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Rebeldes na RDC mantêm cerca de 200 crianças-soldado
Emmanuel Chaco

Kinshasa, República Democrática do C, 5/7/2012, (IPS) - "Vi pelo menos três ou quatro crianças acompanhando cada combatente adulto", disse Jean Claver Rukomeza, morador em Runyonyi, um dos redutos do grupo rebelde M23, que luta desde março no leste da República Democrática do Congo (RDC).

"Os combatentes adultos não permitem que os moradores se aproximem para falar com esses jovens", acrescentou Rukomeza, ex-jornalista na emissora de rádio privada Mapendo, que transmite desde Butempo, em Kivu do Norte, província da RDC e epicentro do último levante. O jornalista acrescentou que todos os combatentes falam kinyarwanda, língua usada em Ruanda e outras partes do leste da RDC.

Estas declarações de testemunhos apoiam as sérias acusações feitas por porta-vozes do governo congolense na televisão nacional no mês passado. Ao falar na televisão no dia 30, o ministro das Comunicações, Lambert Mende, negou os rumores de que "a RDC armou e equipou membros das FDLR (Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda) e ex-soldados das FAR (Forças Armadas Ruandesas) para atacar o regime de Kigali".

Por outro lado, assegurou que, "entre março e abril de 2012, Ruanda recrutou cerca de 200 crianças, que treinou e enviou como soldados de combate para o M23". Mende fez estas declarações depois da publicação, em 21 de junho, de um informe da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a situação no leste da RDC e sobre o apoio externo que goza o novo movimento rebelde.

O estudo diz que, entre abril e maio deste ano, o "M23 recrutou numerosos meninos e meninas para carregarem equipamentos militares e também lutar". A rebelião do M23 "foi lançada por Bosco Ntaganda, ex-general das forças armadas da RDC, com apoio de Laurent Nkunda Batware, ex-presidente do CNDP" (Congresso Nacional para a Defesa do Povo), governo rebelde estabelecido em Kivu, diz a versão francesa do informe. O M23 é integrado por outros altos membros do CNDP "buscados pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra e contra a humanidade".

O informe - baseado em testemunhos corroborados de soldados, ativos e desertores, bem como em informação de inteligência do exército congolense - detalha o recrutamento de crianças, bem como o fornecimento de munições, treinamento e cuidados médicos para ex-combatentes do M23 por parte da vizinha Ruanda. No informe, e em um anexo publicado em 27 de junho, o Grupo de Especialistas das Nações Unidas sobre a RDC inclui os nomes de militares ruandeses de alta patente que estariam envolvidos. Também menciona Bosco e Laurent.

Especialistas recordam que quando o líder rebelde Thomas Lubanga Dyilo foi julgado por recrutar crianças para a luta na província de Ituri entre 2002 e 2003, Ntaganda foi mencionado como cúmplice. "O veredito motivou mais chamados para que Ntaganda fosse preso e levado ao TPI", com sede na cidade holandesa de Haia.

O encarregado de negócios da missão permanente da RDC na ONU, Mukongo Ngay Zénon, enviou uma carta, em 18 de junho, a Li Baodong, presidente do Conselho de Segurança, chamando a atenção "para o apoio que o M23 recebe de Ruanda e sobre a existência de uma cadeia de recrutamento nesse país". "Após uma investigação feita pelo governo e pela Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDC (Monusco), as conclusões nos permitem dizer que muitos dos combatentes recrutados são ruandeses, entre eles cerca de 200 menores", diz a carta, à qual a IPS teve acesso.

Dias antes, o chanceler da RDC, Raymond Tshibanda N'Tungamulongo, escreveu a Baodong dizendo que o M23 "depende de alianças nefastas" e conta com o apoio de Ruanda. "Entre os combatentes capturados pelas forças armadas da RDC há membros das FDLR, muitos dos quais tinham sido repatriados para Ruanda pela Monusco", afirmou. As FDLR estão formadas por membros da etnia hutu que lutam contra o regime tutsi em Kigali desde 1996. A organização mantém bases de retaguarda na vizinha RDC.

Entretanto, para Jonathan Kavugho, ex-combatente da Aliança de Forças Democráticas para a Libertação do Congo (AFDL), o grupo armado liderado por Laurent Désiré Kabila, que tomou o poder em Kinshasa em maio de 1997, a presença de ruandeses nas fileiras do M23 não é a maior preocupação. "É a decisão do governo, de março de 2012, de suspender as operações militares na região, o que está causando problemas, pois permitiu que algumas unidades das FDLR que já haviam sido enviadas de regresso a Ruanda lentamente recuperassem suas antigas posições", afirmou.

A chanceler de Ruanda, Louise Mushikiwabo, negou qualquer envolvimento de seu país com o M23 e disse que se trata apenas de "rumores". "Ruanda não está nem perto nem remotamente envolvida na desestabilização da RDC, e os dois países trocaram embaixadores para mostrar para todo o mundo que já não é possível ter suspeitas sobre essa ideia", afirmou no dia 25 de junho na sede da ONU, em Nova York. O Conselho de Segurança adotou uma resolução exortando a RDC a continuar com seus esforços para acabar com a rebelião do M23, e condenou qualquer governo que der apoio aos insurgentes, embora sem especificar. Envolverde/IPS (FIN/2012)

 
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