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O Sul deve reconsiderar políticas e estratégias
Yilmaz Akyuz*

Genebra, Suíça, novembro/2012, (IPS) - Há diversas razões para crer que as forças que impulsionaram o crescimento das economias em desenvolvimento e emergentes desde 2009 desaparecerão no médio prazo. Tampouco voltarão as muito favoráveis condições econômicas internacionais existentes antes da crise global.

Isso significa que, a menos que existam mudanças fundamentais em como esses países se integram à economia mundial, a recente assombrosa ascensão do Sul poderá ser apenas um fenômeno passageiro, e a velocidade de sua convergência com os níveis de renda das economias avançadas poderá diminuir nos próximos anos.

Os países em desenvolvimento enfrentam dois desafios interdependentes que exigem uma reconsideração de suas estratégias. Em um futuro imediato correrão o risco de uma relevante queda em suas taxas de crescimento, que poderá ser mais severa se se aprofundarem a recessão europeia e o consequente dano à economia norte- americana.

Em segundo lugar, no médio prazo e com o atual modelo econômico, esses países não poderão voltar ao ritmo desfrutado durante o período de expansão do crédito imobiliário nos Estados Unidos, mesmo com os países avançados se recuperando completamente e empreendendo um caminho rigoroso e estável para o crescimento.

Os países em desenvolvimento agora têm menos espaço para instrumentalizar uma resposta anticíclica diante dos impulsos deflacionários e desestabilizadores. Em muitas economias emergentes ampliaram-se os desequilíbrios fiscais e externos nos últimos anos, e agora devem recorrer a todos os meios possíveis para evitar uma acentuada queda da atividade e um aumento do desemprego.

Muitas economias em desenvolvimento e emergentes, especialmente na América Latina, têm algum espaço em suas políticas comerciais, especialmente em matéria de tarifas alfandegárias, mas as margens são bastante estreitas para a maioria delas.

Uma saída poderia ser invocar, como último recurso, as medidas de salvaguarda do Acordo Geral sobre Comércio de Serviços, destinadas a enfrentar as dificuldades de pagamentos que alguns países possam ter em consequência de seus esforços para expandir seus mercados internos ou das instabilidades nos termos do intercâmbio.

Usadas cuidadosamente, tais medidas não restringiriam necessariamente o volume total das importações, mas sua composição.

Por outro lado, a restrição seletiva das importações não essenciais, bem como as de bens e serviços que possam ser substituídas por produtos nacionais, poderia aliviar os problemas de pagamento e facilitar políticas macroeconômicas expansivas.

Naturalmente, o fornecimento de uma adequada liquidez internacional por parte das instituições financeiras multilaterais poderia atenuar a necessidade de medidas de restrição comercial, embora não fosse sensato para as economias em desenvolvimento usar tais recursos para importar bens e serviços não essenciais.

Na eventualidade de continuadas e amplas fugas de capitais, esses países deveriam estar preparados para impor restrições cambiárias e inclusive a suspensão transitória do serviço da dívida, e isso deveria ser apoiado pelo Fundo Monetário Internacional por meio da concessão de empréstimos.

A China não pode recorrer a outra maciça injeção de investimentos para manter um aceitável ritmo de crescimento sem comprometer sua futura estabilidade. Qualquer resposta de política anticíclica deveria ser coerente com os ajustes de longo prazo necessários para manter um crescimento rigoroso, e também deveria enfrentar o problema do baixo consumo.

Uma alta imediata no consumo privado poderia ser alcançada por meio de amplas transferências do setor público, especialmente para os pobres nas áreas rurais, bem como um forte aumento das prestações para saúde e educação.

A China também deve aumentar a participação nos salários no produto interno bruto (PIB), mais rápido do que o efetuado até agora.

Com sua crescente demanda, a China tem um papel fundamental para as economias exportadoras de matérias-primas, mas não é um mercado importante para os exportadores de manufaturas.

Portanto, para formar um mercado importante para as economias em desenvolvimento e emergentes, a China não deve apenas elevar a participação dos salários e da renda familiar no PIB, mas também aumentar as importações relacionadas com o consumo.

Uma virada para o crescimento impulsionada pelos salários e pelo consumo não implica que, como consequência do aumento de suas importações, a China deixe de ser o maior exportador mundial de manufaturas.

Embora uma parte importante do consumo elevado possa ser atendida por produtores domésticos, tal virada implicaria também um significativo aumento na importação desse tipo de bens.

Para outras economias em desenvolvimento e emergentes, os desafios variam, mas todos estão vinculados de um modo ou de outro ao acúmulo e ao crescimento da produtividade.

Na América Latina, os exportadores de matérias- primas têm pouco controle sobre dois determinantes cruciais de seu rendimento econômico: os fluxos de capitais e a flutuação dos preços internacionais das matérias-primas.

O grande desafio dessa região é como ganhar maior autonomia. É necessário reduzir a dependência do capital estrangeiro. Os ricos latino- americanos, embora recebam maior porção da renda nacional do que os ricos asiáticos, economizam e investem uma porcentagem muito menor do que os segundos.

Os baixos níveis de investimento e produtividade, junto com a alta dependência dos capitais estrangeiros, são os principais causadores da desindustrialização da América Latina, agravada por recentes booms nos mercados de matérias- primas e nos fluxos de capitais.

O baixo investimento público e privado e a alta dependência do capital estrangeiro são os principais problemas a serem enfrentados, não apenas na América Latina, como também em alguns países exportadores de manufaturas, como a Turquia.

No entanto, uma alta taxa de poupança nem sempre se traduz em igual nível de investimento e um alto nível de investimento não necessariamente se traduz em um rápido crescimento industrial.

Para superar tais dificuldades são necessárias intervenções públicas precisas, com um uso eficaz dos instrumentos macroeconômicos e da política industrial. Envolverde/IPS

* Yilmaz Akyuz é economista-chefe do South Centre, com sede em Genebra. Para mais informação ver South Centre, Issue 66 e SC RP 44 (www.southcentre.org). (FIN/2012)

 
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