África
  Mundo
  Economía
  Direitos Humanos
  Saúde
  Ambiente
  Globalização
  Arte e Cultura
  Energia
  Politica
  Desenvolvimento
  Colunistas
 
  RSS o que é isso?
   ENGLISH
   ESPAÑOL
   FRANÇAIS
   SVENSKA
   ITALIANO
   DEUTSCH
   SWAHILI
   MAGYAR
   NEDERLANDS
   ARABIC
   POLSKI
   ČESKY
   SUOMI
   PORTUGUÊS
   JAPANESE
   TÜRKÇE
PrintSend to a friend
 


Perguntas e Respostas: infra-estruturas hídricas são insuficientes na África Austral
Siphosethu Stuurman entrevista PHERA RAMOELI, Funcionário Superior Responsável pelos P

Joanesburgo, 28 de Maio, (IPS) - O custo da manutenção e da expansão das infra-estruturas hídricas na África Austral é elevado. E embora a África do Sul se encontre em melhor situação económica do que o resto da região, também enfrenta desafios de financiamento que são semelhantes aos dos seus vizinhos.

Recentemente, milheres de residentes em Diepsloot, um grande município na África do Sul, tiveram de aguardar em filas durante horas para terem acesso a água potável depois do respectivo abastecimento ter sido contaminado por esgotos. Além disso, o Ministério dos Assuntos Hídricos anunciou em Abril que lhe faltava 56 por cento dos 71 mil milhões de doláres necessários para modernizar as infra-estruturas hídricas.

Mas a situação não é diferente do que se passa noutros lugares na região, segundo Phera Ramoeli, Funcionário Superior Responsávelo pelos Programas no Secretariado da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.

"A região precisa efectivamente de fazer muito trabalho no sentido de melhorar as suas infra-estruturas porque o abastecimento de água e o saneamento estão dependentes da disponiblidade da água como fonte. Mas o saneamento também afecta a viabilidae e a qualidade da água se não for devidamente tratado," afirmou Ramoeli.

Acrescentou que as infra-estruturas, especialmente no sector da água, são dispendiosas. "Nem sempre temos os recursos financeiros suficientes para construir novas infra-estruturas, manter as existentes e fazê-las funcionar de forma eficiente," disse.

Seguem-se extractos da sua entrevista à IPS:

P: Que desafios os países na região têm de enfrentar a nível da provisão de água potável às as suas populações?

R: Não temos infra-estruturas adequadas para lidar e tratar da água de modo a disponibilizá-la a todas as pessoas na região. Mesmo com as infra-estruturas existentes, temos o problema da operacionalização e manutenção. Na sua grande maioria, a população na nossa região não goza do nível de desenvolvimento de infra-estruturas que é necessário para garantir que as pessoas recebam a água e o saneamento adequados que precisam.

P: Que papel as alterações climáticas têm desempenhado nos problemas hídricos da região?

R: As alterações climáticas estão a piorar a situação na região da África Austral porque somos uma região caracterizada pela vulnerabilidade e mudança. Por outras palavras, a água varia em termos da sua disponibilidade no tempo e no espaço.

Algumas zonas da região não têm um abastecimento de água adequado ou têm muito pouca água. Os países nas zonas situadas no sudoeste da região sentem maior escassez de água do que aqueles no nordeste e nalgumas partes do centro, como a Zâmbia e a República Democrática do Congo (RDC). As alterações climáticas tendem a exacerbar os problemas hídricos, assim como o crescimento populacional.

P: Qual é o empenho da região quanto à concretização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio das Nações Unidas (ODMs) com respeito à provisão de água e saneamento adequados até 2015?

R: Estão a ser envidados esforços no sentido de se concretizarem os ODMs. Alguns dos países na região já conseguiram atingir esses objectivos mas apenas para 50 por cento da população. A população não permanece constante quando se tenta atingir os ODMs mas continua a crescer e, portanto, isso torna-se um alvo inatingível. Mas claro que temos de aumentar os nossos esforços.

P: Pode mencionar alguns países que estão no bom caminho quanto à concretização dos ODMs?

R: Diz-se que a África do Sul está no bom caminho quanto à concretização dos ODMs, e talvez outros países como as Maurícias, cujo acesso à água e saneamento já chegou aos 99 por cento. É claro que temos de olhar à qualidade desse acesso mas, em geral, existem países na região que vão concretizar os ODMs.

P: Que países enfrentam dificuldades em oferecer água potável e saneamento a todos?

R: Temos vários países na região que continuam a ser pobres. Madagáscar é um país que está a ter dificuldades, assim como a RDC e talvez Angola - porque o país esteve envolvido numa guerra que tornou a situação mais difícil. Nestes países, o atraso que têm de ultrapassar é muito maior em comparação ao que existe nos outros países da região.

A região está realmente a tentar o seu melhor no sentido de garantir o acesso à água a todas as pessoas. Claro que isto é algo que vai demorar algum tempo, mas precisa de ser resolvido com urgência.

(FIN/2012)

 
Terramérica - Meio Ambiente e Desenvolvimento
  Mais noticias
News in RSS
 Sri Lanka recorre e métodos ancestrais contra a mudança climática
 Salva-vidas afunda ainda mais a Grécia
 Ampliação de estrada atenta contra patrimônio cultural indiano
 A ignorada faceta produtiva da cannabis
 DESTAQUES: Código de barras até em colmeias
 REPORTAGEM: Estrada no Parque Nacional do Iguaçu pode acabar em impasse
 "Quando a corda da desigualdade se rompe, você tem uma crise política"
 Direitos femininos serão eixo de reunião do UNFPA em Montevidéu
 Preocupa que tensão entre Rússia e Estados Unidos afete negociação nuclear
 Trabalhadores espanhóis vítimas de disputa entre Madri e Gibraltar
MAIS>>
  Latest News
News in RSS
 Yakama Nation Tells DOE to Clean Up Nuclear Waste
 World Cuts Back Military Spending, But Not Asia
 The Iranian Nuclear Weapons Programme That Wasn’t
 U.S. Blasted on Failure to Ratify IMF Reforms
 Developing Nations Seek U.N. Retaliation on Bank Cancellations
MORE >>
  Ultimas Noticias
News in RSS
 Sociedad civil quiere más influencia en nueva agenda de desarrollo
 Llega Qelasy, la tableta inventada en Costa de Marfil
 â€œLa agricultura necesita una nueva revolución”
 Incidencia mundial del cáncer versus mortalidad por región
 Países con mayor incidencia y mayor mortalidad por cáncer
MÁS >>