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GRANDES NOMES
Crescimento verde pode sustentar o progresso
Hasan Tuluy*

RIO DE JANEIRO, Brasil, 22 de junho, (IPS) - (Tierramérica).- A América Latina pode ser vítima de seu próprio êxito econômico, ligado à generosidade da natureza, devido ao aumento do consumismo, disse o vice-presidente do Banco Mundial para a região, Hasan Tuluy.


Crédito: Claudius/IPS

O desenvolvimento econômico e social se coloca como o pilar da estratégia latino-americana para criar uma sociedade mais equitativa e moderna. Após décadas de luta para alcançar o equilíbrio correto entre crescimento e igualdade, a região deu um passo à frente, tirando mais de 73 milhões de pessoas da pobreza na última década, aumentando a riqueza, registrando taxas de crescimento médio de 4% e se convertendo em uma fonte de estabilidade em meio à incerteza mundial.

Estas formidáveis conquistas, porém, poderiam se ver ameaçadas no caso de não serem ambientalmente sustentáveis. Para conseguir isto, a região lida com a necessidade de continuar crescendo para combater a pobreza e resguardar os recursos naturais para que as próximas gerações possam utilizá-los de maneira produtiva. Esta é a essência de uma agenda de crescimento verde com benefícios para todos.

A região da América Latina e do Caribe poderia se converter em uma vítima de seu próprio êxito econômico. A recente bonança regional derivou em uma urbanização explosiva, nas taxas de motorização mais elevadas do mundo e em uma matriz energética que tende a se afastar de sua tradicional marca hidrelétrica.

O êxito econômico desta está intimamente ligado à generosidade da natureza. Mais de 97% do PIB regional é gerado em países exportadores de matéria-prima (petróleo, minerais e produtos agropecuários). Estes recursos poderão diminuir significativamente em menos de uma geração caso não mudem as atuais taxas de extração ou não sejam adotadas técnicas agropecuárias mais inteligentes.

A boa notícia é que a região se encontra na vanguarda com relação a algumas das práticas verdes mais inovadoras do mundo. Atualmente, ostenta a matriz energética de mais baixo carbono do mundo em desenvolvimento, o Sistema de Transporte Rápido mais extenso do mundo e o primeiro mecanismo de seguro diante de risco catastrófico para melhorar a capacidade de recuperação diante de um desastre natural.

Também adotou esquemas de pagamento para a conservação do meio ambiente, que ajudaram a Costa Rica a se converter em símbolo ambiental em nível mundial e em um paraíso do ecoturismo, depois de ter sido o pior desmatador da região, em meados da década de 1990. Graças ao programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), que cobre uma superfície semelhante à da França, há quatro anos o Brasil registra queda em sua taxa de desmatamento.

Em nível urbano, Rio de Janeiro, sede da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, é um dos líderes verdes da região. A cidade é uma das primeiras no mundo a implantar um sistema de monitoramento de emissões de gases de efeito estufa. Aos seus moradores oferece a segunda ciclovia mais longa da América Latina, depois da de Bogotá. E, após melhorias em seu sistema de trens urbanos, o número de viajantes aumentou a níveis que tornam desnecessários os subsídios - uma economia de US$ 121 milhões ao ano.

O desafio agora será manter e expandir estas e outras iniciativas na medida em que a América Latina se urbaniza e a crescente classe média aspira por uma vida melhor, enquanto a exposição aos desastres naturais aumenta. A região tem a oportunidade de escolher um caminho que leve a um crescimento forte e sustentável. As opções que tomar agora definirão as próximas décadas para setores cruciais como infraestrutura, energia e serviços urbanos, todos eles definidores do crescimento urbano e da qualidade de vida das maiorias.

A região pode liderar o uso de práticas agropecuárias mais eficientes e climaticamente inteligentes, bem como meios de transporte de carga mais eficientes e ecológicos, como ferrovias e hidrovias. Alguns poderão argumentar que promover a adoção no Sul de políticas de crescimento mais responsáveis é injusto. Afinal das contas, o mundo desenvolvido não pensou muito no meio ambiente, na medida em que gerava níveis sem precedentes de riqueza, saúde e segurança.

Hoje em dia, os Estados Unidos emitem 18 toneladas de CO2 por habitante e a Europa 7,8 toneladas por habitante. O latino-americano médio emite o equivalente a 2,8 toneladas de CO2. Apesar disso, estou convencido de que os dirigentes regionais estão menos interessados em apontar com o dedo os culpados, preferindo tomar as decisões corretas que levarão a região e sua gente por um caminho de prosperidade contínua e sustentável.

* Hasan Tuluy é vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe. (FIN/2012)

 
Terramérica - Meio Ambiente e Desenvolvimento
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