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Zimbabwe
Reparar as Fugas de Água na Cidade
Ignatius Banda

BULAWAYO, 15 de Junho, (IPS) - Thomas Njini está habituado a limpar os esgotos e os canos de água. Responde diariamente a chamadas que o levam a limpar dejectos humanos para desobstruir os esgotos bloqueados. É um trabalho que continua a fazer com uma dedicação invejável nesta cidade de dois milhões de pessoas.

"É o meu trabalho, o que posso fazer?" pergunta Njini, que pertence aos quadros do município que trabalham ininterruptamente para limpar as infra-estruturas de água e de esgotos bloqueadas por toda a cidade. Mas, de acordo com os funcionários municipais, o trabalho está a diminuir lentamente, um ano depois da cidade ter iniciado o ambicioso projecto designado Resposta de Emergência de Bulawayo para o Saneamento e Água (BOWSER) O projecto BOWSER foi iniciado em 2010 ao abrigo do programa de ajuda externa do governo australiano, AusAid. O subsídio de 4,6 milhões de dólares foi usado para repor e desbloquear os canos velhos construídos antes da independência do Zimbabwe em 1980 e que se tornaram parte da paisagem urbana neste país. Com o passar dos anos, as fugas de águas residuais e de águas tratadas correntes tornaram-se uma ocorrência diária, havendo preocupações constantes acerca da propagação de doenças transmissíveis pela água. Em 2008, um surto de cólera ceifou cerca de 4.000 vidas em todo o país. Segundo os funcionários municipais e o parceiro responsável pela execução, a Visão Mundial, a cidade estava a perder perto de 50 por cento da sua água purificada devido a fugas e ruptura de canos. Mas, graças ao projecto, isto foi reduzido para cerca de 20 por cento desde Abril. Num comunicado no início deste ano, o director nacional da Visão Mundial, Edward Brown, afirmou que os bloqueios de esgotos da cidade tinham diminuído de cerca de 250 por dia para cerca de nove por dia no primeiro trimestre deste ano. "O projecto procura a remoção dos excrementos dos canos bloqueados que depois são devidamente eliminados e iremos igualmente desobstruir os bloqueios através de jactos provenientes de aparelhagem mecânica. Procuraremos igualmente limpar a água através do sistema de água canalizada da cidade," afirmou o porta-voz do município, Bongani Ngwenya, num comunicado aos jornalistas locais. "O projecto está localizado em zonas de elevada densidade que foram as mais afectadas pelos esgotos com rupturas, assim como as velhas redes de distribuição de água", acrescentou Ngwenya. Embora o município ainda não tenha quantificado o custo da água perdida com as fugas, a respectiva reparação e a substituição de canos velhos é uma boa notícia para uma cidade que sente a escassez de água. As barragens que fornecem água estão constantemente sob ameaça de ficarem secas e não conseguem fornecer água suficiente aos residentes da cidade. Para Njini e para aqueles que estão na linha da frente na resolução destes desafios de água, saneamento e higiene, este é um passo positivo em frente. "Penso que são boas notícias porque sinceramente não há muitas pessoas que gostam de um emprego onde o contacto com os dejectos humanos faz parte do trabalho," afirmou Njini. "Trata-se de um exercício a longo prazo e esperamos que isto (a substituição dos canos velhos) continue para além dos 18 meses que se espera que o BOWSER esteja m funcionamento," disse um funcionário gvernamental que se recusou a ser identificado. "Bulawayo é uma cidade velha e o trabalho de reabilitação completa da rede de distribuição de água e sistemas de esgotos vai precisar de muito mais que o subsídio australiano," disse o funcionário. O Presidente do Município, Thaba Moyo, afirmou que a cidade vai precisar de cerca de 100 milhões de dólares para a renovação completa da rede de distribuição de água e dos esgotos da cidade. É dinheiro que a autoridade local só pode obter de agências doadoras. Bulawayo é uma das muitas cidades africanas onde o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, UNHABITAT, afirma ter assistido a um crescimento exponencial das populações urbanas nos últimos anos. Mas isto não foi acompanhado pelo desenvolvimento das infra-estruturas. Uma auditoria realizada pelo município de Bulawayo indica que os constantes esgotos rebentados são o resultado da estagnação do desenvolvimento das redes de esgotos, apesar do crescimento contínuo da cidade. Esta situação criou igualmente problemas para os arquitectos urbanistas que procuram desenvolver novos projectos de habitação para aqueles que procuram casas. Nas últimas duas décadas, a cidade de Bulawayo assisitu à criação de novas áreas residenciais. Mas o município concedeu terrenos para construção em áreas onde não há redes de esgotos e de abastecimento de água, obrigando os novos proprietários a utilizarem o mato para as suas abluções e as áreas residenciais vizinhas para obterem água. No entanto, os esgotos e as redes de água com rupturas tornaram-se um problema nacional, já que os municípios têm dificuldades em manter infra-estruturas velhas com orçamentos reduzidos e diferendos de longa data com os contribuintes. Os residentes afirmam que a reparação dos esgotos de Bulawayo já devia ter sido feita há muito tempo visto que têm vivido com a ameaça de doenças como a cólera há muito tempo. "Esta tem sido uma das nossas principais preocupações em relação ao município - que exija que paguemos taxas quando continuamos a viver com esgotos rebentados mesmo à nossa porta. Esperamos que este projecto faça uma diferença, afirmou Tholani Mkhwananzi, da Associação Progressista dos Residentes de Bulawayo. "Os residentes apenas pagarão um serviço que estejam a receber, e temos a esperança que a cidade poupe água destas fugas em canos velhos porque a água é algo que a cidade não pode continuar a perder," explicou Mkhwananzi. O projecto ainda não foi reproduzido em todo país. (FIN/2012)

 
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