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FSM
Pai do Socialismo do Século XXI questiona seus limites
Diego Cevallos

México, 26/01/2009, (IPS) - O pai do “socialismo do século XXI”, o sociólogo Heinz Dieterich, questiona o caráter pouco inovador e gerador de mudança que a seu ver tem o Fórum Social Mundial (FSM), que realiza nova edição esta semana em Belém do Pará.

Em entrevista à IPS Dieterich disse que este FSM será um dos mais chamativos ao coincidir com a chamada “crise do capitalismo”, mas, prevê que se no encontro for obtido algum tipo de consenso, dificilmente apontará para mudanças que vão além das estratégias “social-democratas atuais”.

Segundo o sociólogo alemão, que vive no México há várias décadas, tas estratégias visam a manter vivo o “sistema, com um toque de maior intervenção do Estado”, caminho que diz não compartilhar, pois, desde sua perspectiva, o que o capitalismo está sofrendo não é uma simples crise, mas o princípio de seu fim. O encontro principal do FSM acontecerá de amanhã até 1º de fevereiro, na capital paraense. De forma paralela, em várias cidades do mundo acontecerá o que seus realizadores chamam de “Belém expandida”. Assim ocorrerá na capital mexicana e na cidade de Chihuahua, na fronteira com os Estados Unidos.

“Realizar o fórum já é importante por permitir a aproximação entre organizações, universidades, ativistas e a sociedade, mas daí a obter mudanças existe um longo caminho”, disse à IPS Érika Terrazas, antropóloga que trabalha na Escola Nacional de Antropologia e Historia de Chihuahua e uma das organizadoras do FSM nessa cidade mexicana. Mesas de debate sobre problemas globais e locais, bem como conferências e atos manifestações artísticas serão parte dos diversos encontros que acontecerem no México entre 30 deste mês e 1º de fevereiro, afirmaram os organizadores. “Conseguir mudar as coisas é algo muito difícil, por exemplo, a insegurança pública que vivemos aqui em Chihuahua, mas o fato de nos reunirmos já é um avanço e é isso que buscamos com o FSM”, disse Terrazas. Quase 2.500 pessoas foram assassinadas em 2008 em Chihuahua em confrontos entre e contra narcotraficantes.

O Fórum Social Mundial acontecerá, como é tradicional, de forma paralela ao Fórum Econômico Mundial, que anualmente acontece na localidade suíça de Davos e que reúne governantes, especialistas e representantes de grandes companhias multinacionais. Para o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, membro do Comitê Internacional do FSM, os participantes do encontro de Belém deveriam concluir com uma postura “clara e visível sobre a crise” global originada nos Estados Unidos e a forma de como enfrentá-la.

Dieterich diz que o FSM, espaço que desde 2001 reúne movimentos sociais, não-governamentais e outras formas de agrupamento da sociedade civil, não ofereceu no passado, nem o fará no futuro, propostas inovadoras. Desde seu ponto de vista, os problemas que vive a economia mundial indicam que o “capitalismo industrial” chegou ao seu ponto final, após “250 anos de vida”, e que é o momento de “buscar uma nova civilização”. Mas esse impulso para a mudança não sairá do FSM que esteve e está dominado “pelo pensamento social-democrata e cristão progressista”, afirmou.

O Fórum Social Mundial está em linha de aceitar o novo “deal” (acordo) que oferece o flamante presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o que se traduz em continuar com o capitalismo, mas com um toque de maior intervenção do Estado e alguns acertos, disse Dieterich. Este sociólogo, que acaba de se aposentar da atividade de docente na Universidade Autônoma Metropolitana do México, é o criador do conceito do Socialismo do Século XXI, uma teoria economia social acentuadamente esquiva, de acordo com a opinião de alguns observadores.

Governos que se proclamam de esquerda, como o de Hugo Chávez na Venezuela e o de Rafael Correa, no Equador, afirmam que seguem o caminho do Socialismo do Século XXI. Dieterich, que no passado apoiou decididamente Chávez, nos últimos meses foi adotando posições cada vez mais críticas em relação ao processo político encabeçado pelo mandatário. Em 2005, antes de outro Fórum Social Mundial realizado no Brasil, o sociólogo disse à IPS que esses encontros não geram compromissos nem pronunciamentos políticos contundentes e que pareciam ser “escolas de verão”. O FSM de Belém pode ser diferente, afirma Dieterich agora. O fato de acontecer tendo a crise mundial como pano de fundo “lhe dá maior presença”, mas não levará a mudanças importantes, reiterou. (IPS/Envolverde)

Veja a cobertura especial do Fórum Social 2009 - http://envolverde.ig.com.br/?edt=35

(Envolverde/IPS)

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