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Grande esforço para reduzir a mortalidade infantil não é suficiente
Jonathan Migneault e Jamila Akweley Okertchiri

ACRA, 28 de Maio, (IPS) - O Gana deu um passo importante na redução da mortalidade de menores de cinco anos ao tornar-se o primeiro país africano a introduzir duas novas vacinas para o rotavíros e infecções pneumocócicas.

Mas um funcionário do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) neste país da África Ocidental afirma que esta medida não é suficiente para atingir o Objectivo de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas (ODM) referente à redução, em dois terços, da mortalidade infantil com idade inferior a cinco anos até 2015.

Actualmente, 80 em cada 1.000 crianças não ultrapassam os cinco anos no Gana. De acordo com a UNICEF, a Somália tem a taxa de mortalidade infantil mais elevada, com 180 mortes por cada 1.000 nados-vivos, enquanto que a Suécia e a Finlândia têm a taxa mais baixa, com três mortes por 1.000 nados-vivos (fonte: http://www.childinfo.org/mortality_ufmrcountrydata.php). Para atingir o quarto ODM, o Gana terá de reduzir a taxa de mortalidade de menores de cinco anos para 40 mortes por 1.000.

"O Gana está a fazer muito, mas penso que não é o suficiente," disse o Dr. Anirban Chatterjee, director de saúde e nutrição da UNICEF no Gana. Referia-se aos esforços do país relativamente às novas vacinas e à campanha do Serviço de Saúde no sentido de educar as mães sobre nutrição. "Penso que é definitivamente necessário haver melhoria."

O rotavírus e as infecções pneumocócicas são as principais causas da diarreia e da peneumonia que afectam as crianças do Gana. Em conjunto, são responsáveis por cerca de 25 por cento da mortalidade de menores de cinco anos, estando classificadas logo atrás da malária como as causas principais da mortalidade infantil neste país.

Ambas as vacinas contra o rotavírus e as infecções pneumocócicas estão a ser dadas às crianças mais pequenas antes de fazerem quatro meses. Actualmente, a medida está a ser aplicada em todo o país e em hospitais seleccionados em Acra. A Aliança GAVI, uma parceria de saúde público-privada mundial, tem ajudado a financiar as vacinas, que serão disponibilizadas gratuitamente a todas as crianças do Gana. Prevê-se que mais de 400.000 crianças neste país de 25 milhões de pessoas sejam vacinadas contra estas duas doenças.

Segundo o Dr. Dr. Antwi Adjei, director do programa alargado de imunização no Serviço de Saúde do Gana, espera-se que as duas novas vacinas impeçam a ocorrência de 12.000 mortes causadas pela peneumonia e de outras 10.000 mortes causadas pela diarreia.

No dia 26 de Abril, o Ministro da Saúde do Gana, S. K. Bagbin, afirmou num comunicado de imprensa que as novas vacinas iriam dar ao país o empurrão adicional de que precisa para atingir o quarto ODM até 2015.

Mas, para a UNICEF, é preciso que os esforços no sentido de melhorar a saúde nutricional das crianças e de as vacinar ocorram em conjunto de forma a reduzir a mortalidade das crianças com menos de cinco anos. Chatterjee afirmou que, às vezes, a má nutrição pode duplicar ou triplicar a possibilidade de se morrer com uma doença como a diarreia ou a pneumonia.

"As crianças subnutridas são mais susceptívas de contraírem uma doença, de contraírem formas severas de uma doença e de morrerem devido a ela," asseverou.

A amamentação exclusiva nos primeiros seis meses da vida do bebé é uma maneira de se impedir a subnutrição nesse período crucial. A UNICEF promove esta prática porque ela ajuda a criar imunidade contra as doenças fatais na infância, como a diarreia e a pneumonia.

No Gana, 63 por cento das crianças são exclusivamente amamentadas durante este período, valor relativamente elevado quando comparado a outros países em desenvolvimento. No entanto, muitas mulheres não amamentam os filhos porque não se apercebem dos benefícios, ou trabalham num ambiente - como o sector informal - onde é difícil fazê-lo.

Adjei explicou que os diferentes departamentos do Serviço de Saúde do Gana estabelecem uma cooperação constante com respeito às vacinas e à nutrição. Os diversos departamentos do Serviço participam actualmente numa reunião no âmbito da Semana de Promoção da Saúde Infantil visando desenvolver novas estratégias e programas relacionadas com a saúde infantil.

Um grande desafio para o Serviço de Saúde do Gana será fazer chegar a todas as crianças as vacinas contra a o rotavírus e as infecções pneumocócicas. Cerca de 87 por cento das crianças com menos de um ano no Gana foram vacinadas contra a tuberculose, poliomielite, tétano, hepatite B, sarampo e diversas outras doenças que afectam as crianças. Mas tem sido difícil chegar aos últimos 13 por cento.

"Onde quer que estejam as pessoas, temos a responsabilidade de as contactar e vaciná-las," afirmou Adjei. "Os crescentes custos também tornam isto cada vez mais difícil."

Por exemplo, algumas comunidades isoladas que vivem em redor do Lago Volta, no centro do Gana, só podem ser contactadas por barco. É muito mais difícil para o Serviço de Saúde do Gana contactar com estas comunidades do que servir as populações urbanas.

Um pequeno número de cidadãos do Gana também não aceita receber vacinas devido a crenças tradicionais ou religiosas. Adjei contou, por exemplo, que o dialecto local Twi só tem uma palavra para "medicamento" que não diferencia entre vacinas preventivas e medicamentos que são usados para tratar de doenças. Acrescentou que é difícil ultrapassar estas crenças.

"Felizmente para nós estes são casos isolados," disse.

O Hospital La General em Acra foi uma das primeiras instituições a oferecer vacinas na capital, na sexta-feira, no dia 4 de Maio. Cerca de 40 mães juntaram-se no hospital com os seus bebés a chorarem às costas enquanto esperavam que os filhos fossem vacinados.

Gladys Otabil esteve no Hospital La General com o filho de dois meses, Gabriel.

"Tudo o que pude compreender é que estas duas vacinas adicionais vão proteger o meu filho contra qualquer doença ou enfermidade," disse. Otabil acrescentou que também foi aconselhada a amamentar o filho nos primeiros seis meses da sua vida.

A distribuição das vacinas vai chegar aos outros hospitais em Acra e em todo o Gana nas próximas semanas.

(FIN/2012)

 
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