África
  Mundo
  Economía
  Direitos Humanos
  Saúde
  Ambiente
  Globalização
  Arte e Cultura
  Energia
  Politica
  Desenvolvimento
  Colunistas
 
  RSS o que é isso?
   ENGLISH
   ESPAÑOL
   FRANÇAIS
   SVENSKA
   ITALIANO
   DEUTSCH
   SWAHILI
   MAGYAR
   NEDERLANDS
   ARABIC
   POLSKI
   ČESKY
   SUOMI
   PORTUGUÊS
   JAPANESE
   TÜRKÇE
PrintSend to a friend
 

Escasseiam alimentos e dinheiro no norte de Mali
Emmanuel Haddad

Niamey, Níger, 6/2/2013, (IPS) - Organizações não governamentais pedem ajuda alimentar, combustível e até dinheiro vivo para o norte de Mali, enquanto aumenta a necessidade de uma intervenção humanitária na área, após a operação militar nas cidades de Gao e Tombuctu.


Crédito: Marc-André Boisvert/IPS
Civis em Niono, norte de Mali, fogem com seus pertences.
"Desde 2012, os malineses sofrem uma crise tripla: a seca e a má colheita, depois a política, e, por fim, um conflito aberto iniciado quando grupos islâmicos assumiram o controle do norte do país", disse Kristalina Georgieva, comissária europeia de Cooperação Internacional, Ajuda Humanitária e Resposta às Crises, ao visitar Bamako, no dia 22 de janeiro.

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), anunciou que destinará US$ 27 milhões em ajuda humanitária de emergência para esse país da África ocidental. É urgente a ajuda econômica, pois os moradores de Gao e Tombuctu, as duas maiores cidades do atribulado norte de Mali, têm dificuldades para conseguir alimentos, afirmam organizações que trabalham na área, contatadas de Niamey, capital de Níger.

"Com o avanço das forças francesas e malinesas sobre os combatentes islâmicos, muitos dos fornecedores de alimentos e combustível fugiram da região, especialmente de Gao", informou no dia 4 a organização humanitária Oxfam Internacional. "Não há fornecimento de alimentos em Gao há duas semanas", disse Lucile Grosjean, porta-voz da organização Ação Contra a Fome.

Desde abril de 2012, o norte de Mali se viu assediado por uma coalizão de grupos armados integrados por Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), Movimento pela Unidade e a Jihad na África Ocidental (Mujao) e Ansar Dine, organização islâmica de tuaregues. "Devido à ocupação de jihadistas, os agricultores não receberam o habitual apoio do Ministério da Agricultura para melhorar a produção de arroz nas margens do Rio Níger", contou Grosjean. "Assim, a colheita foi muito menor do que no ano passado", acrescentou.

Além disso, "muitos mercados fecharam devido às dificuldades nas comunicações com Argélia e Níger (ao norte e ao leste de Mali) e os preços não são bons", ressaltou Grosjean. Somando-se a isso, uma quadrilha de ladrões de animais faz com que a população local tema por seu gado, afirmou. Os saques agravam o sentimento de insegurança que ainda domina Gao e as populações rurais ao redor, que sofreram o embate da ocupação das forças do Mujao.

Desde que os insurgentes abandonaram a área, após a operação das forças francesas, os estabelecimentos comerciais foram saqueados e seus proprietários, árabes e tuaregues, fecharam as portas e esconderam as mercadorias, esperando que a situação melhore. Isto piora a escassez de alimentos. "Os produtos aumentaram, em geral, 30% e o combustível 66%", detalhou Grosjean, acrescentando que, embora haja fornecimento, não há dinheiro em Gao para comprar. "Após o fechamento dos bancos, os comerciantes foram a Bamako buscar dinheiro para o norte, mas desde que começou o bombardeio ficamos sem nada", disse a porta-voz da Ação Contra a Fome.

Em Tombuctu, a situação humanitária é menos alarmante, mas há grande temor por represálias. Ali também os comércios árabes e tuaregues foram saqueados no dia 29 de janeiro, após a chegada das forças francesas e malinesas. A França pediu o rápido envio de observadores internacionais para evitar que as tensões interétnicas semeiem o caos no norte de Mali. Porém, a prioridade é restabelecer o acesso aos cuidados médicos no norte de Mali. "Estamos esperando um ou dois dias para abrir o centro de saúde de Gao, pois prevemos um grande fluxo de pacientes", afirmou Grosjean.

A ajuda ao Mali, especialmente da UE, foi suspensa em março de 2012, quando o exército derrubou o governo civil eleito nas urnas. Depois do começo da (até agora) bem-sucedida intervenção francesa, vários governos, incluídos os do bloco europeu, prometeram US$ 450 milhões para Mali, bem como recursos humanos para apoiar o treinamento dos soldados do exército. O Grupo de Apoio e Acompanhamento da situação em Mali, que inclui dirigentes políticos e organizações internacionais, se reuniu ontem em Bruxelas para analisar o processo político do país, com vistas à realização de eleições democráticas. Envolverde/IPS (FIN/2013)

 
Terramérica - Meio Ambiente e Desenvolvimento
  Mais noticias
News in RSS
 Sri Lanka recorre e métodos ancestrais contra a mudança climática
 Salva-vidas afunda ainda mais a Grécia
 Ampliação de estrada atenta contra patrimônio cultural indiano
 A ignorada faceta produtiva da cannabis
 DESTAQUES: Código de barras até em colmeias
 REPORTAGEM: Estrada no Parque Nacional do Iguaçu pode acabar em impasse
 "Quando a corda da desigualdade se rompe, você tem uma crise política"
 Direitos femininos serão eixo de reunião do UNFPA em Montevidéu
 Preocupa que tensão entre Rússia e Estados Unidos afete negociação nuclear
 Trabalhadores espanhóis vítimas de disputa entre Madri e Gibraltar
MAIS>>
  Latest News
News in RSS
 OPINION: Civil Society Calls For Impartial Inquiry on Air Crash and Catastrophe in Ukraine
 Africa-U.S. Summit – Catching Up With China?
 The Age of Survival Migration
 New York’s Homeless Pushed Deeper into the Shadows
 Obama Mulling Broader Strikes Against ISIS?
MORE >>
  Ultimas Noticias
News in RSS
 Sociedad civil exige investigación del avión derribado en Ucrania
 Masivas deportaciones no rompen sueños migratorios de hondureños
 Fomentar una ciudadanía global es vital para los ODS
 Giro radical de Europa frente a los conflictos en Siria e Iraq
 Las mujeres “rotas” tienen otra oportunidad en Afganistán
MÁS >>