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Ascensão da Marca 'Solas Rebeldes' na Etiópia
Ed McKenna

ADIS ABEBA, 29 de janeiro, (IPS) - O inovador fabricante de calçado etíope Solas Rebeldes vai abrir o seu segundo ponto de venda a retalho em Taiwan este ano.

Com a ambição de abrir outras 30 lojas em todo o mundo e em países como os Estados Unidos, a Austrália, a Itália e o Japão, as Solas Rebeldes, a maior marca de calçado em África, está a tornar-se, rapidamente, uma marca global competitiva. Actualmente a companhia vende a sua gama inovadora de sapatos artesanais feitos de materiais reciclados em 55 países e é agora uma das empresas etíopes bem sucedidas, com uma presença marcante em sítios de comércio electrónico como a Amazon. O seu sucesso reflecte a crescente indústria de fabrico de calçado neste país do Corno de África, com investidores chineses a investirem cada vez mais neste sector

Criada em 2005 pela empresária etíope Bethlehem Tilahun, que queria criar empregos e prosperidade sustentável para o seu país, as empresa Solas Rebeldes teve vendas ascendendo a dois milhões de dólares em 2011 e prevê-se que venha a gerar receitas entre 15 a 20 milhões de dólares até 2015. "Estamos muito entusiasmados com a abertura de uma loja Solas Rebeldes no coração de Taichung. Taichung é o epicentro do calçado, o centro do design asiático para as maiores marcas de calçado do planeta," disse Bethlehem à IPS. A nova loja expande o plano da companhia de tirar partido da crescente procura por parte dos consumidores no florescente mercado de calçado asiático, tornando-se a primeira marca africana a abrir pontos de venda a retalho em regime de franchise na Ásia. Bethlehem tenciona pôr em causa os estereótipos existentes sobre o seu país. Um índice de pobreza publicado pela Universidade de Oxford e pelas Nações Unidas em 2011 classificou a Etiópia como o segundo país mais pobre do mundo depois do Níger. Mas o sucesso da marca Solas Rebeldes prova que a Etiópia está preparada para fazer a transição da dependência da ajuda estrangeira para uma situação em que consegue orientar o seu futuro económico ao utilizar os recursos e as competências desenvolvidas localmente, e ao explorar as muitas oportunidades de negócio no país, segundo Bethlehem. "A empresa Solas Rebeldes está orgulhosa de ser a marca de calçado africano que mais rapidamente tem crescido no planeta e a primeira marca de calçado a nível mundial a surgir numa nação em desenvolvimento. É a prova evidente que a criação de marcas inovadoras de craveira mundial é o melhor caminho para uma maior prosperidade partilhada em países em desenvolvimento como a Etiópia," disse Bethlehem. A empresa Solas Rebeldes é o primeiro fabricante de calçado do mundo com certificação de comércio justo. Todos os sapatos são produzidos à mão por mais de 100 pessoas que usam as práticas artesanais tradicionais etíopes e ainda materiais reciclados e em algodão orgânico trabalhado à mão obtidos localmente. Num mercado onde a maioria das marcas de calçado é produzida por máquinas, as Solas Rebelde são uma lufada de ar fresco. "O nosso modelo económico está centrado na sensibilidade ecológica e na capacitação comunitária. O nosso modelo maximiza o desenvolvimento local com a criação de uma cadeia de abastecimento local vibrante ao mesmo tempo que se produz calçado de qualidade internacional," afirmou Bethlehem. Bethlehem, que esteva na capa da revista Forbes em Janeiro de 2012, altura em que foi apresentada como uma das mulheres africanas mais bem sucedidas, tem ganho muitos louvores e um reconhecimento internacional considerável pelo seu trabalho nas Solas Rebeldes. É agora uma das empresárias mais reconhecidas em África. Segundo o Banco Mundial, o empresariado feminino é mais elevado em África do que em qualquer outra região do mundo. Em 2011, o Fórum Económico Mundial selecionou Bethlehem como "Jovem Líder Mundial". Em Junho de 2012, ganhou o prémio anual de "Empresária Excepcional" nos Prémios de Negócios Africanos organizado pela African Business Magazine. Eugene Owusu, representante da Etiópia junto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, disse à IPS: "A empresa Solas Rebelde está a tirar partido da melhoria das infra-estruturas e da crescente mão-de-obra qualificada local, para apresentar todas as características que se devem encontrar nos empresários etíopes. "É uma empresa inovadora, que cria empregos, sustentável do ponto de vista ambiental e mundialmente competitiva. A empresa Solas Rebeldes está realmente a abrir caminho para que as outras companhias locais a sigam, numa altura em que a Etiópia procura minimizar a sua dependência da ajuda. " O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou que a economia etíope cresceu 7.5 por cento em 2011. O país, com a segunda maior população em África, é uma das economias não petrolíferas com crescimento mais rápido do mundo nos últimos anos em África, de acordo com o Banco Mundial. As receitas das exportações no país aumentaram 15 por cento para 3.2 mil milhões de doláres entre 2010 e 2011, segundo o Ministério do Comércio e Indústria da Etiópia. O objectivo do governo é duplicar as exportações como percentagem da produção económica até 2015, com uma maior contribuição proveniente da venda de minerais e produtos manufacturados. Owusu explicou que o vibrante sector privado da Etiópia iria ajudar o país na sua trajectória de crescimento e isto deveria traduzir-se na redução da pobreza e desenvolvimento nacional. "As empresas privadas locais serão a fundação a partir da qual a Etiópia pode consolidar o forte crescimento geral demonstrado na última década e concretizar a ousada visão transformadora que o país estabeleceu para se tornar um país de rendimento médio até ao ano de 2025," disse Owusu. De acordo com um recente relatóio do FMI sobre o investimento chinês na Etiópia, "A indústria transformadora é responsável pelo maior investimento estrangeiro directo chinês na Etiópia, atraído pela mão-de-obra de baixo custo e pelos contratos de arrendamento de terras em larga escala, a que se deve acrescentar a dimensão do mercado etíope. Os fabricantes chineses, especialmente os fabricantes de calçado, estão agora a transferir as suas instalações produtivas para a Etiópia para escaparem aos crescentes custos de produção na China, mas também porque a Etiópia tem um dos maiores sectores de pecuária em África, fornecendo desse modo couro aos produtores. A Etiópia também possui uma mão-de-obra de grande dimensão e barata. O falecido Primeiro-Ministro, Meles Zenawi, queria que o país se tornasse um importante produtor e exportador de calçado de cabedal como parte do seu plano de desenvolvimento económico. A companhia chinesa Huajian Shoes anunciou em 2012 que iria investir dois biliões de dólares na indústria de produção de calçado na Etiópia. Até agora, as empresas chinesas investiram 900 milhões de dólares na economia etíope, segundo a Agência de Investimento da Etiópia. Zemedeneh Negatu, sócio-gerente da Ernst & Young na Etiópia, acredita que empresas como a Solas Rebeldes irão ajudar a transformar o panorama económico da Etiópia e do continente. "O sucesso da empresa é uma inspiração para o emergente sector privado etíope. É importante recordar que, até 1991, a Etiópia era um país pseudo-socialista sem sector privado. Contudo, num espaço de tempo relativamente curto, começou a produzir histórias de sucesso como a empresa Solas Rebeldes, o que é um bom exemplo de uma história de sucesso mundial no sector privado orientado para as exportações. "Recorro frequentemente à frase 'Chegou a altura de África' precisamente porque vejo cada vez mais Solas Rebeldes africanas como Bethlehem e a sua companhia." (FIN/2013)

 
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