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Código de barras até em colmeias
Emilio Godoy

CIDADE DO MÉXICO, México, 12 de agosto de 2013, (IPS) - (Tierramérica).- O México faz esforços para atender as exigências de rastreabilidade de alimentos de seu principal mercado, os Estados Unidos.


Crédito: Cortesia Maxi Terra
O cacau de Tabasco e Chiapas está sujeito a um processo de rastreamento, para saber quem o cultiva, onde e como. Um produtor revolve sementes de cacau no município de Comalcalco, em Tabasco.
A empresa social Apicultores de Nochistlán, do Estado mexicano de Zacatecas, se prepara para exportar mel para os Estados Unidos, e para isso colocará um código de barras em cada colmeia. "Atualmente, fazemos o controle com cadernos, mas será mais simples com a tecnologia. Assim se sabe se a colmeia foi movida, se as abelhas foram medicadas e qual o tipo de mel", explicou ao Terramérica o presidente da empresa, Giovanni Zúñiga.

A Apicultores de Nochistlán foi criada em 2005, tem 15 sócios e produção anual superior a 15 toneladas de mel. O código de barras é a técnica mais empregada para se ter o rastreamento de um produto alimentício fresco ou processado, desafio para entrar em mercados cada vez mais exigentes em matéria sanitária, como o dos Estados Unidos. A rastreabilidade é "a capacidade de acompanhar o deslocamento de um alimento em uma ou várias etapas específicas de sua produção, transformação e distribuição", conforme definição do Codex Alimentarius, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Organização Mundial da Saúde.

Uma plataforma tecnológica básica custa cerca de US$ 3.960, muito para pequenos produtores. "Precisamos de capacitação e não temos dinheiro", lamentou Zúñiga. Contudo, "é um bom momento no México. Nos últimos anos houve muita sensibilização no mercado. Há empresas que têm práticas internas bem maduras", disse ao Terramérica a diretora de Inovação e Desenvolvimento da filial mexicana do GS1, Gabriela Ugarte. "O que falta é a integração de cadeias de fornecimento completas", acrescentou.

O GSl é um órgão privado regulador de padrões de negócios com sede em Bruxelas. Começou a trabalhar no México em 2008. Uma de suas iniciativas foi autenticar a qualidade do mel de aproximadamente três mil apicultores no Estado de Yucatán. Para isso, os produtores foram identificados com um código e a cadeia de fornecimento foi certificada: armazenadores, envasadores e exportadores para a Europa. No México, o GS1 tem 33 mil empresas associadas, 90% delas pequenas ou médias. Além disso, trabalha para criar o registro rastreável para itens de produção de carne, tomate e abacate.

O código de barras e a identificação por radiofrequência, mais moderna, são as técnicas mais conhecidas. A última, mais eficiente, está pouco desenvolvida no México. Também são usadas em gado e na indústria automotiva e farmacêutica, entre outras, para monitorar o produto desde o centro de origem até a prateleira ou a mesa. Com a lei de Modernização da Inocuidade dos Alimentos, de 2011, os Estados Unidos melhoraram suas normas para evitar o surgimento de enfermidades e rastrear suas causas, obrigando os exportadores a se adaptarem.

Desde janeiro de 2012 os exportadores utilizam códigos de barras para atender à iniciativa de rastreamento de produtos, que nos Estados Unidos é impulsionada pela Canadian Produce Marketing Association, a filial norte-americana do GS1, e pela United Fresh Produce Association. Além disso, a Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA) propôs, no dia 29 de julho, duas regulamentações para reforçar a inocuidade dos alimentos. Os interessados têm até 26 de novembro para enviar comentários.

A FDA afirma que, entre 2005 e 2010, foram registrados 39 focos epidêmicos cuja fonte foi comida importada. Alimentos procedentes do México, como melão, tomate, alho jalapenho e pepino foram apontados como causa de salmonelose. O caso mais recente foi o de uma salada mista, preparada pela empresa Taulor Farms do México e servida em uma rede de restaurantes nos Estados de Iowa e Nebraska, e que em julho provocou quadros de ciclosporose, uma infecção intestinal por água ou comida contaminada com o parasita Cyclospora cayetanensis.

A empresa Maxi Terra, fundada em 2011, trabalha com cerca de 3.500 produtores de cacau e abacaxi nos Estados de Tabasco, Veracruz e Chiapas para fornecer à transnacional suíça Nestlé e à Altex, filial da mexicana Bimbo. "Nosso comprador nos pediu para saber de onde vem o produto e como é produzido. Contamos com um sistema baseado em tecnologia e procedimentos de operação para o acompanhamento do fluxo de informação desde o cultivo, matérias-primas, produtos intermediários e acabados", disse ao Terramérica o engenheiro químico Carlos Azcuaga, fundador da Maxi Terra.

Cada produtor recebe um código de barras e responde a uma pesquisa em um telefone celular com sistema de posicionamento global (GPS), que por sua vez está conectado a uma conexão via satélite para integrar uma base de dados. Assim se rastreia cada lote produzido. A empresa garante ao cultivador um preço justo por cumprir os padrões do comprador. A Maxi Terra quer chegar a mais produtores e incursionar em frutas como carambola, rambutão e a pitaya, ou fruta do dragão. "Queremos expandir para o sudeste mexicano, para a América Central e inclusive para a África", destacou Azcuaga.

Os Estados Unidos são o principal destino das vendas agroalimentares mexicanas, que totalizaram mais de US$ 23 bilhões em 2012, dos quais mais de US$ 19 bilhões exportados para o país vizinho, segundo o Ministério de Agricultura. "O que o México faz é se adaptar, vendo como apoiar o exportador. Muito provavelmente o México desenvolva essas práticas internas. Não se pode melhorar o que não se consegue medir. Quando uma empresa começa a ser certificada, percebe que alguns processos produtivos poderiam ser melhores", ressaltou Ugarte. Com o mesmo propósito, o Serviço Nacional de Saúde, Inocuidade e Qualidade Agroalimentar apoia apicultores, pecuaristas e produtores de abacate. (FIN/2013)

 
Terramérica - Meio Ambiente e Desenvolvimento
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