinamizar as economias locais.</p>
<p>A transição para um futuro sustentável também exige mudanças fundamentais no sistema de governança de alimentos e agricultura e uma partilha equitativa dos custos de transição e benefícios.</p>
<p>No passado, os mais pobres pagaram uma parcela maior dos custos de transição e receberam uma cota menor de benefícios. Este é um equilíbrio inaceitável e que precisa mudar.</p>
<p>Erradicar a fome e melhorar a nutrição humana, criando sistemas sustentáveis de produção e consumo de alimentos, e construir uma governança mais inclusiva e eficaz dos sistemas agrícolas e alimentares são cruciais para alcançar um mundo sustentável.</p>
<p>Na Rio+20, estamos numa encruzilhada. De um lado está o caminho para a degradação ambiental e o sofrimento humano; do outro está o futuro que todos queremos. A Rio +20 oferece uma oportunidade histórica que não podemos dar ao luxo de perder.</p>
<p>Nós sabemos como acabar com a fome e gerenciar os recursos do planeta de uma forma mais sustentável. Mas precisamos de uma vontade política mais forte para fazê-lo.</p>
<p>Devemos olhar para Rio +20 como o início de um caminho e não como o ponto de chegada. E essa é uma caminhada que não podemos fazer sozinhos.</p>
<p>Como a luta contra a fome, o desenvolvimento sustentável é uma meta a que cada um de nós deve contribuir &#8211; cidadãos, empresas, governos, movimentos sociais, ONGs e organismos regionais e internacionais. Juntos, trabalhando a partir do nível local ao nível global, podemos construir o futuro que queremos. E esse futuro precisa começar hoje. (IPS/TerraViva)</p>
<p>*Diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).</p>
<p><em>Publicada originalmente no jornal Valor Econômico</em></p>
<p>(FIM/2012)</p>
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		<title>Ativistas de direitos humanos em risco por defender meio ambiente</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2012 17:07:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Environment]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Fabíola Ortiz

RIO DE JANEIRO, 19 Junho (TerraViva) – No momento em que o mundo se reúne para discutir a preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável na Rio+20, só na última década, os conflitos em defesa dos recursos naturais se acirraram ocasionando a morte de 711 ativistas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fabíola Ortiz</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 19 Junho (TerraViva) – No momento em que o mundo se reúne para discutir a preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável na Rio+20, só na última década, os conflitos em defesa dos recursos naturais se acirraram ocasionando a morte de 711 ativistas e membros de comunidades locais.</p>
<p><span id="more-1290"></span></p>
<p>Este dado foi revelado pela recente pesquisa da organização não governamental inglesa Global Witness ao observar que, só em 2011, 106 pessoas foram assassinadas. O número de mortes quase dobrou nos últimos 3 anos.</p>
<p>Segundo o relatório, muitos assassinatos a partir de confrontos violentos são em decorrência de protestos, investigações ou até mesmo de denúncias contra atividades de mineração, exploração madeireira, agricultura intensiva incluindo a pecuária, além de barragens hidrelétricas e caça ilegal.</p>
<div id="attachment_1291" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Direitos-Humanos.jpg"><img class="size-medium wp-image-1291  " title="Direitos Humanos" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Direitos-Humanos-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Líder comunitário morto após forças do Congo agredirem moradores que protestavam contra empresa madeireira. Foto: Divulgação Global Witness</p></div>
<p>Os quatro países no ranking de maiores registros de assassinatos são Brasil em primeiro lugar com 365 assassinatos; seguido de Peru com 123 homicídios; em terceiro Colômbia com registro de 70 mortes; e Filipinas com 50.</p>
<p>De acordo com a Global Witness, nestes países assim como no Camboja, na República Democrática do Congo e na Indonésia, existem “indícios de envolvimento do setor privado nacional e estrangeiro nesses assassinatos”.</p>
<p>“O número de mortos corresponde a uma morte por semana na luta pelo direito das florestas. O maior número de assassinatos foi, de fato, na América Latina e na Ásia”, disse à IPS, Billy Kyte, coordenador da campanha pelas florestas da Global Witness.</p>
<p>Esta é a primeira vez que é feito um levantamento global sobre a morte de defensores de direitos humanos envolvendo a luta por recursos naturais. Segundo Kyte, estes dados revelam que há uma batalha se intensificando pelo acesso a terras e a florestas no mundo.</p>
<p>“Estamos presenciando uma batalha por recursos naturais o que tem causado ainda mais mortes. Quanto mais importante tem sido a defesa do meio ambiente, mais mortal e perigosa tem sido esta defesa”, argumentou o ativista.</p>
<p>Do Camboja ao Peru, comunidades rurais tem sofrido com intimidação, violência, remoções forçadas, sequestros e assassinatos. De acordo com o relatório lançado na Rio+20, muitas comunidades rurais pobres tem tido seus direitos negados com frequência, além de serem alvos de violência quando expressam suas reivindicações por terras e meios de subsistência.</p>
<p>No entanto, Kyte alerta para a subnotificação de muitas mortes e até mesmo a falta de monitoramento por parte dos países. Devido à carência de dados precisos, o número de homicídios pode ultrapassar a 1.000 nesta última década.</p>
<p>A ONG Global Witness denuncia a ausência de um monitoramento sistemático das mortes de pessoas atuando na defesa dos direitos humanos ao meio ambiente.</p>
<p>Em países como Birmânia, China e Papua Ocidental há uma “aparente e significativa ausência de relatos”, informa o relatório. Mas é na África, onde se encontra um número menor de redes regionais e bancos de dados dedicados ao tema de direitos humanos e meio ambiente.</p>
<p>No continente africano, a área de florestas consideradas públicas e administradas pelo governo corresponde a 98% do total, enquanto que na Ásia, corresponde a 66%, e na América Latina a 33%.</p>
<p>“É provável que a predominância da propriedade estatal da terra e florestas na África contribui para marginalizar populações rurais pobres, que estão, menos propensos a fazer reivindicações”, diz o informe.</p>
<p><strong>Assassinatos podem aumentar</strong></p>
<p>Segundo Billy Kyte, os governos reunidos na Rio+20 devem direcionar as suas discussões para um uso da riqueza natural do planeta de forma sustentável e justa, caso contrário, o número de mortes pode continuar a subir.</p>
<p>“Os governos devem garantir a proteção aos defensores de direitos humanos do meio ambiente. Também é preciso que se comprometam a investigar as mortes e evitar a impunidade. Os governos precisam ainda assegurar que a gestão dos recursos é feita de forma equânime para que este conflito não aumente”, enfatizou o ativista.</p>
<p>Para dar visibilidade aos assassinatos e defender que os países ratifiquem a Declaração da ONU para os Defensores de Direitos Humanos, a Global Witness vai realizar uma exposição fotográfica na tenda dos Side Events, no Riocentro, durante os dias que estarão presentes os chefes de Estado e de Governo.</p>
<p>Era madrugada do dia 18 de novembro de 2011, quando um grupo de 40 pistoleiros invadiram um acampamento indígena Guarani-Kaiowá no estado brasileiro de Mato Grosso do Sul, e atiraram em seu líder Nísio Gomes, antes de arrastá-lo para longe. O corpo de Gomes e de três crianças indígenas sequestradas durante o ataque não foram vistos desde então.</p>
<p>O acampamento Guaiviry dos Guarani-Kaiowá era uma terra que estava prestes a ser oficialmente reconhecida como território ancestral, mas estava sendo explorada de forma ilegal por agricultores e fazendeiros da região.</p>
<p>A história de Nísio Gomes é um dos inúmeros casos que serão divulgados durante a Rio+20. Cerca de 60.000 indígenas da etnia Guarani-Kaiowá, no estado do Mato Grosso do Sul, vivem em condições desumanas em reservas densamente povoadas e muitos são despejados à força de suas terras.</p>
<p>Em 9 de março de 2009 o líder comunitário que combatia a mineração, Eliezer Billanes, foi morto a tiros por dois homens não identificados em uma motocicleta na cidade de Koronadal, nas Filipinas. Sua morte ocorreu algumas semanas depois de ter relatado que estava sendo ameaçado por forças militares.</p>
<p>Billanes presidia a uma aliança regional anti-mineração e liderou a oposição contra projetos mineiros em grande escala no país, expondo as calamidades ambientais associadas ao programa de liberalização da mineração do governo filipino. Billanes foi o 20° ativista morto desde 2000 nas Filipinas por lutar contra grandes projetos de minas.</p>
<p>Neste ano, no dia 26 de abril de 2012, Wutty Chut, diretor da organização de vigilância ambiental do Camboja, foi baleado e morto por membros da polícia militar cambojana quando fazia uma pesquisa de campo sobre a exploração madeireira ilegal.</p>
<p>O inquérito instalado pelo governo para apurar o caso não abordou os detalhes de sua morte, tendo sido proibida a investigação de qualquer informação complementar sobre o caso Wutty que tivesse a ver com a extração dos recursos naturais do Camboja.</p>
<p>E ainda, dia 2 de maio de 2011, 60 agentes da polícia da República Democrática do Congo entraram em confronto com a população local da comunidade Yalisika, na província de Equateur, em razão de tensões que envolviam a empresa madeireira Siforco na região.</p>
<p>A ação militar desencadeou uma onda de violência contra a comunidade vitimando mulheres e meninas com a destruição de muitas propriedades. Frederic Moloma Tuka, aos 70 anos, foi morto depois de ter sido espancado e deixado em frente à sua casa, incapaz de levantar-se por causa dos ferimentos.</p>
<p><strong>Economia verde mas com direitos</strong></p>
<p>Histórias de vida como a de Nísio Gomes, Eliezer Billanes, Wutty Chut e Moloma Tuka preocupam autoridades das Nações Unidas presentes na Conferência Rio+20 como a Alta Comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay.</p>
<p>Questionada por IPS a respeito destes assassinados, Pillay admitiu estar ciente do grande volume de homicídios, mas destacou contudo que, apesar de serem “chocantes”, não é surpresa para ela que monitora com frequência a violação de direitos humanos de ativistas.</p>
<p>“Os dados são chocante, mas infelizmente não me surpreendem. É necessária uma fundação sólida de direitos humanos para avançar nas metas de desenvolvimento sustentável, assim como a liberdade de associação e de expressão. Tudo isto é essencial para uma economia verde e para o desenvolvimento sustentável”, afirmou Pillay.</p>
<p>A representante da ONU defendeu ainda que as reivindicações de comunidades e ambientalistas sejam tratadas com legitimidade e respeito. “É essencial colocar os direitos humanos no centro das discussões. Sem a salvaguarda destes direitos, as políticas podem ter impactos negativos na vida de pessoas em prol de uma economia verde”, argumentou. (IPS/ TerraViva)</p>
<p>(FIM/2012)</p>
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		<title>Sustentabilidade por amor</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2012 16:07:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Alice Marcondes

RIO DE JANEIRO, 20 junho (TerraViva) “Quando os chefes de governo deixam de exercer sua liderança, eles deixam de ser importantes.” Esta foi a maneira como a canadense Severn Suzuki expressou seu sentimento em relação à Rio+20.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Alice Marcondes</em></p>
<p>RIO DE JANEIRO, 20 junho (TerraViva) “Quando os chefes de governo deixam de exercer sua liderança, eles deixam de ser importantes.” Esta foi a maneira como a canadense Severn Suzuki expressou seu sentimento em relação à Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que acontece no Rio de Janeiro até o dia 22.</p>
<p><span id="more-1275"></span></p>
<p>Vinte anos depois, a menina que ficou conhecida por reivindicar com propriedade, na Eco 92, que os governantes de todo o mundo tomassem atitudes urgentes para que seus filhos tivessem garantido o direito de viver em um mundo como o que ela conhecia, com qualidade de vida e a biodiversidade preservada, reafirmou sua convicção de que a mudança para a sustentabilidade é uma questão de amor entre as gerações, que vai acontecer independentemente da vontade política.</p>
<div id="attachment_1277" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Severn-Suzuki.jpg"><img class="size-medium wp-image-1277" title="Severn Suzuki" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Severn-Suzuki-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Severn Suzuki, 20 anos depois &quot;a luta continua&quot;. Crédito: Cortesia AES</p></div>
<p>Severn participou, no dia 19, do Encontro Internacional da Carta da Terra na Rio+20. O evento debateu a importância do documento, que é um compromisso da sociedade civil pelo desenvolvimento sustentável. Aos 32 anos, a canadense, que no encontro anterior era uma menina de apenas 12 anos, cresceu, tornou-se uma ecóloga e é mãe de dois filhos. Ela falou sobre a sensação de integrar uma nova sociedade que a maternidade proporciona.</p>
<p>“Quando estava grávida, percebi que as pessoas me tratavam de forma diferente, mais gentil. Me dei conta de que eu estava em uma nova comunidade, na comunidade dos pais. Se você é um pai ou mãe, você precisa cuidar de algo além de si mesmo. Temos algo que nos conecta com um propósito maior”, testemunhou. Esta relação afetiva é, segundo ela, a porta de entrada para ações mais sustentáveis. “Temos que nos reconectar com o que nós fazemos e como isso vai impactar os outros, que são os nossos filhos”, indicou.</p>
<p>A falta de ambição dos compromissos estabelecidos no documento preliminar, que será debatido pelos chefes de Estado nos próximos dias, foi apontada por ela como um ponto decepcionante. “Fico desapontada de saber que a declaração que vai sair da Conferência não vai ter metas ambiciosas como houve na Eco 92. Esse documento nunca teve tanta relevância quanto agora”, observou.</p>
<p>A dificuldade no consenso é, para ela, a demonstração do fracasso em se entender profundamente o que está sendo debatido. “Todo mundo fala de economia verde, mas isso está se tornando uma questão de divisão. Como determinar a estrutura que vai nos levar adiante, se não conseguimos concordar com os valores e princípios que serão a base dessa estrutura? Se nós não concordarmos em princípios básicos, essa economia verde não vai valer nada”, ressaltou.</p>
<p>Lembrando movimentos como a primavera árabe e o Ocupe Wall Street, Servern destacou que com os adventos da internet e das mídias sociais, o poder revolucionário da sociedade cresceu. “O espírito das pessoas está começando a sobressair no mundo. É um momento na história em que a revolução está no ar. Temos o potencial para viver tempos revolucionários e devemos aproveitar essa oportunidade”, enfatizou.</p>
<p>Apesar da sensação de fracasso em relação aos eventos oficiais, ela se disse feliz com o grande número de pessoas presentes na Cúpula dos Povos e com o fato de o evento como um todo ter reunido quase 50 mil pessoas de todo o mundo. “Já faz 20 anos e nós ainda estamos aqui, trabalhando juntos pela sustentabilidade”, comentou. Demonstrando esperança, finalizou: “vou sair daqui sabendo que a energia e o espírito que cresceu nas últimas duas décadas não vai mudar”. (IPS/TerraViva)</p>
<p>(FIM/2012)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Multinacionais na mira da Cúpula dos Povos</title>
		<link>http://www.ips.org/TV/rio20/multinacionais-na-mira-da-cupula-dos-povos/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2012 02:29:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Mario Osava RIO DE JANEIRO, 20 junho (IPS) &#8211; A Monsanto, a Vale e a indústria de agrotóxicos foram os alvos principais dos cerca de 2.000 manifestantes que ocuparam algumas ruas do centro do Rio de Janeiro, na noite de terça-feira. “A Monsanto mata gente, mata rio/ Agronegócio, a mentira do Brasil” foi um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Mario Osava</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 20 junho (IPS) &#8211; A Monsanto, a Vale e a indústria de agrotóxicos foram os alvos principais dos cerca de 2.000 manifestantes que ocuparam algumas ruas do centro do Rio de Janeiro, na noite de terça-feira. “A Monsanto mata gente, mata rio/ Agronegócio, a mentira do Brasil” foi um dos gritos do protesto. O ato, convocado por movimentos sociais participantes da Cúpula dos Povos, teve uma maioria de camponeses e agricultores familiares provenientes de todo o Brasil e do exterior.</p>
<p><span id="more-1243"></span></p>
<p>A canadense Judith Marshall, sindicalista de Toronto, trouxe denúncias do seu país e de Moçambique, onde morou por oito anos após a independência daquele país africano em 1975, contra os abusos da Vale. O ex-presidente da empresa, Roger Agnelli, chegou a ser conselheiro do governo moçambicano para assuntos internacionais e no Canadá a Vale enfrenta processos judiciais por práticas inseguras que teriam provocado várias mortes, informou.</p>
<div id="attachment_1244" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Mario-Osava-Manifestação.jpg"><img class="size-medium wp-image-1244" title="Mario Osava - Manifestação" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Mario-Osava-Manifestação-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Manifestante em protesto contra empresas multinacionais. Crédito: Mário Osava</p></div>
<p>Agricultor assentado da reforma agrária em Atalaia, no estado de Alagoas, Joelson Melquiades, protestou contra os agrotóxicos com uma mascara de proteção da boca e nariz, como muitos dos manifestantes. Sua roça de macaxeira, feijão, inhame e hortaliças, seguindo as orientações da agroecologia, sofrem a contaminação dos venenos agrícolas. Por isso ele e seus vizinhos condenam a monocultura da cana de açúcar presente nos arredores. Economia verde, em discussão na conferencia oficial da Rio+20 é “pura enganação”, sentenciou.</p>
<p>Shell, Syngenta, Bayer, Bunge, Nestlé, Petrobrás e até mesmo Natura, a indústria de cosméticos que aproveita insumos naturais, e se considera “verde”, foram duramente criticada por “explorar o trabalho feminino, o saber tradicional e bens comuns”, por oradores.</p>
<p>O movimento de oposição à hidrelétrica Belo Monte, no Xingu, esteve presente com sete ativistas e desalojados. A Norte Energia, consórcio que toca a construção, “falou em indenização e reassentamento em 90 dias”, mas nada aconteceu, acusou Elisvaldo Gomes, um agricultor de Assurini, onde a família possui 50 hectares. Agora promete providencias para dentro de dois anos, sem indicar terras nem condições dos novos estabelecimentos rurais.</p>
<p>Sua colega da delegação de Altamira, Ana Laida Barbosa, que trabalha no Conselho Indigenista Missionário (CIMI), se queixa da “criminalização” com que Belo Monte reage contra “qualquer manifestação contraria”.</p>
<p>A passeata foi curta. Vindos do Aterro do Flamengo, onde se realiza a Cúpula dos Povos, os manifestantes se organizaram em frente ao Consulado dos Estados Unidos e se concentraram na rua seguinte, a Santa Luzia, no centro da cidade.</p>
<p>(FIM/2012)</p>
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		<title>Entrevista: &#8220;Apenas uma grande catástrofe nos forçará a mudar&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2012 02:14:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[RIO DE JANEIRO, 18 de junho (TerraViva) Não é mais novidade que o estado ambiental da Terra é catastrófico. Contudo, entender alguns números que descrevem esta catástrofe ainda provoca um choque – por exemplo, que 30% da biodiversidade desapareceu desde 1970, e que 60% desse declínio ocorreu nas áreas tropicais do planeta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Julio Godoy entrevista JONATHAN BAILLIE, um importante biólogo britânico e membro da Zoological Society of London</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 18 de junho (TerraViva) Não é mais novidade que o estado ambiental da Terra é catastrófico. Contudo, entender alguns números que descrevem esta catástrofe ainda provoca um choque – por exemplo, que 30% da biodiversidade desapareceu desde 1970, e que 60% desse declínio ocorreu nas áreas tropicais do planeta.<span id="more-1237"></span></p>
<div id="attachment_1238" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/baillie2.jpg"><img class="size-full wp-image-1238" title="baillie" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/baillie2.jpg" alt="" width="500" height="314" /></a><p class="wp-caption-text">O biólogo inglês Jonathan Baillie no Rio de Janeiro. Julio Godoy/IPS</p></div>
<p>Jonathan Baillie, um biólogo britânico, membro da Sociedade Zoológica de Londres, e chefe do programa Edge para a conservação das espécies, tem esses números alarmantes na ponta da língua. Baillie, que está no Rio de Janeiro como consultor científico para a organização Globe de legisladores ambientais, disse ao TerraViva que esses números servem como indicador do estado dramático da situação ambiental do mundo.</p>
<p><strong>P: Você pinta um quadro bastante sombrio do ambiente global.</strong></p>
<p>R: A humanidade está se movendo na direção absolutamente errada. Nosso modelo de produção e consumo é insustentável, e a Terra não pode mais lidar com ele. Hoje é preciso um ano e meio para que a Terra absorva o dióxido de carbono produzido e regenere os recursos renováveis que as pessoas usam em um ano. Se continuarmos a consumir os recursos do planeta nessa mesma taxa global, em 2030 vamos precisar de dois planetas para sustentar a população mundial.</p>
<p><strong>P: Que soluções o senhor vê para lidar com esta insustentabilidade?</strong></p>
<p>R: Tenho medo de que apenas uma grande catástrofe, que afetasse diretamente e em massa a vida das pessoas, nos obrigaria a fazer as mudanças necessárias para acabar com este declínio. O que precisamos é ter em conta o capital natural nos sistemas nacionais de contabilidade e a utilização de tecnologias limpas, para transformar comportamentos e padrões de produção e consumo.</p>
<p><strong>P: Os novos números da concentração de dióxido de carbono na atmosfera sugerem que podemos ter chegado a um ponto sem retorno.</strong></p>
<p>R: Uma medida recente da concentração de CO2 no Ártico registra 400 partes por milhão. Este é um pico, um marco ruim, mas é ainda um valor pontual. Durante o ano, esse valor oscila, e chega a um ponto mais baixo. Contudo, esse número significa que a acidificação dos oceanos atinge com frequência um índice que, se permanecer constante, conduziria à destruição de ecossistemas marinhos vitais.</p>
<p><strong>P: Mas não é só a biodiversidade marinha que está em risco.</strong></p>
<p>R: Não, em absoluto. Mais de 20% dos mamíferos estão ameaçados de extinção. Uma parcela semelhante de invertebrados também sofre o risco de extinção. No entanto, as espécies mais ameaçadas são as de anfíbios – cerca de 32% de todas as espécies de anfíbios estão listadas como ameaçadas globalmente. Quase a metade de todas as espécies conhecidas de anfíbios estão em declínio.</p>
<p><strong>P: Então, quais são as soluções que você vê como capazes de reverter essa situação preocupante?</strong></p>
<p>R: É absolutamente necessário incorporar o valor do capital natural nos sistemas de contas nacionais, para levar em conta os ecossistemas e seu uso no cálculo do PIB. É absolutamente necessário usar tecnologias limpas, tais como fontes renováveis de energia, para substituir as fontes antigas e poluentes.</p>
<p><strong>P: O que o senhor quer dizer por capital natural?</strong></p>
<p>R: Por exemplo, estimativas aproximadas dos custos causados pelo desmatamento chegam a US$ 4,5 trilhões por ano. Tais valores, que incluem a captura de carbono pelas florestas, o valor das florestas para lazer e similares, não são levados em conta no cálculo do produto interno bruto.</p>
<p><strong>P: Por tecnologias limpas o senhor quer dizer a chamada bioengenharia, para tentar reduzir a acidificação das águas oceânicas?</strong></p>
<p>R: Não, em absoluto. Nós certamente precisamos tentar todas as tecnologias disponíveis, mas a manipulação artificial da química da água marinha certamente não é uma solução.</p>
<p><strong>P: O senhor é pessimista sobre o futuro da Terra?</strong></p>
<p>R: Eu acredito que somente a ação das gerações mais jovens pode forçar os governos a finalmente cumprirem seus próprios compromissos. As gerações mais jovens vão suportar as consequências das atuais omissões e políticas equivocadas. Por isto, elas têm que forçosamente exigir dos governos que tomem medidas na direção certa, para interromper a destruição da biodiversidade e de outros recursos naturais. Envolverde/IPS</p>
<p>(FIM/2012)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Rio Outcome Bleak With No New Funding</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jun 2012 21:43:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[By Thalif Deen RIO DE JANEIRO, Jun 19 (TerraViva) Amidst recrimination, anger and charges of “strong arm tactics”, negotiators eventually endorsed a global plan of action for sustainable development following marathon sessions lasting over six weary days. A proposal for a 30-billion-dollar global fund for sustainable development – initiated by developing countries – was shot [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>By Thalif Deen</p>
<p>RIO DE JANEIRO, Jun 19 (TerraViva) Amidst recrimination, anger and charges of “strong arm tactics”, negotiators eventually endorsed a global plan of action for sustainable development following marathon sessions lasting over six weary days.<span id="more-1178"></span></p>
<div id="attachment_1179" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/somalia_drought.jpg"><img class="size-full wp-image-1179" title="Children displaced by drought line up to receive food in Mogadishu. The poor are hardest hit by climate change and other problems. Credit: Abdurrahman Warsameh/IPS" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/somalia_drought.jpg" alt="" width="500" height="281" /></a><p class="wp-caption-text">Children displaced by drought line up to receive food in Mogadishu. The poor are hardest hit by climate change and other problems. Credit: Abdurrahman Warsameh/IPS</p></div>
<p>A proposal for a 30-billion-dollar global fund for sustainable development – initiated by developing countries – was shot down even before it could get off the ground.</p>
<p>The United States and the 27-member European Union (EU) refused to approve the proposal, leaving in doubt how an ambitious blueprint for sustainable development, titled “The Future We Want,” is to be financed over the next decade.</p>
<p>“Without funding commitments, the Rio+20 outcome is likely to go the same way as previous documents of this nature, adopted with much fanfare and at great cost by world leaders,” Ambassador Palitha Kohona, Sri Lanka’s permanent representative to the United Nations, told Terra Viva.</p>
<p>The funding is essential for most developing countries if they are to implement the lofty aspirations expressed in the 49-page <a href="http://ipsnoticias.net/fotos/(advanced.unedited.version).outcome.document1.docx ">outcome document</a>.</p>
<p>“If developing countries are not brought on board, the outcome document will remain a pious list of unfulfilled dreams. The future that we all want must be a future that we all can have,” said Kohona, a former chief of the U.N. Treaty Section, who has been closely monitoring negotiations both at Rio+20 and the politically-disastrous 2009 climate change conference in Copenhagen.</p>
<p>But all is not lost, according to Martin Khor, executive director of the South Centre, a Geneva-based think tank of developing nations.</p>
<p>“The document is quite fair and balanced, given the current negative state of international cooperation for development,” he said.</p>
<p>Khor told TerraViva that at least the final document reaffirmed the Rio principles, including the common but differentiated responsibilities, which is precious for developing countries as it spells equity in sharing the costs of shifting to an environmentally friendly economy.</p>
<p>“Until almost the last day it seemed like some developed countries would refuse to even reaffirm what was committed at Rio 20 years ago,” Khor said.</p>
<p>It is a sad state of affairs, he said, that a reaffirmation of Rio, which in previous times would have been automatic, would now be considered a success of Rio+20.</p>
<p>“A weakness is that there is no commitment by the North for new funding or for concrete technology transfer,” he added.</p>
<p>However, the 132 member Group of 77 (G77) developing countries, plus China, managed to get a decision to start a U.N. General Assembly process to consider a new financial and a new technology mechanism. But it will be a tough fight to actually set these up.</p>
<p>“The global economic crisis has thrown a long shadow over Rio+20. Nevertheless, the G77 and China won a victory in having most of their issues accepted in the document,” Khor said.</p>
<p>Secretary-General of the Rio+20 summit Sha Zukang admitted the hurdles that had to be cleared before reaching final agreement.</p>
<p>“We think the text contains a lot of action. And, if this action is implemented, and if follow-up measures are taken, it will indeed make a tremendous difference in generating positive global change.”</p>
<p>Of course, he added, this document is the product of intensive protracted negotiations. And therefore, it is a compromise text.</p>
<p>“Like all negotiations, there will be some countries that feel the text could be more ambitious. Or, others who feel their own proposals could be better reflected. While still others might prefer to have their own language. But, let’s be clear: multilateral negotiations require give and take.”</p>
<p>Meena Raman, a negotiation expert at the Malaysia-based Third World Network said, “The outcome document does not have the ambition needed to save the planet or the poor but it has not taken us backwards, particularly given our initial fears that Rio+20 might be Rio-40.”</p>
<p>“This minimal outcome signals a lack of political courage, leadership and commitment from developed countries, and those campaigning for the future we really want will have to redouble our efforts.”</p>
<p>Ambassador Kohona said, “It is not going to be clever to disguise disinclination with clever terminology. We all know how donor countries mobilised massive funds at very short notice to deal with the financial crisis for which they themselves were responsible.”</p>
<p>“The environment may be approaching a much more serious crisis level,” he warned.</p>
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		<title>Alerta: um terço das espécies no mundo em risco de extinção</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jun 2012 17:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Fabíola Ortiz

 RIO DE JANEIRO, 19 Junho (TerraViva) – O alerta é global: um terço das espécies no mundo correm risco de extinção. São quase 20.000 espécies em perigo, anunciou a União Internacional para a Conservação da Natureza.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fabíola Ortiz</p>
<p>RIO DE JANEIRO, 19 Junho (TerraViva) – O alerta é global: um terço das espécies no mundo correm risco de extinção. São quase 20.000 espécies em perigo, anunciou a União Internacional para a Conservação da Natureza que lançou, nesta terça-feira, dia 19 de junho, a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas durante a Conferência Rio+20.</p>
<p><span id="more-1090"></span></p>
<p>O estoque de alimentos, água limpa e a sobrevivência de milhões de pessoas podem estar ameaçados pelo rápido declínio das espécies de animais e vegetais do planeta.</p>
<p><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/4980_Coral-reef-scene_Raja-Ampat-Islands_-IUCN-Photo-Library_Jason-Suwandy.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1091" title="4980_Coral reef scene_Raja Ampat Islands_ IUCN Photo Library_Jason Suwandy" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/4980_Coral-reef-scene_Raja-Ampat-Islands_-IUCN-Photo-Library_Jason-Suwandy-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Segundo levantamento de 63.837 espécies, 19.817 estão ameaçadas de extinção, das quais 41% dos anfíbios, 33% dos corais formadores de recifes, 25% dos mamíferos, 13% das aves, e 30% das coníferas.</p>
<p>A lista vermelha publicada pela IUCN (sigla em inglês para <em>International Union for Conservation of Nature</em>) é um “indicador crucial da saúde da biodiversidade mundial”, segundo o estudo.</p>
<p>“A sustentabilidade é uma questão de vida ou morte para a população do planeta. Um futuro sustentável não será possível se não conservarmos a diversidade biológica, bilhões de pessoas dependem da biodiversidade”, alertou a diretora geral da IUCN, Julia Marton-Lefèvre.</p>
<p>A lista vermelha revela ainda que os ecossistemas de água doce estão sob “grave pressão” devido ao aumento populacional e à exploração desenfreada dos recursos hídricos.</p>
<p><div id="attachment_1093" class="wp-caption alignright" style="width: 230px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/King-Cobra_Ophiophagus-hannah_Bosse-Jonsson_2.jpg"><img class="size-medium wp-image-1093" title="King Cobra_Ophiophagus hannah_Bosse Jonsson_2" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/King-Cobra_Ophiophagus-hannah_Bosse-Jonsson_2-220x300.jpg" alt="" width="220" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">King Cobra</p></div>
<p>Os peixes de água doce também correm risco em razão de “práticas pesqueiras insustentáveis e pela destruição do seu habitat pela poluição e construção de barragens”.</p>
<p>Um quarto da produção pesqueira mundial de água doce está no continente africano, porém 27% dos peixes na África estão ameaçados de extinção.</p>
<p>A pesca excessiva já reduziu mais de 90% de alguns estoques de peixes comerciais. Além disso, 36% das arraias estão ameaçadas de extinção.</p>
<p>Segundo a IUCN, mais de 275 milhões de pessoas dependem dos recifes de coral para alimentação, proteção da orla marítima e sobrevivência. A pesca em recifes de coral no mundo movimenta US$ 6.8 bilhões anuais.</p>
<p>No entanto, a pesca desenfreada afeta 55% dos recifes mundiais e, segundo a Lista Vermelha, 18% das garoupas, uma família de grandes peixes de recife de importância econômica estão ameaçadas.</p>
<p>O apelo do estudo é para que os recifes de coral sejam gerenciados “de forma sustentável para assegurar que continuem a fornecer a fonte de proteína essencial da qual dependem milhões de pessoas”.</p>
<p><div id="attachment_1094" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Two-tailed-Pasha_Charaxes-jasius_Wikimedia-Commons_Siga.jpg"><img class="size-medium wp-image-1094" title="Exif_JPEG_PICTURE" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Two-tailed-Pasha_Charaxes-jasius_Wikimedia-Commons_Siga-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Borboleta Charaxes-jasius</p></div>
<p>Segundo a Lista Vermelha, 16% das borboletas endêmicas da Europa estão ameaçadas. Os morcegos também estão em risco, com 18% ameaçados mundialmente. Borboletas  e morcegos são polinizadores e, de acordo com a IUCN, pelo menos, um terço da produção mundial de alimentos, 87 dos 113 principais cultivos alimentícios, dependem da polinização efetuada por insetos, morcegos e aves. Este serviço prestado pelo ecossistema é avaliado em mais de US$ 200 bilhões por ano.</p>
<p>“A mudança para uma economia verde exige o reconhecimento do papel que a biodiversidade e os ecossistemas desempenham nos assuntos econômicos. A biodiversidade é o alicerce do ‘verde’ na transição para uma nova economia. Um futuro realmente sustentável só será possível se os líderes na Rio+20 buscarem soluções que conservem a biodiversidade e, ao mesmo, tempo apóiem a sobrevivência e criem oportunidades de investimento empresarial”, argumentou a diretora global do Grupo de Conservação da Biodiversidade da IUCN, Jane Smart.</p>
<p>Aproximadamente 43% das espécies de serpentes endêmicas no sudeste asiático estão vulneráveis ou em perigo de extinção em razão do seu uso insustentável. As serpentes são utilizadas como medicinas tradicionais e fabricação de soro anti-ofídico, além de serem uma fonte de renda através da venda do couro.</p>
<p>“Em alguns países, plantas medicinais e animais fornecem a maior parte dos medicamentos e, até mesmo em países tecnologicamente avançados, como os EUA, a metade dos 100 medicamentos mais receitados provém de espécies selvagens”, informa o relatório.</p>
<p><div id="attachment_1095" class="wp-caption alignright" style="width: 246px"><a href="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Candy-Cane-Ginger_Curcuma-rhabdota_Jana-Leong-Skornickova.jpg"><img class="size-medium wp-image-1095" title="Candy Cane Ginger_Curcuma rhabdota_Jana Leong-Skornickova" src="http://www.ips.org/TV/rio20/wp-content/uploads/2012/06/Candy-Cane-Ginger_Curcuma-rhabdota_Jana-Leong-Skornickova-236x300.jpg" alt="" width="236" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Candy Cane Ginger</p></div>
<p>A Lista Vermelha da IUCN contribui para atingir uma das metas do plano estratégico para a Biodiversidade para 2020. <em></em></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>Dados de espécies e perigo:</strong></p>
<p>Total de espécies ameaçadas = 19.817</p>
<p>Extintas = 801</p>
<p>Extintas no habitat selvagem = 63</p>
<p>Seriamente Ameaçadas = 3.947</p>
<p>Ameaçadas = 5.766</p>
<p>Vulneráveis = 10.104</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(FIM/2012)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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