
Ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Crédito: Pepe Petos / WSFTV).
Por Koffigan E. Adigbli
Dacar, Senegal, 8/2/2011 (IPS/TerraViva) – As doutrinas do liberalismo impostas aos paÃses mais pobres não têm mais espaço na sociedade moderna, disse o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula, como é conhecido popularmente, apareceu ao lado do presidente senegalês, Abdoulaye Wade, no Fórum Social Mundial em Dacar, onde está participando de um encontro com altermundistas de todo o mundo. Lula declarou no seu discurso que está otimista diante dos dados econômicos atuais.
“A ordem econômica mundial não será mais moldada por algumas economias dominantesâ€, disse ele.
“Na América do Sul, mas acima de tudo nas ruas de Túnis e do Cairo, e em muitas outras cidades africanas, está nascendo uma nova esperança. Milhões de pessoas estão se erguendo contra a pobreza à qual estão sujeitas, contra o domÃnio de tiranos e contra a submissão dos seus paÃses a uma polÃtica dos grandes poderesâ€, afirmou Lula.
Ele também fez um apelo para que a Ãfrica tome conhecimento do potencial que o continente tem e do futuro extraordinário que o espera, com seus 800 milhões de habitantes e seu território imenso e rico, que permitiriam que seja a primeira no mundo a atingir uma independência na produção de alimentos.
“Por muito tempo, os paÃses ricos nos consideraram um problema e uma ameaça marginal, mas aqueles que nos deram lições de forma arrogante sobre como deverÃamos conduzir nossas economias não foram capazes, eles mesmos, de escapar da crise que nasceu no centro do mundo capitalistaâ€, destacou Lula.
Por outro lado, o presidente Wade se apresentou como um defensor da liberalização econômica. Ele chegou ao ponto de revelar que não estava tão de acordo com os movimentos antiglobalização, e que, mesmo compartilhando da ideia de que o mundo precisa de mudanças, o que ele acredita é na necessidade de reformas.
“Sou um apoiador da economia de mercado e não da economia gerida pelo Estado, que já falhou em todos os lugares ou está perto dissoâ€, disse ele, acrescentando que não está mais fazendo campanha pela Ãfrica por um lugar no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
“Se vocês que estão aqui, se tivessem apoiado essa ideia, então a Ãfrica já estaria no Conselho de Segurança. Desde 2000, eu segui o movimento de vocês, mas continuo – e me desculpem a franqueza – me fazendo a mesma pergunta: Vocês já obtiveram sucesso em mudar o mundo em nÃvel global?â€, questionou Wade. Envolverde/IPS
(FIM/2011)