África
  Mundo
  Economía
  Direitos Humanos
  Saúde
  Ambiente
  Globalização
  Arte e Cultura
  Energia
  Politica
  Desenvolvimento
  Colunistas
 
  RSS o que é isso?
   ENGLISH
   ESPAÑOL
   FRANÇAIS
   SVENSKA
   ITALIANO
   DEUTSCH
   SWAHILI
   MAGYAR
   NEDERLANDS
   ARABIC
   POLSKI
   ČESKY
   SUOMI
   PORTUGUÊS
   JAPANESE
   TÜRKÇE
PrintSend to a friend
 

O mundo joga seu futuro na Rio+20
Isabella De Grave

Nações Unidas, 11/6/2012, (IPS) - Danos ecológicos irreversíveis desestabilizarão os sistemas que sustentam a vida na Terra se não forem tomadas medidas urgentes, afirma o informe Perspectivas do Meio Ambiente Mundial (GEO 5).


Crédito: UN Photo/Paulo Filgueiras
“Os governos enfrentarão níveis sem precedentes de dano e degradação”, alertou o secretário-geral adjunto da ONU e diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner.
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece este mês no Rio de Janeiro, é uma oportunidade crucial para adotar medidas contra essa deterioração, segundo o estudo, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

O GEO 5 compila três anos de pesquisa sobre o estado do meio ambiente no planeta, e foi produzido com a colaboração de mais de 600 especialistas, instituições e outras agências da Organização das Nações Unidas (ONU). Documenta as grandes mudanças ecológicas na Terra, citando uma alarmante variedade de eventos climáticos sem precedentes na história humana, desde inundações e secas até extinção de espécies, elevações do nível do mar e das temperaturas, contaminação e doenças.

O informe do Pnuma pede uma ação urgente e decisiva, pouco antes de começar a Rio+20, quando se reunirão mais de 130 líderes mundiais para debater uma resposta aos desafios que o planeta enfrenta. "Se a atual tendência continuar, se prevalecerem os atuais padrões de produção e consumo, e não puderem ser revertidos, então os governos enfrentarão níveis sem precedentes de dano e degradação", alertou o secretário-geral adjunto da ONU e diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner.

O estudo demonstra o fracasso dos governos na hora de encarar os problemas ecológicos, mostrando que, das mais de 500 metas internacionais acordadas para proteger o meio ambiente, apenas quatro mostram sinais de progresso. Estas são o fim da produção e do uso de substâncias que esgotam a camada de ozônio, a eliminação do chumbo dos combustíveis, a melhoria no acesso ao fornecimento de água, e a redução da contaminação no ambiente marinho.

Com referência à mudança climática, o chefe da equipe do Pnuma que elaborou o GEO 5, Matthew Billot, considerou "improvável que o mundo cumpra sua meta" de impedir um aumento das temperaturas globais superior a dois graus. "O ritmo da destruição simplesmente acelerou", alertou, acrescentando que o planeta passará por um caminho insustentável, aproximando-se, e às vezes ultrapassando, os limites críticos. O consumo de água na Terra triplicou nos últimos 50 anos, e, portanto, deveríamos estar mais conscientes de sua importância, "não só nos países áridos e quentes, mas em todo o mundo", advertiu à IPS.

A América do Norte emerge como a maior consumidora de água, com mais de 2.798 metros cúbicos por pessoa ao ano, o dobro da média mundial. Pelas tendências atuais, mais de uma em cada dez pessoas carecerão de água potável até 2015, e para o final do século a disponibilidade estará muito abaixo da demanda, indicou a diretora do Escritório Regional do Pnuma para a América do Norte, Amy Fraenkel. "Conforme cresce a população mundial (hoje na casas dos sete bilhões, com expectativa de chegar aos nove bilhões em 2050), a subsistência se torna mais problemática, considerando a escassez de recursos e os desafios ambientais.

"Este é um tema crucial", disse Fraenkel à IPS. "As soluções que propomos são práticas, e nos levarão a uma economia mais verde", acrescentou, referindo-se às políticas sugeridas pelo Pnuma, baseadas em casos de sucesso e adaptadas às necessidades ambientais particulares dos diferentes países. Um dos exemplos de êxito é a tendência ao investimento em energias renováveis. Destaca-se o caso da província canadense de Ontário, onde foi estabelecido que uma porcentagem da rede energética deve ser alimentada por fontes renováveis.

Em entrevista coletiva no dia 6 deste mês, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou a energia como um pilar da economia verde, e a definiu como o "cordão de ouro que conecta o crescimento econômico, a igualdade social e a sustentabilidade ambiental". Nesta frente ainda há muito por fazer. Na América do Norte as iniciativas de energia renovável são mais "exceções à regra", destacou Fraenkel, acrescentando que a mudança para este tipo de fonte "é certamente mais lento" nessa região do que em qualquer outra. Em termos de mercado, os combustíveis fósseis continuam sendo a maior fonte de energia para a América do Norte, graças ao apoio de subvenções dos governos.

"Uma clara resposta é a eliminação dos perversos subsídios aos combustíveis fósseis, que estão criando um mercado no qual a energia renovável simplesmente não pode competir", advertiu Fraenkel, que também exortou os políticos a repensarem a filosofia econômica de modo a se procurar um crescimento sustentável, integrando o meio ambiente às suas decisões. "A forma como temos tratado o meio ambiente é como se fosse um acréscimo, um luxo dos países ricos, algo que deve ser encarado apenas quando a economia se desenvolver. Esta é a filosofia de nossas economias ocidentais industrializadas", apontou Fraenkel.

Em sua mensagem pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no dia 5, Ban Ki-moon afirmou que para haver uma efetiva transição rumo a uma economia verde "temos que refutar o mito de que existe um conflito entre a economia e a saúde ambiental". O informe GEO 5 conclui que a passagem para a economia verde poderia gerar entre 15 milhões e 60 milhões de empregos em todo o mundo nas próximas duas décadas, e tirar dezenas de milhões de pessoas da pobreza. Envolverde/IPS (FIN/2012)

 
Terramérica - Meio Ambiente e Desenvolvimento
  Mais noticias
News in RSS
 Sri Lanka recorre e métodos ancestrais contra a mudança climática
 Salva-vidas afunda ainda mais a Grécia
 Ampliação de estrada atenta contra patrimônio cultural indiano
 A ignorada faceta produtiva da cannabis
 DESTAQUES: Código de barras até em colmeias
 REPORTAGEM: Estrada no Parque Nacional do Iguaçu pode acabar em impasse
 "Quando a corda da desigualdade se rompe, você tem uma crise política"
 Direitos femininos serão eixo de reunião do UNFPA em Montevidéu
 Preocupa que tensão entre Rússia e Estados Unidos afete negociação nuclear
 Trabalhadores espanhóis vítimas de disputa entre Madri e Gibraltar
MAIS>>
  Latest News
News in RSS
 U.S. Missing in Child Rights Convention
 A Game-Changing Week on Climate Change
 Iranians Keep Hope Alive for Final Nuclear Deal
 OPINION: Why Israel Opposes a Final Nuclear Deal with Iran and What to Do About It
 U.S. Proposes Major Debt Relief for Ebola-Hit Countries
MORE >>
  Ultimas Noticias
News in RSS
 Propuesta de Corte Internacional Anticorrupción cobra bríos
 Petróleo salado impulsa desarrollo tecnológico en Brasil
 Las trabas contra el desarrollo están en el sistema internacional
 Equidad de género para mujeres y hombres por igual
 Los sijs, víctimas de persecución religiosa en Pakistán
MÁS >>